Fernando Pessoa Ausencia

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Minha solidão não é ausência de companhia. É ausência de testemunhas.

É na tristeza que aprendemos o verdadeiro valor da felicidade.
É na ausência que entendemos o quanto a presença era importante.
É preciso atravessar dias difíceis para reconhecermos a leveza dos dias tranquilos.⁠

Nem toda ausência de previsão legal representa ausência de solução administrativa; porém, nem toda solução administrativa pode ser elevada à categoria de regra geral.

A falta da dor


Abismo da Saudade
Entre a Dor e a Ausência
Fatalidade das cicatrizes
Laços de turbilhão de sensações
Intensidade das dores um dia vívidas.

Na estação da ausência a flor da saudade desabrocha e espalha seu inconfundível perfume pelo ar.

Deus não é ausência de problemas, é presença de sentido.

Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.


A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.

Saudade


Singularidade do teu olhar
Nossos encontros e desencontro
Ausência caótica do meu amar
Demasiado das sensações
Ecoa instantes do amor a distância.

Não preciso de quem não me vê.
Minha presença é minha força.
Sou inteira, mesmo na ausência.

Coragem não é ausência de medo, é desobediência a ele.

Paz não é ausência de conflito, é ausência de apego ao que te adoece.

Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.


O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.

“Leve não é ausência de medo.. É ausência do que me prendia.”

“Leve não por ausência de dor.. Mas por ausência de insistência.”

Saudade é ausência
que continua ocupando espaço.

Recomeçar não é apagar...
É bordar novos fios sobre o tecido antigo, transformar ausência em espaço fértil,
e presença em raiz que
floresce no agora.

Às vezes a ausência fala mais alto que mil mensagens.
Quem estava, mas não estava de verdade, mostrou seu lugar: O vazio.
Quem troca presença por conveniência, cedo ou tarde, sente o peso do que perdeu.
E eu sigo inteira, quem quiser me encontrar, que venha.
O resto… aprende na falta.

Tem coisa que era pra passar e vira residência fixa.
Uma ausência.
Uma frase atravessada.
Uma culpa antiga.
Um “e se” repetido tantas vezes que começa a parecer verdade.

A carência veste a saudade de amor. A esperança veste a ausência de interesse de paciência. E o coração, teimoso como só ele sabe ser, completa sozinho as partes da história que nunca aconteceram.

A ausência dói, mas o amor que ficou é eterno.