Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Nós nunca tivemos a dita música… não porque, não quiséssemos ou que não encontrássemos… Simplesmente, não tivemos, porque eu nunca me consegui decidir nem encontrar apenas a dita música para nós.
Sempre considerei que éramos, e que somos ainda (mesmo que afastados), um conjunto de várias músicas, de diferentes estilos, diferentes cantores, ou seja, uma miscelânea.
Bolas, raio de fotografia, tão perfeita. Bolas, o nosso olhar ser mesmo nosso, e não para a máquina.
Não vou morrer por te amar. Pelo menos, não, no real sentido da palavra. Mas, vou-me arrastando e sentido a dor, que o nosso não reconhecimento me causa. Repito, não vou morrer por amor. Mas, vou sentido o desgosto, e esse tipo de morte é mais ingrata.
Hoje agradeço-te. A ti, à tua dureza, à tua frieza, à tua incompreensão e indiferença.
Hoje, não sei, francamente, o que sinto. É uma mistura de sentimentos.
Mas, sei que, não te quereria de volta. Desejo-te, o melhor, mas só isso. Longe.
Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.
O mundo de hoje é travesti
VOU FALAR UM pouco de mulher, eu que mal as entendo na vida. Não falarei das coxas e seios e bumbuns... Falo de uma aura que as percorre. Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, pois elas sabem que a sinceridade é volúvel. Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhes fazemos galanteios, mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro. Podem ser as maiores executivas, mas seu corpo lateja sob o tailleur e lá dentro os órgãos estranham a estatística e o negócio. Elas querem ser vestidas pelo amor. O amor para elas é um lugar onde se sentem protegidas.
O termômetro das mulheres é: “Estou sendo amada ou não? Esse bocejo, seu rosto entediado... será que ele me ama ainda? A mulher não acredita em nosso amor. Quando tem certeza dele, para de nos amar. A mulher precisa do homem impalpável, impossível.
As mulheres têm uma queda pelo canalha. O canalha é mais amado que o bonzinho. Ela sofre com o canalha, mas isso a justifica e engrandece, pois ela tem uma missão amorosa:
quer que o homem a entenda, mas isso está fora de nosso alcance. A mulher pensa por metáforas. O homem, por metonímias. Entenderam? Claro que não. Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico misterioso, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim. Não estou falando da mulher sociológica, nem contemporânea, nem política. Falo de um sétimo órgão que todas têm, de um “ponto G “ da alma.
Mulher não tem critério; pode amar a vida toda um vagabundo que não merece ou deixar de amar instantaneamente um sujeito devoto. É terrível quando a mulher cessa de te amar. Você vira um corpo sem órgãos, você vira também uma mulher abandonada.
Toda mulher é “Bovary”... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem... Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o como conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é coma, mesmo abandonada, humilhada, não é coma. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada tem ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca coma. O homem como é um palhaço. Ninguém tem pena do como. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado. A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim... Como no homossexualismo: a lésbica não é viado.
A mulher é poesia. O homem é prosa. Isso não quer dizer que mulher seja do bem e o homem, do mal. Não. Muita vez, seus abismos são venenosos, seu mistério nos mata.
A mulher quer ser possuída, mas não só no sexo, tipo “me come todinha”. Falam isso no motel, para nos animar. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens. A mulher quer ser possuída em sua abstração, em sua geografia mutante, a mulher quer ser descoberta pelo homem para ela se conhecer. Ela é uma paisagem que quer ser decifrada pelas mãos e bocas dos exploradores. Querem descobrir a beleza que cabe a nós revelar-lhes. As mulheres não sabem o que querem; o homem acha que sabe. O masculino é certo; o feminino é insolúvel. O homem é espiritual e a mulher é corporal. A mulher é metafísica; homem é engenharia. A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. Mesmo que essa “plenitude” seja um living bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí, dança...
A mulher é muito mais exilada das certezas da vida que o homem. Ela é mais profunda que nós. Ela vive mais desamparada e, no entanto, mais segura. A vida e a morte saem de seu ventre. Ela faz parte do grande mistério que nós vemos de fora.
Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação e jogadas na obrigação do sexo ativo e masculino. A supergostosa é homem. É um travesti ao contrário. Alguns dizem que os homens erigiram suas instituições apenas para contrariar os poderes originais bem superiores da mulher.
As mulheres sofrem mais com o mal do mundo. Carregam o fardo da dor social, por serem mais sensíveis e mais fracas. Os homens, por serem fálicos, escamoteiam a depressão e a consciência da morte com obsessões bélicas, financeiras. O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, como uma mulher perdida: nunca está onde pensa estar. O mundo determinista se fracionou globalmente, como a mulher. Mas não é o mundo delicado,
romântico e fértil da mulher; é um mundo feminino comandado por homens boçais. Talvez seja melhor dizer um mundo-travesti. O mundo hoje é travesti.
Porque você não faz parte da minha vida e eu não me importo mais com isso, já tinha me curado do vício de falar sobre você e de pensar em você. Mas depois que sonhei com você, sonho esse que estou quase me convencendo que foi o meu subconsciente, me dizendo que eu não me curei porra nenhuma e que eu amo você de uma maneira incrível e contraditória.
- Querida, vamos trepar?
- Não quero.
- De certa forma, eu também não queria. Aliás, foi por isso que perguntei.
Da falência das instituições de "ensino".
“Eu detestava a escola e até o fim não correspondi às exigências. O que possuo em matéria de cultura consegui adquirir livremente, como autodidata, aceitando do ensino oficial apenas o elementar”
Ela o amava muito, sentia o que qualquer coração com um pouco de sanidade se seguraria pra não sentir. Sempre achou estar na época errada, sempre achou não combinar com todo o resto... Até que o viu. Não diz que ele a completou, melhor que isso, diz que por ele se tornou alguém muito melhor, mais do que duas metades juntas, duas pessoas completas. Dormia e acordava na vontade de beija-lo, de ouvir o seu bom dia até nos dias mais sem humor. No frio ela grudava seu pé gelado entre as canelas sempre quentes dele, ele retrucava, mas nunca ousou deixar de esquenta-la. Eles brigaram muito, descobriram um com o outro como é o amor verdadeiro, nada racional, nem passivo. Descobriram que aquelas brigas, deixou o sentimento maior em menos de um segundo, a cada segundo. Aprenderam que nome de filho muda, conforme muda o humor. Hora Gertrudes, quando feliz, Manuela. Na hora da raiva os nomes mais incomuns a eles surgiam. Poucas vezes expuseram aquele sentimento... corrigindo: ele poucas vezes expôs. Ela pouco segura, jurava amor aos quatro ventos, até descobrir como era bom ter aquele sentimento oculto, aquele sentimento consumado de pseudônimos, de segredos e apelidos que só se eram ditos em meio a solidão, aquela doce solidão formada por duas pessoas. Era lindo... é lindo. E vai durar pra sempre. É o que ela sempre diz...
Pensei que você era diferente, que seu jeito me cativava de verdade, sentia que era real, mais não era , era só mais um pesadelo fantasiado de sonho, quando acordei percebi que não era real que você era somente mais fantasia que era igual a todos os outros sonhos que no final sempre me fazem chorar, chorar de decepção, mais não com vc, decepçao comigo mesma por ter acreditado que seria diferente....
O teu amor simplesmente me mudou entre as diversas vezes que nos vimos já não me sentia mais a mesma, e sim outra capaz de morrer no fim da sua partida...
Embora estivesse sem o filho havia poucas horas, a saudade que sentia não cabia em lugar nenhum, muito menos dentro dela.
"..e ela alimentava um amor que não existia, que ninguém mais sentia, que ela não vivia e que ele nem sabia. Mesmo assim ela sorria, e também sofria, mas nas madrugadas sempre pedia, pra que Deus ajudasse à superar esta dor, que a trouxesse outro amor e assim Deus à escutou, e seu pedido assim realizou."
Não sabia de onde vinha.
Só sabia que sentia.
Olhando pro nada. Ela sorria.
