Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O corpo tem uma duração de tempo, de acordo como a alma utiliza ele, embora ela saiba, que ela é infinita!!! Aí mora e vive o equilíbrio entre esta parceria!
O tempo passa e o mundo parece cada vez menor para nós... Teríamos deixado de nos identificar com o papel que representamos nele?
Preso ao tempo, solto ao vento
Sendo levado, mesmo estando no mesmo lugar
Passos largos ou curtos não alteram a velocidade,
O caminho nem o destino a se chegar.
O vento sopra solto a quem está preso
Em si, tão dentro, profundo
Embebedado de si, lamaçal, embaraços
Laços entre o conflito do ser que de si mesmo sozinho não consegue se libertar.
O tempo que prende um momento que nunca passa,
A luta diária que fica, que sempre está,
Que nunca acaba e se renova
Corroendo o que deveria se renovar.
Libertar-se de si é viver
Libertar-se do tempo é se eternizar
Abraçar-se ao vento é sensibilizar-se ao fluxo que nos leva a esperança
E assim como crianças deveríamos nos preservar.
Que nos ventos desta vida o tempo seja apenas a saída
Para as cadeias quebrar.
Por vezes na vida, chegamos a becos sem saída, e por muito que lutes, por muito que procures ajuda, não vês qualquer saída e aí fechaste para ti e para o mundo, porque de que vale continuar, quando a única saída é aquela que não querias, então fechaste em ti, és criticado por todos, mas é só uma questão de tempo para tudo acabar para sempre...
Roguei a Deus que matasse os meus inimigos, praga desnecessária, e então rapidamente o tempo os levou, nem percebi minha velhice chegando. O Feitiço contra o feiticeiro.
Ó, tempo, meu aliado! Fez-me velho depois de fazer tombar meus inimigos, e os ainda vivos estão inválidos, pois já não lhes sou páreo competente. Do que me adianta esta paz se já não posso desfrutá-la, apenas posso dormir tranquilo o sono de velho com sonhos tão vazios.
Quantos "otários" apertaram minha mão com bastante força para me mostrar poder vital, quando na verdade, estavam atraindo sobre si a revolta de quem cuida bem de mim: O tempo!
Como vê, é profundo dentro de mim o senso de infelicidade sem o prazer de lutar e vencer, mesmo tendo muitas coisas desejadas por muitos: uma aposentadoria à vista e segurança: aliás, a mercê do tempo!
Gostaria de um presente dos deuses que me equipasse novamente com o vigor, a saúde e a energia vital. Todavia, o tempo não tem volta, assim como meus inimigos vencidos se foram, vou eu também como inimigos dos outros.
Olhamos muito para os outros, enxergamos a falsidade nas relações alheias. Mas a vida com o tempo nos ensina que apunhalamos quem mais nos ama, e que aqueles que mais amamos vivem nos apunhalando.
Pode passar 1 dia, 1 semana, 1 mês e 1 ano.
De vez em quando, você ainda passa, pelos meus pensamentos...
Relógio incomum
Tempo verdadeiro foram os que me marcaram, mesmo sendo em um relógio nada habitual. Meus ponteiros as param, e não é uma experiência ruim, descortino meu eixo em forma de fragrância. E a ampulheta da vida, talvez escapou das minhas mãos, perco o nexo das estações e só tenho entendimento que quente é ruim o morno é indiferente e o frio é psicológico.
Se tendo a ser intenso, penso. Se tendo à compaixão, comparo a mim. Gosto de viver, fluir o rio do tempo, deixar transparecer. Como mortal, almejo a felicidade no mais íntimo do meu âmago e também na sua plenitude reluzente, que me transborde mas que nunca me deixe faltar em mim. À mim, minha liberdade, minha dor, meu mistério.
Queres me entender? Estou estampado nos contos de Paulo Coelho, eu sou a dor que Clarice transpassa, guio o mistério como feito nos poemas de Carlos Drummond de Andrade. Sou tudo ou nada, meio termo não faz sentido.
Eu sou o fogo, apraz dessa dor / labareda / te atraio, assim como a mariposa, que pousa no decesso.
(...)
