Fato
Quando vivos, a nossa mente é apenas um espaço de simulações e um cofre de memórias.
O que ocorre com ela após a morte, é bem duvidoso.
Tudo na vida, inclusive ela mesma, pode ter mais de uma versão.
Saber qual a verdade verdadeira, é algo muito subjetivo,
que depende do ponto de vista, ou de interesses envolvidos...
Esta é que é a verdade... Ou não...
Atualmente pergunta-se "FATO OU FAKE?"
Osculos e amplexos,
Marcial
SERÁ FATO OU FAKE?
Marcial Salaverry
De tudo aquilo que se lê, ou que se ouve, sempre fica a dúvida se houve uma mentira, ou se pode ser verdade. SERÁ FATO OU FAKE?
Mesmo que sempre sobre a mentira, sobre mentira, pode-se dizer que existem diversas maneiras de se considerar a mentira. Assim, analisando-a à luz da verdade, é exatamente quando ela falta. A verdade, claro. Por vezes, a tendencia é acreditar no fake, e o fato não é considerado...
Mas, considerando que não existe verdade absoluta, o que é verdade para uns, será mentira para outros, e vice versa. Tudo depende de "a quem interessar possa..."
Fala-se que pescadores, vendedores, caçadores, são mentirosos, isso depende de como se for analisar o que eles dizem. O tamanho do peixe pode não ter sido exatamente aquele, mas é como seu desejo o viu. Então, o que será uma mentira para todos, para sua imaginação é verdade, pois ele realmente “viu” aquela manjuba, do tamanho de uma meca, e assim, não se pode considerá-lo um mentiroso, bem, pelo menos sob seu ponto de vista.
Numa discussão sobre um acidente de trânsito. Quem será o mentiroso? Talvez aquele que estiver com a realidade dos fatos, mas não tiver testemunhas... Então como se definir a mentira?
Tudo na vida tem diversas interpretações.
O juiz de futebol é um ladrão na opinião de um torcedor, ou um gênio na opinião de outro.
Quem será o mentiroso, o promotor que insiste na condenação do réu, apontando-o veementemente como culpado, ou o advogado de defesa que insiste em sua inocência? Com certeza um dos dois arrazoados está eivado de mentiras, e para o Júri, fica a dúvida sobre em quem acreditar... Ambos apresentam “provas irrefutáveis” de seus pontos de vista. Quem estará mentindo? E muitas vezes a vida ou o futuro de uma pessoa depende de quem souber “provar” melhor a sua verdade, e que nem sempre será a real verdade. Quantas vezes vemos criminosos sendo libertados, apenas porque a verdade não conseguiu aparecer, e passou a ser a “mentira” no caso.
Na verdade, a mentira é a ausência da verdade, ou sua omissão pura e simples...
Mas, o subalterno é considerado mentiroso, enquanto que o chefe, apenas interpreta os fatos de outra maneira, e nesse caso, o que é mentira, passa a ser encarado como “outra interpretação”, dependendo de quem a diz. Isso sim é mentira...
Se formos analisar, todos os grandes problemas, todas as guerras, sempre começaram por causa de uma mentira, que foi apresentada como verdade, e que seria verdade, mas não passava de uma mentira, sempre dependendo de que lado se está.
Donde se pode deduzir então, é que a GRANDE MENTIRA da vida, na verdade, é a verdade, desde que não possa ser provada devidamente. E assim ficamos querendo saber o que se pode dizer que é mentira, ou verdade.
Se alguém me disser que durante um dia inteiro não fala nenhuma mentira, vou dizer que é um grande mentiroso. E acabou de dizer mais uma...
A grande verdade do caso, é que a mentira só poderá ser considerada mentira, quando ficar comprovado que a verdade é outra. E não estou mentindo. Provem-me o contrário... Provem, ou aprovem...
Pode-se dizer que os políticos são eméritos mentirosos. Talvez seja verdade, mas eles dirão que é mentira, porque eles não mentem, apenas apresentam versões diferentes da realidade, que sempre lhes será favorável. Como também os advogados de defesa, que sempre refutam a verdade apresentada pela acusaçao. E o que dizer de Juízes que simplesmente mandam soltar aqueles que deveriam permanecer atrás das grades...
Sempre ficou patenteada a dubiedade dos fatos. Todas as verdades e todas as mentiras, apresentam e sempre apresentarão uma segunda versão dos fatos. E estará certa aquele que conseguir uma melhor comprovação da “sua” verdade.
Como julgar quem estará mentindo, aquele que diz ter sido atacado, ou aquele que afirma que jamais atacou? Tudo dependerá de uma eventual comprovação de fatos, que poderão ser distorcidos por quem souber faze-lo.
A única coisa real e verdadeira, é meu desejo de UM LINDO DIA PARA TODOS... Ou será que não é?
Porque?
Por que?
...enfatizamos uma data comemorativa e nos exibimos naquele dia?
Mais eloquente sermos de fato todos os dias melhores, e sem a exposição...
...tenho alguns sonhos ao longo da vida onde anseio vê-los realizados.
