Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Vento, chuva, frio. 3 elementos muito básicos para a minha criatividade e inspiração. O tempo perfeito para a interpretação de coisas místicas.
Durante muito tempo fiquei sem escrever. Escrever é um suplício, e muitos fariam o que fiz, parariam, mas “parar” não me impede de, com o tempo, continuar. E continuei, é a única maneira de desabafar. A única verdade é que queres que eu me cale, e não te lembra que, mesmo que eu me cale, o sofrimento estará lá, e não vai desaparecer sem a vossa ajuda. E você nunca está lá… É cruel e difícil dizer isto, mas, bolas! Mais cruel é abandonar-me, não acha? Desde que vos conheço, teve sempre acesso total e assíduo em minha alma. Não sei se devo guardar essa minha escrita, ou se o devo queimar esse papel. Penso em queimar, queimar a minha dor, mas por outro lado, quero que as pessoas vejam isto, que vejam aquilo por que estou a passar. Sei que muitos não me levarão a sério, outros ainda se vão calar, pensando que ainda vão ouvir mais. Mas todos têm um único desejo: que eu me cale. Que eu me cale com esta estupidez, com esse desabafo de vida… Mas o que não percebem, é que esta estupidez são os meus sentimentos. Esta estupidez é a minha vida, e a minha vida é um inferno de caos e solidão. Como sempre, depois de escrever, vou passear sozinho, a pensar, a chorar, a ouvir música. A música tira a solidão, mas não a dor. Tal como os amigos. Quando os procuro, já sei que vou sofrer com a pouca importância que eles me dão, mas não suporto estar sozinho, e em breve também não suportarei estar convosco, pois a dor é muita. Então, pegarei a mala, e, num rompante, sairei. Não vos troquei por melhores companhias, troquei pela solidão, pois não vos faço falta e até a solidão me dá mais companhia. E, enquanto lá estive, ao pé de você, não me falara, eu saio de lá e vou ficar sozinho. Mas você não sabe nem se preocupa. Estou Cansado. Farto de ser ignorado, completamente posto a parte. Farto de ser gozado. Farto de ser o único, o único a amar, o único a tentar salvar o amor. Farto de ficar só. Farto da vida. Que eu durma em paz e me cale para sempre. Sem os hipócritas, é claro.
" O tempo vai passando. E a cada dia a sua vida toma um rumo diferente. e quem você julgava importante na sua vida, acaba te magoando… e você magoa quem te considerava importante… e você vai conhecendo pessoas novas, e percebe que a vida é feita de constantes mudanças, e querendo ou não, você tem que se adaptar a elas… o tempo vai passando, e você vai percebendo que os amigos de verdade, não vem aos montes. e você vai, aos poucos, deixando de lado seus sonhos de criança, e colocando os pés no chão. e percebe que a vida pode ser rude às vezes, mas também pode ser muito generosa. E nota, que sobreviver não é o suficiente. O importante é viver, e independentemente do que aconteça. viver cada dia como se fosse único, pois a VIDA tem muitos obstáculos, mas é você quem vai decidir se eles vão te derrubar "
Brava gente,
De alma branda.
A vida é (...)
Uma esperança.
Essa gente,
É o tempo que
Veste a sua beleza.
Mas o tempo passa rápido, olhe que as florzinhas do Montsouris já brotaram, que as crianças já vieram, que todos tomam sol esparramdos na grama, e o pombinho que havia caído no lago, batendo deseperada e inutilmente as asas, bem que foi salvo por um menino de boné branco. Nada mais contraditório do que ler Camus num domingo assim tão pleno. Aqui na terra tudo vai bem. Bem. E hoje, excepcionalmente, não temos vertigem. A banda começa a tocar, abafando o riso das crianças. Nada existe e tudo existe, a música cada vez mais forte, cada vez mais forte, abafando a morte e me distraindo da minha leitura." (O último verão em Paris, crônicas, 2000)
Entre uma cena e outra, o abismo do tempo que passa e a necessidade de reconstrução de um projeto sem nome. A ausência do texto de novo me incomoda, procuro o texto que passa, a profundeza da estrutura reclamando a sua presença, cadê o texto que estava aqui? O escuro escondeu, ai, ai, ai..."(O último verão em Paris, crônicas, 2000)
O mesmo escuro engolindo o barquinho de papel, luminosidade de sonho resistindo ao tempo e à história, erramos todos nesses iguais mares gregos, mergulhados nas águas de todos os deuses, de todas as vertigens, de todas as profundezas, de todos os azuis e luminosidades, levando dentro de nós todas as vagas, todos os mares, todas as tempestades e todas as armadilhas, todos os cantos e desencantos, mas que posso fazer se não temos nem as amarras de Ulisses, menos ainda sua astúcia, se contraio nessa maresia de milênios todas as quedas e todos os limites do susto e do riso?" (O último verão em Paris, crônicas, 2000)
Faz tempo que abri o armário e escolhi a cor amarela. A ausência de tua pele é falta de tinta na minha aquarela.
Há muito tempo atrás um velho vei me dizer
Se um homem poderia amar mais de uma mulher
E seu acreditava em amor a primeira vista
Respondi que não
Ele então falou, se uma mãe pode amar todos seus filhos
Como não poderia amar mais de uma mulher
Falei a ele que era amor diferente, então ele
Responde de novo, o amor é tudo igual
E na outra pergunta, amor a primeira vista
Que um dia eu iria falar a ele
Passou muitos anos e acabou acontecendo comigo
Me apaixonei pela primeira vista
Só que eu não posso falar com ele
Por que ele não esta mas no meio de nós
O velho a quem eu me refiro é meu avô.
Ando Notando Que Ao Passar do Tempo As Palavras Me Ensinam Cada Detalhe Que a Vida Pode Oferecer, E Muitas Coisas Se Resumem Em Simples Detalhes.
