Faz de Conta Qu eu Acredito
O primeiro amor é uma porta que se abre. O segundo, uma porta que se fecha com o corpo. Eu sou a porta que arrancaram das dobradiças e usaram para bater em alguém. Sou a junção do que não cabe em verso de amor e a raiva que virou melodia, o peso que virou refrão, a alma que só encontrou paz na distorção de uma guitarra. Uns amam deixando ir. Outros, morrendo juntos. Eu sou o que sobrou depois que os dois desistiram.
Paz......tenho poderes e meios para simplificar a minha vida ao ponto onde caiba apenas eu,mas à essa bolha de paz ainda sim jamais terei total paz,pois estarei acompanhado de mim mesmo.
Eu nunca tive a intenção de lhe causar dor, mas creio que o fiz com muita naturalidade como também a amei e amo. Eu gostaria que minhas lágrimas fossem suficientes para germinar a semente do amor novamente em nossas vidas e que o passado fosse tão somente um livro repleto de aprendizado e que o folheássemos tão somente para ocasionar acertos em nosso presente e que você pudesse acreditar e confiar que existe um presente e futuro para nós dois, como também eu nunca tive a intenção de lhe causar dor.
Eu não posso projetar a minha vida pelo que eu vivi, pelo que eu era, pelo que passei! Mas projetar pelo que eu sou e o que serei!
Tarsila
-Vovó, sabia que quando eu crescer vou trabalhar igual o papai?
- É mesmo Tatá?
- É! Vou pegar DNA de borboletas e DNA de menininhas.
Vou misturar para fazer fadas!
Acho que o mundo ainda pode dar certo...
Hoje eu vi a solidão
num orelhão
obsoleto
cabisbaixo
surdo
mudo
plantado no chão
perdido numa esquina...
Gelado
A neve,
Um urso,
Muitos pinheiros,
Alguns salmões no balde a beira do rio,
Eu x medo,
E muita história de pescador pra contar.
"PARA HOMENAGEAR OS PAIS APRESENTO-LHES A MAGNÍFICA FRASE DE MAHATMA GHANDI:
"UM DIA EU VOU REUNIR OS MEUS FILHOS E LHES DIZER QUE FOMOS DERROTADOS; MAS NÃO PODEREI OLHAR NOS OLHOS DELES E LHES DIZER QUE VIVEM NA MISÉRIA PORQUE O SEU PAI NÃO TEVE CORAGEM DE LUTAR",Ademar de Borba
A Ti, Senhor, consagro o meu caminhar,
Pois sem o Teu amor, onde eu poderia chegar?
Tua força, Pai, é o pão que alimenta e a luz que conduz.
Eis aqui o Teu servo, a serviço da luz,
Que não há de parar, nem descansar,
Até que o último coração Tua Palavra possa abraçar.
Entre o luto e o legado
Meu pai foi embora antes de eu terminar de aprender,
Deixou no meu peito um vazio que o tempo não preenche.
Mas deixou também a fé, que nenhuma dor vence,
É uma saudade boa que eu não quero perder.
Hoje sou pai e entendo o que ele quis me dizer.
Naquele abraço quieto que a pressa não alcança.
Hoje sou pai e carrego com cuidado e com esperança.
Três vidas que Deus quis nas minhas mãos depositar.
Entre o luto e o legado, aprendi a caminhar.
Entre a saudade dele e o sorriso dos meus filhos,
Descobri que o amor não some, só muda de lugar.
E quem parte em Cristo não some, só vai na frente esperar.
Pai, um dia nos vemos do outro lado do mar.
Filhos, enquanto estou aqui, vou ser os seus castelos,
Vou ser o chão firme onde vocês vão pousar.
E, quando eu partir, que a fé em vocês possa continuar.
Dona da Própria Luz
Caderno aberto, xícara de chá
O sol entrando devagar
Eu construí minha paz no detalhe
Não deixo mais que ninguém atrapalhe
Aprendi a dizer não sem ter que me explicar
Deixei ir o que pesava, escolhi me respeitar
Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho
Olho no espelho e sei quem eu sou
Valho cada curva por onde o tempo passou
Ressurgi mais forte de cada tempestade
Minha poesia agora é liberdade
Aprendi a dizer não sem ter que me explicar
Deixei ir o que pesava, escolhi me respeitar
Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho
Sem pressa de chegar, eu já sou o caminho
Luz que me guia quando caminho sozinho
A minha cura é a minha verdade
Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho
O sol entrando devagar...
Dona da própria luz.
"Você escolhe a importância que me dá, mas eu sei o valor que mereço. O que vivo entre esses dois extremos não é da sua conta."
ASFALTO NA SOLA
Eu vim de lugar onde ninguém pergunta o que aconteceu.
Só olha pra tua cara, vê se você aguenta e manda seguir.
Aprendi cedo que a rua não tem paciência pra quem precisa entender tudo antes de continuar. Você tropeça, levanta, limpa a poeira na própria roupa e vai. Sem discurso. Sem trilha sonora. Sem ninguém batendo palma.
Tem gente que conhece a minha versão arrumada.
Poucos conheceram a que voltava pra casa com a cabeça cheia, o bolso quase vazio e aquele silêncio estranho de quem passou o dia inteiro fingindo que tava tudo certo.
Essa versão não posta nada.
Não explica nada.
Só chega.
Joga a chave em qualquer canto, acende a luz e encara o próprio reflexo como se estivesse cobrando alguma coisa de alguém que já não sabe mais quem é.
Eu já quis muito parecer diferente do que sou.
Hoje eu prefiro parecer exatamente o que a vida fez comigo.
Tem marca que não precisa esconder.
Tem história que perde a graça quando você tenta contar bonito.
Então deixa torto.
Deixa áspero.
Deixa com gosto de madrugada e conversa na calçada.
Porque foi assim que muita coisa aconteceu.
Sem planejamento.
Sem final elegante.
Só decisão errada, amizade improvável, amor mal resolvido, orgulho demais e aquela mania idiota de continuar andando mesmo quando ninguém sabe exatamente pra onde.
Talvez seja isso que chamam de vivência.
Não é ter resposta.
É ter passado por coisa suficiente pra parar de acreditar que toda pergunta precisa de uma.
Hoje eu não quero parecer invencível.
Invencível é personagem.
Eu quero ser real o bastante pra admitir que algumas coisas ainda pesam, mas leve o suficiente pra não carregar todas elas comigo.
O mundo continua sujo.
A rua continua acordada.
E eu ainda tenho asfalto na sola.
Só que agora eu sei voltar pra casa.
under sujão p.
só postar quando fizer sentido pra mim
porque eu, porque não?
Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.
Então alguém apagou as placas da estrada.
Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.
Ele passou anos perguntando.
“Por que comigo?”
Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.
Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.
Então começou a reparar em outra coisa.
As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.
Nunca eram.
Porque a vida não perseguia ninguém.
Ela simplesmente não sabia mirar.
E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.
A pergunta começou a mudar.
Não era mais “por que eu?”
Era…
“Por que eu seria diferente?”
Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.
Não de um jeito triste.
De um jeito libertador.
Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.
As pessoas chamavam aquilo de azar.
Outras chamavam de destino.
Ele começou a chamar apenas de existência.
E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.
Não porque as perdas doíam menos.
Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.
Ela visitava.
Depois ia embora.
Assim como a felicidade.
Assim como o amor.
Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.
No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.
E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.
O vento nunca pergunta quem merece ser levado.
Ele apenas sopra.
E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.
Não como quem venceu.
Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.
