Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental

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⁠Ergueu-se o Sol sob o céu
da nossa Pátria Amada
neste tempo Bicentenário,
hoje é dia de recordar
as lições do Pacificador
que se deu incansavelmente
ao Brasil por profundo amor.

Duque de Caxias escreveu
a História na Balaiada,
nos Farrapos, na Guerra
do Paraguai e em outras
revoltas conduzindo
o estabelecimento da paz
e da ordem necessárias.

Para o bem da nossa Nação,
Duque de Caxias não cedeu
para que a guerra fixasse
morada no coração da tropa,
fez da paz a maior escola
e a deixou como legado
perpétuo para cada soldado.

Duque de Caxias, o Pacificador
e Patrono do Exército Brasileiro,
o reflexo desta herança atemporal
virou marcante signo espiritual
e brio dos nossos valentes soldados
que fascinam o mundo inteiro,
e orgulham todos nós brasileiros.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando as Raízes do Tempo
me tiram para dançar
é quando sempre me lembro
que aqui é o meu lugar.

Belmonte, minha relíquia,
a Coluna Prestes aqui passou,
tens histórias para contar
e muito calor humano para dar.

Mãos de origem polonesa
ergueram esta cidade
aqui tem memória que
também é feita de saudade.

Belmonte, meu bonito lar,
és o meu orgulho de verdade,
Belmonte, minha linda cidade,
você sabe que te amo de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Manhã cor de gris
e de Greve Geral
contra a Reforma
da Previdência,
Tempo estranho
de um General
não tão conhecido
sendo julgado por
um tribunal civil,
Estamos vivendo
uma Torre de Babel,
Ex-Presidentes
presos e em exílio,
Não sei por qual
caminho andará
o continente,
Não quero perder
o leme e a rima,
O La Patilla
indenização
haverá de pagar.

Mesmo que
o mundo vire
de pernas
para o ar,
Deixe a Aporrea
se expressar,
As pessoas
têm o direito
de se informar.

Vários oficiais
incomunicados,
Disseram que eles
foram torturados,
Mais uma obra
bizarra do Inferno
de cinco letras
Contra homens
e mulheres;
Faço vergonha
espalhada para
que o mundo
jamais esqueça.

Pelo General
preso inocente
em Fuerte Tiuna
não vou parar
de pedir para libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo inteiro
com cada um
de vocês e sem
que me vejam
estou presente,
No vento, na oração
e na canção que
vem de dentro;
É preciso buscar
a serenidade que
até o momento
não se cultivou.

A vida tem chamado
para dançar uma
música que jamais
será capaz de fascinar;
É preciso ouvir
sem deixar se perder.

Ninguém tem previsão
da libertação
da tropa e do General,
Um retrato que está
mais para Raio-X
de como não estão
tratando direito
quem se dedicou ao país.

Do Araguaney florido
Maio é o mês,
No céu de Caracas
eis o sobrevoo
das Guacamayas,
Neste exato instante
não sei se o General
dos meus poemas
está preso no Inferno
de cinco letras
ou foi enviado para
o isolamento total
em Fuerte Tiuna
para seguir preso
só que isolado
do mundo apenado
por uma prisão injusta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Versos Intimistas escritos
além do humor e do tempo
por todo os lugares,
voltando da boêmia
no meio da madrugada
e se deparando com
ipês-brancos florescidos
poéticos indicando quais
passos que serão dados
para unir os destinos
de dois corações apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores azuis estão
abertas com esplendor
no jardim do tempo,
E nesta tarde aqui
no Centro de Rodeio,
Toda a nossa inspiração
no Médio Vale do Itajaí
sob a Lua Nova serena
com certeza vale
mais de um poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠21/05

Ser poeta dos dias
é escrever nas linhas
do tempo mesmo
ruim com alegrias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ponte

Na Cuia faço do meu
Mate a famosa Ponte,
Ninguém pode ficar
o tempo todo sozinho,
Caso não compensar
o caminho de volta
está bem preparado,
porque para tudo
na vida requer cuidado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠11/09

A brandura cura
as vezes mais
rápido a amargura
do que o tempo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores do tempo
se vestiram de cinza,
O Pico do Montanhão
presta a honraria,
A noite repousa sob
o Médio Vale do Itajaí,
O desejo e a utopia
caminham por aqui.

O Antúrio no caminho
acena com sutileza
o poema em cadência
num tempo que pede
cultivar tudo com clareza.

Dar "a César o quê é César"
sem nunca perder a gentileza
é a urgência sempre que
teus olhos forem cobertos,
teus ouvidos confundidos
e teus pensamentos dispersos.

