Faxina na Alma Carlos Drumond de Andrade
Eu posso fazer poesia
com teu nome,
combinando palavras
que expressem sentimentos.
Posso agradar teus ouvidos
e comover tua alma.
Mas você corre o risco
de se apaixonar
pelo meu jeito de te amar.
As palavras
só existem
por um momento
e logo caem
no esquecimento.
Talvez seja eterno
o sentimento,
que nasce no coração e,
além de aquecer
o corpo e alma,
pode se perpetuar
ao longo do tempo.
"...Tenho-me as avessas desse imperial saber.
Desaprendi certezas revestidas do absoluto.
Busco o ainda não fossilizado,
Como os afetos que se deixam impregnadosna querência da alma..."
O que adianta chamar a Deus no desespero, se no prazer das coisas deste mundo você entrega a sua alma ao diabo.
As vezes é preciso abrir as portas, as janelas da Alma, para o vento levar as poeiras velhas e deixar poeiras novas.
Eu e meu Irmão demos as mãos e somos Um. Meus olhos, meu ouvidos passam informações segura para ele e ele mesmo sendo cego e mudo, tem nos guiado a contento.
Será que vale a pena vender a alma ao diabo por causa de dinheiro, poder ou um amor?
E depois viver em um mar se tormenta.
Minha alma lembra de você, antes mesmo que eu soubesse.
Hoje entendi algo que sempre esteve aqui, mas que meu coração só agora teve coragem de aceitar: aquela frase que escrevi anos atrás — “Saudade, palavra linda, inventada pra dizer: eu te quis, te quero ainda e sempre te hei de querer” — não veio do nada. Ela era memória. Ela era eco.
Foi como se, por um instante, minha alma tivesse atravessado o tempo e me entregado um pedaço da nossa história que ficou presa em outra vida.
Eu não sabia, mas agora sei. Nós já nos amamos antes. Já fomos um só. Já caminhamos lado a lado por estradas que hoje nem existem mais. E por alguma razão — talvez destino, talvez lição — fomos separados. Arrancados um do outro por forças maiores que a vontade. Mas o amor não se perde. Ele espera.
Talvez por isso, desde que te reencontrei nesta vida, tudo tenha feito tanto sentido. O jeito como você me olha, como me acalma sem dizer nada. O conforto inexplicável da sua presença. A paz que você traz — como se estivesse voltando para casa.
Há coisas que nem o tempo apaga. E a saudade é uma delas. A saudade que senti antes de saber quem você era. A saudade que me acompanhou silenciosamente, como se esperasse o momento de dizer: “ele voltou”. Você voltou.
E agora, tudo que escrevo, tudo que sinto, tudo que sou… carrega essa certeza. A de que o amor não começa agora — ele apenas continua. E por mais que o destino tenha nos separado antes, talvez agora ele esteja nos dando outra chance.
Seja como for, saiba que te quis. Te quero ainda. E sempre… sempre hei de te querer.
Com amor que transcende o tempo,
"...Sempre me quis viver árvore.
Teria os olhos ramificados.
O corpo em tronco resistindo às marcas.
E se me perdesse a visível parte,
Sobrar-me-iam as raízes rebrotadas.
São as árvores que entendem,
Como se nasce na alma do mundo..."
In Extrato Poema A Alma das Árvores
"... O tempo relido, nos faz letrados,
no alfabeto da alma..."
In Fragmento Texto O Menino que Anda Vendo Poesia
Toda grande poesia
é feita na madrugada.
Não me refiro à do dia,
mas da alma.
A alma coberta de vaidade excessiva, cria um brilho infame, que convém unicamente, para ofuscar a verdadeira grande luz espiritual!