Um deles é que em algum momento paremos de pensar no que "vamos ganhar?" e também " Oque a Humanidade deve se empenhar".
A natureza protelando toda vez que um insensato humanoide resolve colocar à frente suas utopias.
Produzindo feito um deus mecânico algo para ele e alguns egoístas seus, um meio de livrar suas peles, um algo produzido por efeitos de atitudes ainda que ilusórias próprias. E se quer entendem!!!
Afinal o aquário tem cantos privados, mas anda sim é o aquário!
Àquilo que lembramos falta o traço duro do fato. Para nos ajudarmos, criamos pequenas ficções, cenários altamente sutis e individuais que possam esclarecer e moldar nossa vivência. O acontecimento recordado torna-se ficção, uma estrutura feita para acomodar certos sentimentos. A mim, isso se torna evidente. Não fora por essas estruturas, a arte seria pessoal demais para que o artista a criasse, mais ainda para que a plateia a compreendesse. Até o cinema, a mais literal de todas as artes, é editado.
Seus pais só te colocaram no mundo. Nem eles, nem ninguém tem o direito de te bater, e a obrigação deles é te mostrar o que é fato no mundo — não um monte de baboseira religiosa.
Entre a História e o Mito: Teodora e o Concílio de Constantinopla
A história da Igreja e do Império Bizantino está repleta de episódios marcantes, nos quais fé, política e poder se entrelaçam. Um desses episódios envolve a Imperatriz Teodora e o II Concílio de Constantinopla (553 d.C.), cercado de interpretações populares que, ao longo dos séculos, deram origem a uma narrativa mítica.
O poder de Teodora em vida
Nascida por volta do ano 500 d.C., Teodora ascendeu de origens humildes até tornar-se esposa do imperador Justiniano I. Inteligente, astuta e de personalidade firme, foi uma das mulheres mais influentes de sua época. Sua atuação durante a Revolta de Nika (532), quando convenceu Justiniano a não abandonar o trono, garantiu sua fama de estrategista e de figura essencial no governo.
Por isso, não é de estranhar que a memória de sua influência tenha sobrevivido muito além de sua morte. A tradição bizantina frequentemente a descreve como decisiva em assuntos de Estado e de fé, atributos que favoreceram o surgimento de lendas envolvendo seu nome.
Cronograma histórico
c. 500 d.C. – Nascimento de Teodora.
527 d.C. – Justiniano torna-se imperador, com Teodora ao seu lado como imperatriz.
532 d.C. – Revolta de Nika: Teodora impede a fuga do imperador, consolidando o poder do casal.
548 d.C. (28 de junho) – Morte de Teodora, em Constantinopla, provavelmente de câncer.
553 d.C. (5 de maio a 2 de junho) – Realização do II Concílio de Constantinopla, convocado por Justiniano. Teodora já havia falecido há quase cinco anos.
O Concílio e a questão da reencarnação
A reunião de 553 buscava reforçar a ortodoxia cristã e combater o chamado “origenismo” — doutrinas inspiradas em Orígenes de Alexandria (séc. III), que incluíam a ideia da preexistência das almas. Essa doutrina, ainda que não fosse uma formulação de “reencarnação” nos moldes conhecidos hoje, foi considerada perigosa para a unidade da Igreja.
Daí surgiu, em tradições populares posteriores, a versão de que Justiniano e Teodora proibiram a crença na reencarnação durante o concílio. No entanto, a realidade histórica desmonta essa narrativa: Teodora já havia morrido. Assim, qualquer menção à sua participação é fruto de lenda ou de interpretações simbólicas que perpetuaram sua memória como conselheira firme do imperador.
A permanência do mito
Por que, então, a ideia da participação de Teodora se perpetuou? A resposta pode estar no poder da memória coletiva. Teodora foi uma mulher de grande autoridade e presença histórica. Mesmo após sua morte, continuou sendo associada às grandes decisões do Império. Nesse sentido, o mito talvez traduza menos um erro histórico e mais uma forma de reconhecer a força de sua influência, como se sua sombra ainda pairasse sobre Justiniano e sobre os rumos da Igreja.
Reflexão final
Esse episódio nos convida a refletir sobre como a história é construída. Entre documentos, tradições e interpretações, os fatos podem ser distorcidos, e figuras históricas acabam envolvidas em narrativas que não lhes pertencem literalmente, mas que expressam algo de sua força simbólica.
Teodora não esteve fisicamente no II Concílio de Constantinopla — mas o mito de sua participação revela o quanto sua presença era sentida, mesmo após a morte. É a memória coletiva tentando manter viva a influência de uma das mulheres mais poderosas de Bizâncio.
Reflexão motivacional:
A história nos mostra que, ainda que o corpo pereça, a influência moral e espiritual de uma vida permanece. Aquilo que construímos em termos de coragem, justiça e dignidade pode ecoar além do tempo, moldando consciências e inspirando gerações.
Quem ama de fato sabe se colocar, firmar, impor, mas também, com a sabedoria suprema de ouvir, ceder, relevar, administrar e contornar. Assim, o grande amor ficará sempre em cartaz, vivo e iluminado.
