Fantasma da Opera
A dor real da rejeição não é a distância física do outro, mas o fantasma persistente dos planos que agora não têm onde morar.
Tive tudo.
A maior parte.
Quase nada.
Agora, nada.
Há um luto e agora um fantasma.
Quando quis que acabasse e doía tanto, não houve fim.
Meu pesar é saber que logo agora quando não me via sem um trajeto finito, tudo se acabou.. de um momento para, outro.
O quanto dói isso...
Espero o dia que não existirão mais nem mesmo estas lembranças.
Deveríamos saber a mente do outro e partir como eles partem à nós também.
Uma noite, um dia...
Já fui tratado como um fantasma,
me tornaram invisível por algum tempo,
o frio e as madrugadas zombavam do meu anonimato,
curiosamente a minha sombra reagiu a tudo em silêncio até que,
uma chegada repentina me trouxe uma mudança generosa e assim do dia pra noite comecei a ser acompanhado pelos olhares atentos da lua bem como fui recebido pelo sol com seus aplausos e abraços quentes,
hoje ao lado dela caminho vendo o mais belo horizonte.
Luto diariamente para não me tornar um fantasma de mim mesmo, um corpo que ocupa espaço, mas que já não habita o presente.
O arrependimento é uma espécie de fantasma: não grita, não corre, não ameaça. Apenas senta ao nosso lado nas madrugadas e nos obriga a lembrar.
Borboleta Fantasma do Paraíso
etérea voando pela Amazônia,
tentando levar a paz completa
para a guerra depois da guerra,
e para a guerra dentro da guerra,
em nome da sobrevivência.
Porque assim se vê como poeta
na tentativa de resiliência
com asas, olhar para o céu e razão
na Terra para a convivência
na constante persistência.
Carinhosa, sutil e brasileira.
Borboleta Fantasma Azul
que pode ser encontrada
entre a Mata Atlântica
e a Amazônia profunda
desta Pátria romântica.
Absoluta em ti e oceânica
é esta poesia que captura
total o teu peito a distância
trazendo a sutil fragrância.
Devoção, entrega e pendor
em íntima congregação,
querência e plena sedução.
Com desejo e imaginação
sem pausa e com evolução.
Aonde quer que eu vá basta fechar os olhos que o fantasma do teu corpo sobre o meu me atormenta, volto ao tempo com as lembranças e sinto tua mão passeando em meu corpo, tuas carícias me faz delirar como se tudo fosse real, meu corpo queima feito brasa só em pensar que tu me fizeste sentir a mais linda sensação de prazer.
O meu relógio parou! é como se eu fosse um fantasma vagando no tempo, não passa, e como fantasma não sinto fome, nao sinto cede. Dentro de mim a sensação é de uma engrenagem sendo comprimida.
Exposto ao sol, a água, poeira e a tempestade. Tudo favorecendo a depreciação desta peça.
Quando alguem me perguntar a hora, vou tentar disfarçar com um sorriso e dizer que meu relogio esta com defeito.
Algo o chamou naquela noite, uma vez que sussurros pareciam invadir seus ouvidos de maneira fantasmagórica. Mesmo com receio ele não se perdoaria se ignorasse aquele chamado, daquele fantasma não gentil. [...]
Fantasma
Que homem é este
Que se esconde desse jeito
Por trás de uma máscara
Um fantasma a meu ver
Percorre todo o teatro
Segue todos os meus passos
Foi ele que me ensinou a viver
Homem sombrio
De uma linda voz
Seu canto ecoa
Em sons de sinfonia
Penetra em minha mente
Faz com que eu me sinta contente
Com uma pitada de agonia,
que queima meu coração
Este homem misterioso
Todos querem ver seu rosto
Mas só pra mim se mostrará
Um homem charmoso
Um fantasma misterioso
A quem eu fui me apaixonar
'' - Não existe nenhum fantasma. Olhe, é apenas você. - disse a desprovida de afeto em frente ao espelho.''
Teia do Fantasma
Um fantasma acariciando suas vestes.
Um bicho seda se espreguiçando no meio de um favo de mel.
Tecendo ruidosamente uma teia de aranha confortável.
Tentando capturar ele mesmo.
Diário Fantasma – Rafael Rocha
09/11/2012
Vejo em lentos passos
A tristeza passar por mim
Desejando boas sortes
Escutando meus lamentos
Sendo minha única companhia
O silêncio é inquietante
Nos meus ouvidos gritam
A dor e a agonia
De nunca aceitar quem sou
A tristeza segura minha mão
E se aprofunda em minh’alma
E vai pra onde eu vou
Meu orgulho se foi com a esperança
E a realidade triste é tudo que sou.
Por onde anda as suas cartas?
As últimas lembranças
E registros dos meus sentimentos
Não sinto mais o frio
Pois não há alma em meu corpo
E ao meu lado se ausenta
A mínima sombra de um amigo.
Eu acordo todos os dias
Afogado na mesma rotina
Passando as noites em claro
Lembrando vagamente
A experiência de ser abandonado.
E á quem clamarei socorro
Se toda noite pra você é comum
E aqui em meu mundo fechado
Não há espaço para nada que me faça sorrir
Pois pra ti fora fácil queimar
Nossas lembranças e histórias
Tão lindas de se contar
Pra ti fora fácil me apagar.
Cumpriste bem tua missão
Apagando de ti minha vida
E destruindo meu coração
Sinto que ainda somos um só
Se me negas, não posso me aceitar
E assim a vida segue
Segue, devagar...
Me sinto um fantasma andando por esse mundo cruel, as cores se perdem quando não estou mais com você, parece que não consigo mais respirar, não quero ficar longe de você, sua presença ameniza minha dor.
O fantasma da injustiça não pode ser exorcizado com boas obras. A consciência sempre será assombrada por ele, até que haja arrependimento sincero, seguido de confissão.
