Ferro
'VASO'
Ruidoso, feito com as mãos,
Industrializado.
Sou natureza.
Ferro.
Do homem estraçalhado.
Cheiro/argila, cerâmica, madeira, polietileno, resina, palha, sintético.
Castiço...
Quando bem trabalhado, sou admirado, beleza, suspiros.
Decoro, adorno, alinho, ornamento, aformoseio.
Enfeito o imperfeito.
Sitio povoados, vidros temperados...
Sou dos cantos.
Dos lados.
Artificial.
Nas paredes pendurados...
Sou do arcaico, do homem abstrato, sarcástico, quadrado, redondo.
Aromo onde passo.
Encanto com minhas formas diferenciadas.
Tenho sabor tateado.
Expressão do humano: transparente, engraçado, pintado em infinitas cores.
Cristalizado ou inexpressivo.
Sem desígnios ou escritos, serei intuito,
Vaso qUeBrAdO...
Homem nenhum é de ferro, sem sentimentos e sem frustrações, não é por que não nos veem chorar, que não choramos.
A mesma dor que as mulheres sentem, sentimos mais intensamente, só que fora dos olhos dos outros
Todos os conflitos serão resolvidos no Juízo Final. O Perdão é uma estrada de ferro que está sempre em construção.
A FERRO E FEL
Ao que vem infortúnio?
Quantas culpas no muro
Paredão pro esmurro
Não te torna mais puro!
Muito duro é o ardor
Incontável a dor
Fel arrebatador
Na perda de um amor
Julgamento maltrata
Mas a alma desata
Em invocação Sacra
Pra leveza sensata!
✍️Tem pessoas que arrastam dívidas durante toda a vida, feito bolas de ferro amarradas ao pé, porque se aproveitaram da ingenuidade e bondade alheia.👁️🙏🤦🏼♀️
✍️Pra nascer de novo tive que arrancar a ferro as lembranças das vísceras impregnadas de miséria sem misericórdia, sem afeto, dilaceradas pela dor nos momentos aflitivos
🕉️♾️☸️💞✔️💘
✍️Geração 40, 50, 60 foi a geração de ouro, dura e brilhante. Depois só veio geração de ferro, enferruja, suja e se ressente.
😱👁️👁️☸️♾️💜🌹
Dizem que "Ninguém é de ferro",
mas vos trago uma reflexão,
o ferro não pode ser destruído,
provoca sua própria destruição
com a sua ferrugem,
assim somos nós
com as nossas insensatas atitudes.
Ó São Paulo! Grande capital! Entre teus seios jactanciosos de ferro, vidro e concreto rastejam, como cobras, a desigualdade, o vício, a violência e a morte!(Walter Sasso)
Relíquia
Ferrugem,
O Sangrar do Ferro,
A Morte do aço,
A Escuridão, As Trevas,
A Imensidão do Espaço,
Esqueça-me!
Deixe-me empoeirar,
O Meu verdadeiro valor,
Algum dia,
Alguém ei de dar...
Esses 20 porcento de ferro
que me fugiram da alma,
Esses 10 porcento de ferro
que o vento levou das calçadas,
Deixaram-me mais leve,
o suavemente necessário
para não enferrujar.
·
''Somos como ferro e imã, atração perfeita ! Paixão no primeiro olhar . Assim roubaste o meu coração. Magia celestial'' (Mario Valen - Olivia Campos - Patife)
Saul Freitas
23 de maio de 2014 às 15:07 ·
Se Meu nervo é ferro,
Minha cabeça é maciça...
gelo em circulo de fogo
evapora em meio a vista
eu posso ser mais um crioulo
ou só mais artista,
foda-se seu problema
eu comprei mais uma fixa,
nesse poker apostaram em uma rixa,
tão invetando história ou prova fictícia?
a raiz do problema começa com... menos problema
eles sismarão que são groove street
mais não se compara
a onda do hachixi, o exemplo do big smook
em meio a salva triste
O Valor além da Aparência
Meu ferro de passar, embora funcional, exibia as marcas do tempo. O bico quebrado, o botão de regulagem de temperatura ausente, a aparência desleixada... Tudo isso não importava, pois ele cumpria seu propósito com dedicação. No entanto, minha amiga, vinda de outra cidade, ficou horrorizada ao usá-lo antes de retornar para casa.
Alguns dias depois, o correio trouxe um pacote inesperado. Dentro, encontrei um presente da minha amiga: um ferro novo! Cor-de-rosa, minha cor predileta, compacto e com um bico elegante, capaz de passar com graça os colarinhos e as dobrinhas mais delicadas. Fiquei encantada com aquela obra de arte.
Decidi colocar meu velho ferro perto da lixeira, na esperança de que alguém o encontrasse e aproveitasse seu valor escondido. No dia seguinte, reuni minhas roupas e, com um sorriso no rosto, preparei-me para estrear o novo ferro. Era uma alegria olhar para aquela belezinha cor-de-rosa. Contudo, minha empolgação logo se transformou em frustração. O ferro ora aquecia demais, ora ficava morno, e seu fundo grudava nas roupas, independentemente da regulagem.