E para o amante, uma dica: O perigo me compete. Desfruto e contemplo a tormenta. E a faço.
A pior solidão foi passar a metade do seu tempo ao lado da pessoa errada, tolice é descobrir que esse erro faz de você uma pessoa amarga inda assim sente vontade de regressar a esse limbo.
Aprenda uma coisa:
O tempo é escrito por Deus, a felicidade escrita por suas escolhas e o amor mora dentro do coração.
Portanto, faça do tempo seu poema, da felicidade sua canção e do seu coração solte gritos de amor pelo arco-íris da vida.
Coisas
Sabe quando dedicamos nosso tempo? Estamos dando parte da nossa vida...
Tem coisas que nós simplesmente fazemos por amor, contudo nunca ficam do jeito que queríamos.
Assim como tudo, crescemos, envelhecemos, aprendemos, o tempo tem o poder de nos mostrar as coisas. Sejam elas boas ou ruins.
A falta das pessoas, a distância de quem amamos, as brigas bobas que ocorrem na rotina, os erros que cometemos, as pessoas que perdemos (inclusive quem costumávamos ser).
Na vida as coisas acontecem em uma velocidade frenética, tremendamente nos entorpecendo, nos provocam das piores até as melhores sensações.
O tempo mostra que até a flor mais bela há de sumir um dia, vai arranhar alguns que tentarem tocar seu magnífico corpo sem o devido amor, carinho e respeito.
O mais puro sentimento cresce dia após dia, esse chamado Amor é o mais incrível vislumbre na vida de alguém, que vem devastando tudo ao redor.
Que te faz acordar pra vida e perceber que nada faz sentido sem aquele sorriso.
Faz-te sentir que você não vivia, apenas existia, e em um engano trágico te chocou, te trouxe pra fora da realidade.
Mostra-se o extraordinário, a vida se reorienta no mais belo jardim enfeitado das mais belas flores de lapsos de memórias (ou quem sabe memórias a longo prazo) construídas nos instantes que se passaram juntos.
Do mais singelo toque até o mais áspero e rígido grito trata-se o amor, a dedicação e o cuidado. Cobra-se o melhor do outro, mesmo que o outro não o veja.
Onde a companhia é formidável, o abrigo acolhe e a casa torna.
Gastar é apenas tudo o que se quer, desperdiçar horas e horas olhando aquele ser respirar, imóvel, quieto.
Até os mais belos jardins passam por turbulentas transformações, se reerguendo novas flores, timidamente enraíza-se vinculando toda a vida naquela terra, finca-se e cria ramos, floresce e fica, tranquila, calma, esperando o próximo amor que há de vir, para arrancar lhe da terra e enraizar-se nos cabelos de outra.
As coisas vão acontecer e sempre estarão acontecendo.
Cabe então ao amor escolher onde ficar, onde permanecer.
E deixar o tempo passar.
Com amor,
Seu amor.
VIAJANTE DO TEMPO.
Márcio Souza.
Sou a maré cheia, das profundezas do mar,
Que toca na praia, molhando as areias,
Fazendo as borbulhas e a água espumar,
Nas claras noites estreladas de luas cheias.
Como o vento ciclone, com força tremenda,
Durante noites chuvosas e ventanias,
E passado o momento da brava tormenta,
Que volta à rotina das brisas, no seu dia a dia.
Sou feito o sol que brilha na primavera,
Que, suavemente, aquece todas as flores,
E todas as flores se abrem viçosas e belas,
Cheias de perfumes e dando vida às cores.
Sou como a cristalina água corrente,
Que corre para os rios, rumo ao mar.
Que se pode tocá-la uma vez somente,
Pois não haverá outra chance pra se tocar.
Sou a chuva caída, cheiro de terra molhada,
Irrigando folhas da mata e a relva no chão,
Que brotam e se renovam de alma lavada,
Sem mágoas ou rancores no meu coração.
É o meu prazer de Viver, é Vida, é dádiva e lição,
Não me entrego às derrotas ou quaisquer recaídas,
Deus me deu um destino, vou cumprir a missão,
Sou um viajante no tempo, sou passageiro na vida.
Márcio Souza.
( Direitos autorais reservados )
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