(Agarra-te a tua História,
não renuncia por nada a tua memória,
se permita quantas vezes for
necessária a trégua respiratória).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Araponga canta alto
que até parece o meu
peito quando te vê,
O tempo passa e acho
que poucos sabem
que ela é a ave símbolo
de Santa Catarina;
Daqui a pouco dizem
que até Araponga
a gente não irá mais
ter nem ao menos conta,
A única coisa que posso
fazer já está escrita,
Sim, é este simples poema
para ninguém esquecer
porque sei que tem
gente com o poder de fazer
para a Araponga a gente não perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma identidade cultural
é construída ao longo
do tempo com a soma
de erros e acertos dialogando
com a História, com o lendário,
com tudo aquilo que pode vir
a ser por cada um descoberto
e saudando até o Quero-quero.

A Cultura de um povo
deveria ser tratada como sagrada,
e não ser tergiversada
para a finalidade de dominação,
tentar diminuir ou tirar a Cultura
de um povo é deixar ele sem chão,
é furtar o brilho dos olhos,
a ternura do coração e tirar
a esperança perene de construção.

O gaúcho desde o mais pequeno rincão conhece as suas
histórias farroupilhas,
conta os butiás que caem do bolso,
sabe da lenda amorosa de como
nasceu o primeiro gaúcho,
canta e dança para honrar a tradição
e não será ninguém que vai ditar
como o gaúcho deve celebrar ou não.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo às vezes
se parece com
o Hydnophora
que se espalha, vence
e devora sempre
tudo aquilo que toca,
E para resistir
é preciso de muita poesia
para fluir, para viver,
deixar fluir e deixar viver
para tudo aquilo que há
de mais singular em nós sobreviver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Num tempo distante,
na profundeza do mar,
esplende um fascinante
Seriatopora caliendrum
brindando o olhar
admirado como se fosse
presenteado pela primeira
vez com um buquê na vida,
Não tenho dúvida que isso
tem a ver com o quê é poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando olhei pela primeira
os teus olhos resolvi morar neles,
esperar o seu tempo de amar,
ocupar os seus sonhos nesta
época de amores célebres
e de amores anônimos
ambos igualmente líquidos.

Peguei a sua mão para fazer
você mergulhar comigo
no nosso oceano poético,
buscar refúgio no meio
da beleza das acroporas meridianas
e te colocar dentro do peito.

Tenho certeza que a glória
do amor vitorioso nos pertence
de maneira inequívoca
mesmo que preguem que o amor romântico está derrotado,
nós temos um ao outro
com devotamento apaixonado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na cesta encantada
feita de Arumã onde
guardo a memória
de um tempo de glória
Busquei o meu colar
de escamas de Pirarucu
trançado com Tucum
para me enfeitar
e contigo fazer História,
Seremos um do outro
porque com a tinta
do destino o amor
está escrito e consagrado
com festa e a poesia inevitável
sob o desígnio do Universo
com romantismo imparável
que abriram caminhos
para o encontro o interminável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe
que na sua vida eu existo.

A minha bolsa, o leque,
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho
rotas para me tornar tua.

Trancei duas pulseiras
de palha de Bananeira,
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo está mudando,
balança o Taquaruçu
e vou me distrair com
umas contas de Morototó,
Quem cultiva o mundo
interior nunca está só.

Cada conta vou enfiando
para montar um colar
quando pronto ele ficar
farei brincos e pulseiras,
Quero viver como quem
na vida escreve poemas.

Mantenho a espirituosidade
e a alma romântica vivas,
porque tenho profundo apego
as minhas heranças nativas,
Nada me distrai da Pátria
de todas os meus poéticos dias.

(Não me esqueço jamais
daquilo que me faz brasileira).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho colocado no dossel
etéreo o tempo todo
a crueldade e a bondade,
Danço no Céu e no Inferno
com toda a intimidade,
A minha pluma de poeta
na verdade é corta sabre.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Conquistar o tempo todo
e ser cortejada sem
propósito é muito perigoso,
a real feminilidade com
o fútil não faz consórcio.

A mulher que tem domínio
de si e tem os instintos bem
postos: não precisa provar
absolutamente nada a ninguém.

A dona de uma real feminilidade
não arrisca a lubricidade
com quem não tem encaixe,
não lamenta a solitude,
e sim aproveita a oportunidade.

Em nome da delicadeza
preservada até fica calada
e busca onde possa a avença
para não perder o encanto
para quando encontrar
um romance de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt