Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Previsão do tempo,
Seja sol se alguém precisar.
Dance na chuva,
Se alguém te convidar.
Ele passa rápido,
A cima de tudo seja feliz.
O tempo do coração,
É diferente do relógio de lata.
Ele pode amar em poucos dias,
E precisar de anos para esquecer.
Campo Erê Poética
Talvez nem mesmo
o tempo poderá
na verdade dizer
o motivo do muro
dos indígenas
erguido no tempo
e na Rota dos Incas.
Campo Erê poética,
misteriosa e minha
cainguangue de nome,
Em ti as araucárias
do destino e a tua
gentil erva-mate
seguem resistindo.
Muro dos indígenas
incas ou guarani
trocas de mensagens
a longa distância,
ou marco de uma
talvez pacificação,
vou na trilha expedição.
Para te ver de perto
que não há outra tu
no Caminho do Peabiru.
Santa Rosa de Lima
Botocatus e Aweikomas
nas tuas origens são perenes,
Entre o tempo que acolhestes
os imigrantes, os sítios
as igrejas e as preces,
Eu busco em tudo isso lições
e as poesias das tuas gentes.
Santa Rosa de Lima profunda,
com os meus braços abertos
na encosta da Serra Geral:
agradeço por este paraíso celestial.
Santa Rosa de Lima seja
na amável Cachoeira May
sem nenhuma surpresa
ou no inabalável Rio Braço do Norte
do destino como evidente sentença
o meu inalterável amor e presença
por ti tem crescido ainda mais.
Santa Rosa de Lima, cidade bonita,
és filha de Santa Catarina
e levas o nome da Padroeira
da nossa profunda América Latina.
Gaspar
Nas tribos o tempo
foi dançando,
quem veio dançou
'fandango. chamarritas,
ratoeira, pau-de-fita
e quadrilha' até
a última carga de ouro
e com nome de mago
fundou cidade-tesouro.
Bem debaixo de um
Jequitibá-Rosa
lembro da tua gente
xokleng, cainguangue
e imigrante que
por ti se deram
e escreveram o teu
nome nas páginas
da História do Brasil.
Com amabilidades
e cervejaria artesanal
sem igual, alambiques
- incomparáveis;
deste jeito me trazes
ao teu Mirante
com indústria e todos
os teus temperos...
Da Rota das Águas
do Vale do Itajaí
Gaspar das cascatas,
dos rios e do Saltinho
são o meu destino
tremendo e favorito.
No Morro do Parapente
me lanço para sentir
tudo o quê és capaz
de fazer com a gente
te vendo do alto
faltando algumas
horas para o Festinver
para feliz eu te ver.
Para elogios derramados
com cara de sarcasmo
e felicitações sem nenhum
tato o tempo,
a distância e o silêncio
sãoas melhores respostas.
A consciência de realidade
é o melhor guia da vida.
O tempo está passando
o velho líder tupamaro
segue em desamparo
sem ver o sol da justiça,
São dezoito dias em calvário
no afã de ser escutado
pela fera da revolução
que vem devorando
pouco a pouco os seus filhos,
Um mártir e outros
para ela não foi o suficiente,
Os olhos de Baduel
aparecem na minha mente.
Por insistência lembro
do General preso injustamente
por causa de um falsa acusação
de instigação a rebelião contra ele,
Já passaram mais de quatro anos,
nada foi provado
e o processo continua paralisado.
Não esqueço nunca dos paisanos
e da tropa que estão passando
pelo mesmo horror,
Não adianta fazer festa
para o Esequibo e no dia seguinte
continuar usando o mapa errado.
Sem retórica nenhuma de poesia contemporânea já deveriam
ter aprendido que a Guiana é plana,
E a cantar como Lulú Basanta
e cultivar na vida a esperança.
No Kukenan-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Ipira
Dança o vento no Meio Oeste,
o tempo me leva pela mão
e Ipira querida te tenho no coração.
Ipira, inconfundível,
és terra de Santa Catarina,
e deste Meio Oeste a linda poesia!
Antiga Colônia do Rio do Peixe,
água para a minha sede
e água para peixe,
não há nada que me desvie ti:
Ipira, minha valente,
o teu nome é tupi-guarani
e te amo muito além do que escrevi!
Te amo por tudo o quê passou,
por aquilo que és e a tua
História que ainda irá escrever.
Esta Ipira aguerrida que mantém igual coragem gaúcha que a fez
cidade, que ensinou ter fé na vida
não temendo nunca tempestades
e sempre com otimismo se erguer.
Setembro
Setembro seja o tempo
de paz, afeto e flores
no caminho que fores
eleger prosseguir
para encontrar
uma razão de sorrir.