Tentei usá-lo várias vezes, mas sempre acabava perdendo mais tempo ajeitando o ferro do que passando as roupas. Foi então que percebi o valor do meu velho ferro. Ele, apesar de sua aparência desgastada, nunca me deixou na mão.
A experiência me fez refletir sobre a sociedade atual. Vivemos em tempos onde a beleza superficial é supervalorizada, enquanto o verdadeiro valor e a sabedoria muitas vezes são negligenciados. Assim como meu velho ferro, as pessoas mais velhas podem não ter a aparência de outrora, mas carregam consigo um tesouro de habilidades, experiências e sabedoria. E, no final das contas, o que realmente importa não é a aparência, mas sim o conteúdo e a essência.
Meu tempo
Tempo que engole o dia,
que corroi o ferro,
que antecipa a saudade,
e que me faz triste a esperar.
Ah tempo...
Porque não paras,
sem abreviar as horas,
acalenta um pouco mais meu sonho,
faz mais feliz o meu agora,
e traz para perto o que tive de bom outrora.
Tempo, volta...!
Quero de volta meu bem,
Para eu reviver tudo, para não mais acabar.
Ah tempo...
Corre rápido, bem ligeiro
Não quero perder nem um minuto
Faz com que minha espera acabe.
Não, não tempo...
Não te finjas de surdo,
e ouve o que digo.
Tudo passa por ti,
tudo tem o teu olhar,
caminhe lento quando for preciso,
e te arrastes quando o bem estar encontrar.
Calma... Calma tempo...
Não me deixes assim pelo caminho,
pois sabes que de ti eu só posso esperar.
Esperar que alivie,
esperar que cicatrize,
esperar que fico bom,
e que se assim for,
vou te pedir para parar.
Mas não ignores meu clamor,
não faças pouco caso de minha dor,
pois já me esfolei,
já sofri e já chorei,
e agora quero de bem contigo ficar.
Meu tempo
Tempo que engole o dia,
que corrói o ferro,
que antecipa a saudade,
e que me faz triste a esperar.
Ah tempo...
Porque não paras,
sem abreviar as horas,
acalenta um pouco mais meu sonho,
faz mais feliz o meu agora,
e traz para perto o que tive de bom outrora.
Tempo, volta...!
Quero de volta meu bem,
Para eu reviver tudo, para não mais acabar.
Ah tempo...
Corre rápido, bem ligeiro
Não quero perder nem um minuto
Faz com que minha espera acabe.
Não, não tempo...
Não te finjas de surdo,
e ouve o que digo.
Tudo passa por ti,
tudo tem o teu olhar,
caminhe lento quando for preciso,
e te arrastes quando o bem estar encontrar.
Calma... Calma tempo...
Não me deixes assim pelo caminho,
pois sabes que de ti eu só posso esperar.
Esperar que alivie,
esperar que cicatrize,
esperar que fico bom,
e que se assim for,
vou te pedir para parar.
Mas não ignores meu clamor,
não faças pouco caso de minha dor,
pois já me esfolei,
já sofri e já chorei,
e agora quero de bem contigo ficar.
Calendário de Cinzas
Mais um ano se abre
como uma porta pesada de ferro,
rangendo nos nervos do mundo.
Não é o tempo que envelhece,
somos nós que ficamos sem ar
quando a história decide gritar.
Carrego nos ombros
o peso de amar demais:
a terra,
as pessoas,
o futuro que ainda não sabe
se quer nascer.
Sou feito de urgência,
de atenção que pula como faísca,
de um coração que não aprendeu
a ser morno.
E isso cansa.
Isso dói.
Há fogo onde antes havia vento.
Há sede onde o rio costumava cantar.
Há gelo endurecendo cidades inteiras,
como se o inverno tivesse esquecido
o caminho de volta.
O planeta pede silêncio,
mas os homens gritam.
Alguns brincam com o medo
como crianças cruéis
quebrando o próprio brinquedo
só para ouvir o estalo.
Enquanto isso,
alguém no sul vê a floresta arder
como uma carta nunca respondida.
Alguém no norte
aperta os braços contra o corpo
e espera que a luz volte.
Alguém em algum lugar
só queria viver.
Há guerras que rasgam mapas,
e há outras que rasgam dentro.
Explosões que não fazem barulho,
mas deixam tudo escuro
por muito tempo.
A sensação,
não dita,
não nomeada,
apenas presente
como um sol atrás de nuvens grossas.
Um amor que não coube no mundo,
mas insistiu em existir
no espaço exato entre
o que foi
e o que nunca pôde ser.
Talvez seja isso que ainda me mantém de pé,
saber que, em línguas diferentes,
em culturas distantes,
milhares sentem este mesmo nó,
essa vontade simples, quase infantil,
de acordar sem medo
e chamar a vida de casa.
Não há muita esperança hoje.
Mas há lucidez.
E há beleza nisso:
o despertar dói,
mas é sinal de que ainda estamos vivos.
Se o mundo arde,
que ao menos nossos olhos permaneçam abertos.
Se o futuro treme,
que nossos corações não aprendam a odiar.
Porque amar, agora,
é um ato de resistência.
Muitas pessoas vivem em cadeiras de ferro, fazendo-se ocupadas demais, balançando seus problemas mentais de um lado para o outro, aprisionadas e sem soluções.
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