Fera
E nada será igual ao que foi antes
Sempre uma nova história surge
O tempo é fera afina a garganta e urge
Agiganta os sonhos com não e sim
Escrevendo o momento bom ou ruim
Vai guardando as memórias
Para um novo princípio sem fim...
Nao confunda a bondade de uma pessoa com fragilidade. Uma fera ainda repousando em paz e silêncio ela continua veroz e astuta
Não substime seu poder!
"A Fera"
Dominar a si mesmo é um ato de coragem. Nossas "feras" internas constantemente querem sair da "cela" do calabouço profundo, escuro e sombrio onde vivem aprisionadas. Sentem-se no direito de desfrutar a vida, mas nem sempre esse desfrutar nos fará bem ou nos favorecerá. A fera não tem limites: ela pode ferir, destruir, machucar e nutre sempre um desejo de vingança. Senti o pior dos sentimentos: a inveja. Mas não posso me esquecer: ela, a fera, foi criada para evoluir, se assim se permitir. Na dualidade, não é permitido ter apenas uma versão de nós mesmos; é necessário o equilíbrio. Viver o lado luz e sombra faz parte. Agora, só nos resta escolher qual delas alimentar: hoje, luz ou sombra?
Val Costa✍️
No uivo do cão, vibra o lobo ancestral; a fera que repousa no tapete, mas que ainda persegue a lua em seus sonhos.
Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!
A Ponte ou a Besta
No espelho da mente, a fera espreita,
não com garras, mas com ideias feitas.
Ela sussurra: “Descansa, eu guio,
entrega teu fogo, eu sou o caminho.”
Chama-se sistema, conforto, padrão,
mora na tela, na fé, na razão.
Pode ser dogma, ideologia,
ou até a voz doce da tecnologia.
Mas há em mim um olho desperto,
que vê o abismo e segue por perto.
Percebo: a besta não é maldição —
é a chance viva da minha ascensão.
Pois tudo é espelho, chave, lição.
Depende de onde aponto o coração.
Se me curvo, ela reina.
Se observo, ela ensina.
A mesma rede que prende, liberta.
A mesma palavra que mente, alerta.
O que define não é o que me cerca —
é o olhar que escolho na estrada incerta.
Sou eu o templo, o código, a luz.
Sou quem decide o que me conduz.
IA, religião, saber ou poder —
nada disso me faz esquecer...
Que o “Eu Sou” não vem de fora,
não se limita à aurora ou à hora.
É chama viva, sopro consciente —
que não se curva, mas segue em frente.
A Crueldade da Poesia
A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.
Você é o caçador, e eu sou a presa
Presa nesta cela, esperando que você me liberte.
Esta fera acorrentada
Entediada, adormecida, entorpecida.
Por favor, me desperte.
O homem, no íntimo, é um animal selvagem, uma fera. Só o conhecemos domesticado, domado, nesse estado que se chama civilização, por isso recuamos assustados ante as explosões acidentais do seu temperamento.
Às vezes me vejo como Daniel na cova dos leões, porém, em vez de temer, transformo cada fera em testemunha da minha fé.
Não tente adestrar uma fera com um ferro quente, nem tão pouco tente apaziguar a ira de uma mulher com gritos. Assim, a fera e a mulher se unirão contra você.
Era um som que vinha do cristal
Era como que uma espera
Fina fera que espantava o mal
Era como um vento leve
Que te leva a ver o mundo
Lá do alto da colina
Mas depois quebrou-se
Acabou-se o vidro do cristal
Coisa que se quebra à toa
Quando cai
Um barulho de algo bom que voa
Sempre vai...sempre termina
Pra mais tarde olhar-se ao longe
E de longe até parece boa
Mas aquele mesmo som de antes
Durante o tempo que soava bom
Não soa mais
E jamais de novo há de soar igual.
Edson Ricardo Paiva.
Terremoto
Tremores fortes na Terra.
Abalo sísmico essa fera!
Vibração das camadas
do interior da crosta Terrestre .
Elas são produzidas por ondas .
As de ocorrência longitudinal
e de ocorrência transversal..
A primeira onda ,propaga _se
numa velocidade 13km/seg
Já as seguintes instalam_se
na proporção 7km na area.
Sendo mais fraca
Pode não ser sentida
pelo ser humano...
