Fantasmas
Os fantasmas do passado não me assustam, nem conseguem arrancar lágrimas dos meus olhos. Não há sentimentos de arrependimento ou remorso que o ontem possa reivindicar. Afinal, o passado não se repete no hoje.
Enfrentar os seus fantasmas é essencial pra não enganar a si mesmo e os outros. Fuga só empurra problemas.
Os fantasmas do meu passado me perseguem, ou eu que os proclamo?
Pois neles havia profundidade e menos dor.
E minha alma é profunda, é colorida, é um espiral de emoções, de visões e situações que se repetem — flashbacks, memórias de uma alma profunda.
Uma alma que tem sede de alguém que queira mergulhar nela, escorregar no espiral e desvendar os mistérios.
Alguém que queira, e ame.
Se dedique, me ame, me desvende.
Não sou só o que você vê.
Mas parece que o que te dá motivos para continuar é o que vê, não o que escuta, não o que desvendou — se é que houve tempo para desvendar algo.
Eu não sou só físico.
Eu sou alma.
Enxergue minha alma.
Me escute.
Me ouça.
Não é difícil enxergar minha alma.
Olhe nos meus olhos — eles são a porta.
Eles mostram as dores que nasceram no silêncio, as dúvidas que surgiram de olhares, a curiosidade pelo mundo, as diferentes vibes.
Eles são as portas de quem eu sou.
E é por quem eu sou que você tinha que ter se apaixonado.
Por tudo que compõe o que sou.
Por todas as partes.
Não somente por uma.
Superar os fantasmas do passado não é esquecer o que aconteceu, mas impedir que o que passou dite o ritmo do que está por vir.
Coragem é acender a luz do presente para mostrar aos fantasmas do passado que eles perderam o poder de assustar.
Fantasmas só existem enquanto você alimenta o medo. Quando você escolhe a sua paz, eles perdem o oxigênio.
Fazer as pazes com o passado é a única forma de garantir que os fantasmas de ontem não assombrem os sonhos de amanhã.
Em vez de fugir, mergulho fundo,
nas águas turvas da memória,
onde os fantasmas dançam em silêncio,
e o tempo dissolve sua história.
Não há bússola neste abismo,
apenas o eco do que fui,
mas sigo, devagar, sem pressa,
colhendo os cacos de mim.
A dor é um peixe prateado,
que brilha e some na corrente,
e eu, aprendiz de navegante,
aprendo a ser paciente.
Mergulho e saio com algas nos cabelos,
e o sal queimando na pele,
mas trago nos olhos um brilho novo,
e nas mãos, um pouco mais de fé.
As ondas me cospem na areia,
mas já não sou o mesma mulher,
o mar me devolveu em fragmentos,
e eu os guardo como um poema.
Agora respiro, agora existo,
com menos medo e mais verdade,
pois quem mergulha nas sombras,
encontra também a claridade.
"Acordei espantando todos os fantasmas da minha vida com um sorriso gigante. Você sabe né, é bem aquela vontade de gritar pro mundo que a partir de hoje é assim que vai ser."
-Aline Lopes
"Acho que o mais difícil na vida é nos livrarmos dos velhos fantasmas. Como é bom dar valor ao simples; nada, nem ninguém é tão importante que seja mais importante que você... É bem aquela coisa de não mais implorar o olhar do outro e sim, olhar pra si mesmo...
Um dia você corre atrás, no outro, correm atrás de você. Só corre quem quer alcançar algo, e se você não quiser ser alcançado MEU BEM, dê um sorrisinho sarcástico e diga: - Vou ali ser FELIZ e já volto. Sofrimento é amadurecimento e não castigo!"
-Aline Lopes
Todos temos "fantasmas" em nossas vidas, somos constantemente assombrados pelo medo, passado e pessoas.
Fantasmas
Vestígios de você me fizeram apagar aos poucos a existência da minha própria consciência,
sejamos intensos nos nossos olhares, nas nossas atitudes e nos nossos sorrisos, caso contrário o desinteresse passará a tomar conta do caminho cuja as palavras não terão mais força para evitar o que o corpo sente,
a constância anda de mãos dadas com a resistência, mas quando as memorias passam a assombrar, criam-se sombras da desistência no ar.
A disciplina me protegeu de fantasmas antigos, eles bateram à porta e encontraram rotina, a rotina não abre sem convite.
