Feio e Belo
Um dia pensei...
Que a beleza estava no que as pessoas denominávamos de belo, hoje percebo que a beleza está em tudo, basta que saibamos enxergar o que está diante de nossos olhos. Os mesmos sentidos que nos encanta, nos trai ao ignorar a verdadeira beleza que há no que taxamos como feio. O belo e o não belo é assim uma questão de saber olhar o que verdadeiramente é importante. A vida por exemplo! Quantas vezes passamos correndo pelas ruas em busca de metas, sempre renovadas por uma estrutura de mercado excludente, onde a exclusão não se dá somente no âmbito do indivíduo pelo emprego, do indivíduo pela sociedade, mas do indivíduo pelo indivíduo, onde o mesmo anula-se diante de uma cobrança em que o indivíduo não é visto como ser humano e dessa forma ele internalizou uma forma de viver valorizando o que é volátil, o que é passageiro e dessa visão o belo e o não belo é padronizado no corpo perfeito, no rosto encantador, no emprego invejável, na formação acadêmica promissora ou na imagem perfeita da deformação da realidade.
Algumas vezes, a beleza disfarça a incompetência; outras vezes, a feiura oculta as virtudes; mas, muitas vezes, o belo e o feio são ofuscados pela prática do bem.
Não vivemos em um mundo de aparência, não mais!
Antigamente importava; dinheiro, aparência física e casas de luxo. Hoje em dia o feio virou arte, estamos retrocedendo, vamos voltar para cavernas e usar clavas chamadas "app´s" para conquistar uma garota. Sem chocolates, frio na barriga e serenatas
No amor cabe unicamente verdades!
Carinho, respeito, amizade, altruísmo...
Não sustenta o amor - A arrogância e a Frivolidade, este assim se dissolve...
Quem ama -Vigia seu o ciúme sua inveja, seu Impeto...
Para amar - Fuja da maldade, e da mentira de ser falso e traiçoeiro...
Aprenda amar - O belo e o feio, isso é uma Verdade!
O sustento do amor - O divino Deus!
“Feios” são aqueles discriminados, marginalizados, não-enquadrados ante o fato de carregarem consigo defeitos físicos severos e problemas mentais complexos. A sociedade não os aceita, não os tolera, não os suporta sob nenhuma hipótese, porque remontam ao indesejável, ao asqueroso, ao diferente... Só que atualmente, em pleno isolamento social decorrente da pandemia do COVID-19, nós é que usamos máscaras e estamos escondidos e com medo. Nós estamos física e metaforicamente feios; estamos com os cabelos descuidados, com as unhas malfeitas, com pouco dinheiro, com as nossas casas desarrumadas, e as nossas mentes idem – nós estamos com a peste, com a moléstia. Somos os leprosos, os lazarentos, os errantes que nos entreolhamos assustados no mercado, na farmácia, nas varandas, sempre imaginando quem será o malfeitor que há de nos contaminar com o coronavírus.
Toda beleza tem a sua feiura, como toda feiura tem a sua beleza. Em um mundo de belos, os feios são belos e belos são feios.
O belo sempre foi mais do que estética, sempre fez parte da ética que a sociedade faz questão de celebrar
Eu entendi que diante do espelho, o que vejo não é meu reflexo, mas como estou por dentro se projeta fora. Dias estou belo, dias estou feio e todos os dias estou exatamente igual.
Necessitamos hoje de muitos sonhos, gestos, ações e criações de extrema beleza para revigorar em esperança nossa alma, tão desgastada em nosso tempo por tantos feios, bizarros e incivilizados sub-humanos comportamentos.
Distante dos insatisfatórios pares imperfeitos, toda extrema beleza se atrai naturalmente pela inteligencia e pela intensa sensibilidade.
Tudo parece ser inóspito e relapso,
Para o que ter ou pertencer;
Belo ou feio, mais longe,
Pelo que sonhar estranhamente desejar,
Embora seja apenas uma fase da complexidade,
Austero bem pouco a nenhum estágio tenha a felicidade,
Desejo estranho querer algo nunca estará a seu alcance,
Bem pouco ao seu ponto de vista o tenha levado há pensar,
Assim calo me em terror de abrupta de palavras esquecidas,
Até de vezes vejo ilusão num mundo vazio e opaco;
Definindo as intensões ao mesmo a lugares obscuros,
Aonde alma representa tão pouco quanto ao espírito presente,
E assim dores transcendem o arco do de repente,
Reavalio essas formas observo nada do além presente,
Como todas as formas de devaneio tenha seu lado bom;
Tudo um dia acaba ou deixa de ser o mesmo fetiche.