Poderia ter cometido um crime.
Poderia amar em segredo.
Poderia ter lembrado de coisas boas.
Ela sorria.
Como quem abafa um suspiro.
Como quem guarda um segredo.
Mas não era, nem segredo nem nada.
Era felicidade e era muito.
Perguntava de onde e por que.
Mas não tinha resposta.
Ou tinha.
- Não tem jeito meu bem, uma hora na vida a gente tem que ser feliz.
Então era.
Havia... Uma garota que se sentia sozinha no mundo. E ela não só se sentia assim, como sabia que realmente estava sozinha. E um dia, enquanto juntava novamente todos os pequenos pedaços de seu coração, viu um garoto vindo em sua direção. Ele era o único que conseguia enxerga-lá em meio todas as outras garotas que viviam por ali. Ou ele era como ela e precisava de amigos, ou então queria partir ainda mais o coração dela. Não consigo me decidir sobre essa parte, mas... Ele também estava magoado, muito até. E quando a viu sozinha ali, chorando como se implorasse por ajuda, ele por um momento enxergou a garota a quem amava nela. Acho que isso o deixou completamente encantado. Mas no fundo, ele realmente não sentia nada por ela, e sim por quem ele via nela. A garota amou ele como nunca amou a mais ninguém na vida, e ele pediu para confiar nele. Ela fez isso, e ele simplesmente a abandonou e voltou correndo para os braços de sua ex namorada. E então ela se viu sozinha no mundo novamente, e teve que catar os cacos do orgão que bombeia seu sangue outra vez, como sempre fazia. Pobre garota, já deveria saber que as pessoas falam 'eu te amo' sem sentir absolutamente nada. Então ela respirou fundo, enquanto algumas lágrimas caiam por sua face angelical. Ela tentou consertar seu coração de novo, de novo e de novo. Ela construiu um muro em volta de si mesma, inescalável e inabalável.
Ela não sentia mais falta dele,ele era só mais um cara ,não rolava um sentimento profundo, ela não poderia se entregar tão facilmente,ela iria se machucar outra vez,ela não o amava era apenas carência ,e ela era tão jovem pra ter algo tão comprometedor.
Era o que ela exatamente sentia quando ela o deixou o partir.Tudo mudou quando ela realmente percebeu que não era bem isso ,por mais que ela tentava esquecer aquele cara que não se esforçou pra ficar ela não conseguia,ele ainda estava la ,em cada música,em cada lembrança,em cada lágrima que caia em sua face , é ele ainda estava la ,em cada pedaço de seu coração quebrado ,ele estava la ,por mais que ela falasse com outros caras era ele que ela pensava no final da noite.
Por mas que ela soubesse que aquilo o fazia mau,ela sabia que algum dia aquilo iria passar,que cada coisa voltaria em seu lugar ,e ela sabia que a dor deveria ser sentida ,para depois ,em algum lugar ela se lembrar o quanto foi forte ,e que por mais que a ferida sangre, um dia ela cicatriza.
Ela não se importava mais tanto,mais ainda tinha recaídas,Aida tropeçava e caia ,e aquelas recaídas doíam muito e a cada tropeço ela se machucada mais,pois ela sabia que de nada adiantaria chorar pelos cantos ,ele já estava em outra ,já estava com outro brilho no olhar.E era exatamente isso que a fazia cair um desespero,todas as lembranças,que ficaram no passado e que jamais iriam voltar,que aquele seria o último abraço.Dói ,ver ele dói ,dói pq ele não se importa,pq ele não sente,pq ele não ama,dói pq ele esqueceu ,esqueceu de mim,esqueceu de nós, de todos os momentos,de todas palavras ditas .Dói pq isso me corrói de saber que a qualquer hora vai chegar outra menina e vai transbordar ele de amor ,e que essa menina não vai ser ela
Ela não entendia o pq seguiu caminhos diferentes ,pq Deus não quis ,e o pq esta doendo
O por que ela ainda insiste,o pq ela se importa tanto se ele esta bem ou não
O por que ele ainda esta tão presente .
♎bifogs
