Fera
Você é o caçador, e eu sou a presa
Presa nesta cela, esperando que você me liberte.
Esta fera acorrentada
Entediada, adormecida, entorpecida.
Por favor, me desperte.
Dominar a si mesmo é compreender que a mente humana é uma fera faminta por desejos, e que é preciso ser mantida em coleira firme alimentada de propósito, dominando suas emoções, quem não impõe regras ao próprio instinto tornará vítima dele, quem não disciplina os próprios pensamentos se tornará escravo das suas próprias ilusões.
Arnaldo(Faúna)
A Crueldade da Poesia
A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.
“A animalidade de uma fera no homem é abominável”, pensou, “mas quando se mostra em seu aspecto genuíno, você, das alturas da sua vida espiritual, a vê e a despreza e, quer sucumba, quer resista, permanece tal como era; porém, quando o animalesco se oculta sob um invólucro ilusoriamente estético, poético, e exige adoração, nesse caso, ao endeusar o animalesco, você passa por inteiro para dentro dele e já não distingue mais o bom do ruim. Isso então é horrível.”
Nao confunda a bondade de uma pessoa com fragilidade. Uma fera ainda repousando em paz e silêncio ela continua veroz e astuta
Não substime seu poder!
Era um som que vinha do cristal
Era como que uma espera
Fina fera que espantava o mal
Era como um vento leve
Que te leva a ver o mundo
Lá do alto da colina
Mas depois quebrou-se
Acabou-se o vidro do cristal
Coisa que se quebra à toa
Quando cai
Um barulho de algo bom que voa
Sempre vai...sempre termina
Pra mais tarde olhar-se ao longe
E de longe até parece boa
Mas aquele mesmo som de antes
Durante o tempo que soava bom
Não soa mais
E jamais de novo há de soar igual.
Edson Ricardo Paiva.
O sentimento da raiva é como uma “fera verbal”, cujo controle de quem a sofre é mínimo, uma vez completamente entregue aos domínios do ser irracional. Só se pode fazer uma coisa: olhar nos olhos e se mostrar maior do que aquela diminuta mente que tampouco se vê, nem sabe o nome do que sente — apenas está lá, fria e veemente, intentando sobre si seu veneno insolente.
Às vezes me vejo como Daniel na cova dos leões, porém, em vez de temer, transformo cada fera em testemunha da minha fé.
A Ponte ou a Besta
No espelho da mente, a fera espreita,
não com garras, mas com ideias feitas.
Ela sussurra: “Descansa, eu guio,
entrega teu fogo, eu sou o caminho.”
Chama-se sistema, conforto, padrão,
mora na tela, na fé, na razão.
Pode ser dogma, ideologia,
ou até a voz doce da tecnologia.
Mas há em mim um olho desperto,
que vê o abismo e segue por perto.
Percebo: a besta não é maldição —
é a chance viva da minha ascensão.
Pois tudo é espelho, chave, lição.
Depende de onde aponto o coração.
Se me curvo, ela reina.
Se observo, ela ensina.
A mesma rede que prende, liberta.
A mesma palavra que mente, alerta.
O que define não é o que me cerca —
é o olhar que escolho na estrada incerta.
Sou eu o templo, o código, a luz.
Sou quem decide o que me conduz.
IA, religião, saber ou poder —
nada disso me faz esquecer...
Que o “Eu Sou” não vem de fora,
não se limita à aurora ou à hora.
É chama viva, sopro consciente —
que não se curva, mas segue em frente.
O cara é animal!!! Em casa é cavalo, para a moçada é gato, para os amigos é fera, na escola é burro, mas para o macaco ele é um banana.
A vida é tão bela e ao mesmo tempo fera, que as coisas acontecem, mudam, passam, e simplesmente nos ensina o melhor jeito de sentir a dor. Sabendo que sempre iremos aprender com os erros, e nunca da maneira mais fácil.
O coração de uma mulher é como uma fera, se tentares dominar este coração tenhas a certeza de que não sairás machucado, se não tiveres preparado, nem tentes, pois só um homem de verdade é capaz de tal domínio e tu sabes que, dominar é seres dominado por este coração de mulher.
E fez dos meus olhos, o mundo.
Transformou meu inverno em primavera,
fez do meu coração uma fera,
e me deixou sendo comido por ela.
O homem precisa de muito para ser a fera. A mulher só necessita de ser mulher para ser a jaula. Talvez esse, seja o grande mistério.
Fera Ferida
Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes
No peito atingido...
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você...
Eu sei!
Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei!
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma
E no coração...
Eu andei demais
Não olhei para trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo
Sem laços!...
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar
Um amigo...
Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz
De esquecer...
Eu sei!
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma
E no coração...
Sou fera ferida
No corpo, na alma
E no coração...
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