Fecha os Olhos
As oportunidades estão sempre na frente dos nossos olhos.
Mas às vezes fechamos os olhos ou simplesmente desviamos o olhar.
Coisa boas que poderiam vir são desprezadas e jogadas no lado do esquecimento.
Pessoas são esquecidas, deixadas para trás sem nenhum arrependimento.
A vida é uma caixa de surpresas onde viver e ser feliz exige muita frieza.
Alguns desistem no inicio de um bom caminho, outros desistem no final.
Porém todos que desistem de caminhar são provas de fraqueza contra o mal.
Lembro e sempre lembrarei.
Aqui eu estou e sempre estarei.
A promessa que fiz essa eu cumprirei.
Te amo e pra sempre te amarei.
Da mesma forma que não precisamos da luz acesa se
estamos de olhos fechados,
É inútil fazer planos sem dar o primeiro passo.
Meus olhos cansados... vão se fechar,
devagar... bem devagar.
Minha mente cansada... não vai mais pensar.
Devagar, bem devagar
só vou divagar.
Esse silêncio que fala,
esse olhar que não cala.
Os olhos fechados... a mente inerte.
Ou você fala, ou você fala.
Minha aparência vai sendo degradada. Mas se você fechar os olhos pode desenhar seus sentimentos me imaginando como você quiser que eu seja. E isso, não tem tempo e nem idade. Vou envelhecer, já estou, já estamos. O que eu quero é deixar uma lição para todo o infinito dessa paixão que devemos ter pela vida, pelas pessoas verdadeiras, pelo bem, pela verdade, pelo amor além dos olhos, do toque, do bem querer, do além vida. Vamos envelhecendo sem aprender a seguir os caminhos corretos. E nos tornamos a consequência moldada dos erros repetidos. Somos um reflexo do que vivemos, sentimos, recebemos e propagamos. Não deixe o agora pra depois. Amanhã pode ser muito tarde. Não guarde sentimentos só pra você, eles nascem e devem ser compartilhados. Hoje, amanhã e sempre.
O ser humano é incrível a ponto de criar um novo mundo somente fechando os olhos. O problema é: que mundo é esse?
Você é para mim como uma rede, onde eu posso cair com os olhos fechados, sem medo, como os trapezistas de circo.
inspiração para compor , ou não, independente .
Não adiantar fechar os olhos e cair em um obscuro planeta.
Surreal é esquecer o espaço do tempo e viver.
Perder a noção do porque.
Honrado é o político que não fecha os olhos, que não tapa os ouvidos e que não se cala diante de qualquer injustiça ou malfeito apenas para manter seus próprios interesses.
Honrai o voto do povo!
Quero fechar os olhos e sentir teu calor. Quero respirar e sentir teu perfume impregnando-me. Quero sentir teus dedos na confusão dos meus cabelos. Só quero acordar e sentir os teus braços. Quero ouvir tua doce voz me confundindo. Quero que me chame de “meu anjo” e que nunca me deixe ir. Eu só quero que você largue tudo e me ame logo de uma vez.
Amar não é você fechar os olhos e não perceber algo errado no seu relacionamento. Amar não é se submeter a certas coisas. Isso não é amor. É falta de amor. De amor próprio.
E eu te perco um pouco mais cada vez que teus olhos se fecham e abrem, contornando um futuro inseguro e cada vez mais certo. Certo que estamos a um passo da distância eterna.
Você não precisa fechar os olhos para viver um conto de fadas, apenas acorde e venha para o meu lado, isso já e o suficiente.
Diz que não se importa, diz que não liga, diz que nunca vai se importar. Mas quando fecha os olhos pra dormir, não dorme.
Adeus ao Poeta
Terça- feira, 16 horas.
Faltou luz no escritório.
Se fechar meus olhos, volto num instante àquele dia.
Abri a porta do escritório que emperrava no chão. Seu barulho rasgava o tecido fino do barulhinho de chuva que sussurrava naquela tarde.
Meu chefe se assustou. Ele estava sentado em sua poltrona que ficava bem em frente a porta.
Uma vela iluminava a sala repleta de livros.
Tudo estava delicado - olhos delicados, susto suave, respiração lenta, limpa e branca.
Senti uma ternura imensurável quando o avistei.
Pediu-me que sentasse ao lado de sua poltrona para que conferíssimos as cartas que seriam enviadas no dia seguinte. Peguei a vela para iluminar uma das cartas enquanto líamos.
Meu chefe, poeta, em meio aos seus 92 anos, era personagem principal daquela tarde cinzenta. Nela, ele escrevia, lindamente, o último parágrafo da sua história.
Tudo escuro em volta. A vela criava um mundo paralelo, onde só existia ele.
Tive a nítida sensação de estar sentada num imenso teatro. Ele no palco, em sua poltrona antiga. Escuridão - foco nele. Sua última poesia sem palavras. Sua última poesia, era ele.
Comecei a observar suas veias, sua pele fina e enrugada. Cada linha de velhice, me contava uma parte da sua história. Naquele momento, o Dr. Barreto me apresentava, sem querer, toda a sua biografia. Nos tornamos, assim, velhos conhecidos.
Quando terminamos, ele se levantou. Guardei algumas coisas em sua pasta. Ele pegou seu guarda-chuva e
foi saindo devagar. Como aquele dia cansado, porém, com o aspecto de missão cumprida, fazendo uma combinação perfeita com o poeta que tinha poesia até nas linhas de velhice das suas mãos.
"Até amanhã...", disse ele.
No dia seguinte, pela manhã, não havia mais Dr. Barreto. Só a poesia e o cheiro da vela no escritório. Poesia essa que, sem saber, ele escrevera para mim. Naquela tarde chorosa, que tanto chorava porque do poeta despedia-se em silêncio...
Essa é uma singela homenagem ao Poeta e Fundador do Movimento Poético Nacional, " Dr. Sebastião da Silva Barreto", que tornou nosso curto tempo de convivência tão grandioso que ficará eternamente gravado em minha memória.
