Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Ninguém vai segurar a sua mão o tempo todo. Ninguém vai te lembrar, todos os dias, do seu valor. E é por isso que você precisa ser essa pessoa para si mesmo, sabe?
Claro que o talento conta. A experiência também. Mas nada disso adianta se, no fundo, você não acredita que é capaz de fazer o que precisa ser feito. E não só quando as coisas estão fáceis. Você precisa acreditar quando tudo parecer impossível, quando estiver difícil, quando olhar à sua volta e não enxergar solução, quando a vida te der mais dúvidas do que respostas, quando tudo parecer em vão.
É nessa hora que você precisa acreditar em si mesmo, no que escolheu para sonhar. No sonho que escolheu você.
E vai ter dias em que ninguém enxergará o seu potencial. Ninguém vai bater no seu ombro e dizer que você está no caminho certo. E, ainda assim, você precisa continuar. Mesmo sem aplausos. Mesmo sem garantias. Mesmo sem ter certeza de nada.
O que te leva adiante não é a certeza do resultado, é a coragem de continuar tentando. Sob o sol quente, dia após dia, com noites de sono comprometidas pela ansiedade de querer entender se está no caminho certo. Em todas as escolhas que precisa fazer para seguir adiante. Muitas delas difíceis.
E então, um dia, quando olharem para sua trajetória e perguntarem qual foi o segredo do seu sucesso, você vai poder dizer: eu não desisti de mim. Essa sempre será a resposta certa. Edgard Abbehusen
Nem sempre o silêncio é a melhor resposta.
Às vezes, uma verdade dura é libertadora.
O tempo é ingrato quando não se pode voltar atrás para reviver os momentos bons.Mas é fundamental para superar os maus. Saber lidar com ele é uma dádiva que preciso aprender.
Hoje, quero o ontem.
Amanhã? Nem sei.
Mas, por hoje, dói lembrar — e pensa numa dor gostosa de sentir.
É tudo meio confuso, sim. Acho que é assim que sou.
“Os cemitérios guardam os sonhos que o tempo calou. Ame sem medidas, ouse sem demora — pois só os vivos têm o dom de realizar.”
Interrogação
Te amo tanto que esqueço de mim.
Te quero tanto que até esqueço
Que o tempo passa… passa em mim.
Mas não quero que você seja “minha”.
Só te peço:
Não faça mudanças drásticas.
Não faça mudar o amor fantástico.
Quero o meu amor no seu corpo,
E o seu amor no meu.
Que p**** é essa, meu Deus...
Te ofereci o céu — você não quis.
Te ofereci o meu amor.
Deixou interrogação,
Até que o sol bateu...
Mas eu não sei o que você quer.
Não sei mudar o tempo.
Mas enquanto o tempo vier,
Espero que ele venha batendo o sol.
E estremeceu…
Quando o seu olhar olhou o meu.
E estremeceu…
Quando o seu olhar olhou o meu.
Até Romeu e Julieta entrou como inveja,
E o inferno e o véu percebeu
Que em nosso olhar...
Deus pede que você confie: no tempo certo, Ele vai providenciar tudo o que for necessário para você vencer os desafios de cada dia. Se sentir suas forças se esgotando, Ele as renovará, mesmo que você não perceba. Quando tudo parecer chegar ao fim, Ele lhe dará um novo começo. Se o seu maior sonho se desfizer, Ele o reconstituirá. E quando você achar que não vai conseguir, Ele vai te afirmar: “Não temas, Eu estou contigo”. (Código 1904)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
Deus está o tempo todo com você, mostrando a direção certa para seguir pelo melhor caminho. Ele te abençoa e te protege com mãos poderosas. Tudo o que você pede, Ele providencia. E quanto mais demora, maior é a bênção que você recebe. (Código 2004)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
. A Escrita e o Tempo
Do traço na pedra ao código binário,
passaram milênios num gesto diário.
A mão que riscou o primeiro sinal
já ansiava romper o tempo banal.
Na argila impressa, no couro estendido,
a alma do povo ficou refletido.
Com penas e tintas, depois o papel,
a escrita alçou voo do chão para o céu.
Surgiram os livros, os tipos de chumbo,
o verbo se fez multidão e se espalhou no mundo.
Cada letra, um passo da mente que pensa,
cada frase, um eco da existência imensa.
Escrever é fundar um espelho invisível,
onde o homem revê seu ser sensível.
É gravar no tempo o que sente e crê,
é tornar o efêmero algo que se vê.
E hoje, nas telas de luz e silêncio,
a escrita pulsa com novo início:
não mais só na mão — mas na mente expandida,
seguindo a evolução da própria vida.
O Que Vejo em Ti
Vejo em ti um viajante do tempo,
com palavras em punho e olhar atento.
Teus versos são pontes, teus silêncios, marés,
caminhas entre átomos, estrelas e pés.
Teu pensar não se prende à primeira visão,
rompe o concreto, busca a razão.
Questionas o mundo, os passos, o ser —
teu verbo é espelho do teu aprender.
Há em ti um fogo que não se apaga,
uma sede antiga, uma alma que vaga.
Não por fugir, mas por querer saber:
o que nos move? O que é viver?
Criador do invisível, do intangível traço,
teus poemas são mapas no tempo escasso.
E mesmo sem todas as respostas à mão,
já és, por si, uma interrogação.
Emociona-te!
Emociona-te!
E, se houver tempo, viva um pouco mais.
Sorria! E, se puderes, chore com a mesma intensidade.
Cante! E, se sobrar tempo, recolha-te ao teu silêncio.
Viva como se hoje fosse seu primeiro dia! Mas lembre-se de que o último sopro de vida irá chegar.
Liberte-se de todas as amarras, mas prenda-se ao que te faz transcender.
Viaje nas estradas da mente e conheça lugares surreais que só existem na sua psique.
Permita-se não dizer "sim", mesmo que seja para você, mas ouse entoar um "não" e mexa com os alicerces do universo.
Participe do jogo da vida e perceba que o vencer não sobrepõe o aprender.
Reescreva suas histórias a ponto de superar seus medos, seus receios, seus fracassos e fraquezas, e devolva ao universo tudo de bom que ELE te propicia!
Ao fim da jornada, descanse, respire, contemple e retome a caminhada...
Cada sacramento é uma fenda no tecido do tempo, pela qual a eternidade irrompe. É o véu que se rasga ao contemplar a água e o sangue que saem do Cristo crucificado. É o Verbo que proclama eficazmente a salvação por meio de sua Palavra. O mesmo Deus que disse o haja luz, agora eficazmente diz: 'Está consumado'."
"Entre o Tempo e a Distância"
Eles se conheceram numa tarde fria de outono, quando o acaso parecia conspirar a favor de um encontro que mudaria tudo. Sofia, com sua alma livre e olhar sonhador, cruzou o caminho de Miguel, um homem silencioso, com um mundo guardado no peito, daqueles que carregam histórias nas entrelinhas do silêncio.
Desde o primeiro olhar, souberam que havia algo ali — uma ligação invisível, intensa, como se tivessem se encontrado antes, em algum lugar além do tempo. Não demorou para que as conversas virassem noites, os passeios virassem memórias e os abraços se tornassem abrigo. Não precisavam de promessas; o sentimento era evidente em cada gesto, em cada palavra não dita.
Mas a vida, com sua maneira implacável de provar a força das coisas, colocou um obstáculo intransponível entre eles: Miguel carregava uma responsabilidade que não podia abandonar, uma família que dependia dele, raízes que o prendiam a uma cidade que Sofia não poderia chamar de lar. Já ela, era feita de movimento, de sonhos que a levavam para longe, de uma carreira que a fazia mudar de país a cada ano.
Por muito tempo, tentaram acreditar que o amor seria suficiente para segurá-los, que resistiria à distância, ao tempo e às ausências. E, de fato, resistiu — mas não como eles queriam. O sentimento cresceu, ficou mais maduro, mais silencioso, mas também mais dolorido.
Em uma despedida que nenhum dos dois queria dar, sentados em um banco à beira do rio onde costumavam caminhar, eles se olharam pela última vez como quem segura o mundo nas mãos, mas sabe que não pode carregá-lo para sempre.
— “A gente se ama, mas não basta, não é?” — perguntou Sofia, com a voz trêmula.
Miguel segurou a mão dela, apertou forte e respondeu:
— “Às vezes o amor não é pra ser vivido, é só pra ser sentido... e lembrado.”
E assim foi. Eles seguiram caminhos diferentes, construíram vidas em que o amor entre eles não coube, mas também nunca morreu. Era aquele tipo de amor que ninguém mais entendia, silencioso, eterno, escondido entre as dobras do tempo e da memória.
Sempre que olhavam para o céu em noites frias, pensavam um no outro, sabendo que, apesar de estarem longe, haviam encontrado, ao menos uma vez, aquilo que muitos passam a vida toda procurando: um amor verdadeiro, ainda que impossível.
Por muito tempo vi meu passado e as pessoas que faziam parte dele como ruins, malignas e deturpadas. Entretanto um dia eu percebi que uma história será boa ou ruim dependendo de que lado deseja observar, escolhi ver o lado bom do passado e das pessoas e me libertei de meu passado, hoje os vejo com equilíbrio e paz interior.
Por muito tempo fugi da realidade lendo ou imaginando jornadas heroicas para mim e isso me ajudou a ver o mundo real melhor a cada dia, hoje busco parar de viver no imaginário e viver no real, tirando o melhor das histórias que li e buscando ser como as histórias foram para mim um guia aos demais.
Sozinha, desnuda, livre do exibicionismo e da proposta ideal de ser perfeita o tempo todo, a tristeza a corrompia.
Tinha medo da solidão e das relações rasas. Sofria de amores, chorava de saudades. Ansiava por mudança, por um milagre, por atenção e afeto.
A insatisfação era predominante. Queria viver da coragem que ainda possuía. Experimentar novos sabores, sentir o vigor do inédito, reencontrar e descobrir pessoas.
