Fantasia e carnaval
Hoje seria o dia de programação carnavalesca, mesmo sem gostar de aglomerar. É sabado de Zé Pereira, dia de subir ladeira sem hora para acabar. Porque amo essa magia que contagia e paira no ar. Carnaval é festa de gente grande, para quem sabe brincar. Amo a fantasia que musicaliza todos os ritmos e crenças no mesmo lugar. É tanta alegria que irradia e faz a gente dançar. São quatro dias e noites de frevo que ajuda a gente aguentar. Olinda faz minha alma vibrar. É tempo de sentir a folia que sacode tudo por dentro, mas a vida é para quem sabe esperar. Passatempo que ao lembrar é sorriso no rosto e brilho no olhar
O humor é uma das mais eficazes ferramentas para deixarmos claro nossa insatisfação com o governo, e de promovermos reflexão sobre seus atos.
GALO DA MADRUGADA
Sua crista é coral,
a espora é afiada,
ele também é de briga:
o Galo da Madrugada.
Vem saudando o carnaval,
chamando o pessoal
e também toda a moçada.
Se vc disser que me ama
e também digo que te amo
se vc disser que me odeia
eu continuo dizendo que te amo
sabe o porquê?
porque te amo de verdade.
Nasceu um pé de não sei quê, na minha horta
agora não sei o que faço
não sei se é mato e mato
ou se rego para ele crescer e fortalecer um dia
algum prato...
nos mistérios dessa noite virginal
as máscaras que escondia aquela dor
nessa noite especial
caíram entre beijos de amor
enquanto sozinho vi passar o carnaval.
Autor: Geraldo Neto
O que me deixa indignada é saber que no Brasil, pode faltar verba para saúde mas não pode faltar carnaval. O governo literalmente paga e promove o aumento do índice de DST.
CAR NA VAL
A CARne NAda VAle numa percepção materialista nos leva a aceitar algumas concepções menos felizes diante do mundo de valores invertidos.
Existem duas visões que nos permitem analisar este momento social:
1 - Os ascetas - que vivem para o detrimento dos prazeres do corpo em louvor da alma.
2 - Os Materialistas que vivem para negar a alma em valoração dos prazeres corpo.
Duas idéias antagônicas mais que não define o molde do comportamento humano em suas escolhas, pois existem um número muito grande dos indiferentes, que agem de acordo com as sensações, aceitando uma postura laissez-faire diante de valores morais e imorais...
Se perde nas noites dos tempos a origem das bacanálias primeiro na Grécia e depois em Roma, na adoração dos deuses Dionísio e Baco, deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente os sexuais... E nestas festas se enaltece que A CARNE NADA VALE...
E afirma Bezerra de Menezes que hoje mesmo como antes...
" ... A festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.”
Assim, nossas escolhas nos define...
E não devemos trocar a paz que nos vivifica como ser integral por momentos fugidios de prazer que nos leva a desesperança por longos períodos de reajuste.
Viemos da Luz e na luz nos consubstanciaremos em Deus...
Paz e bem
O que é irreparavelmente profano para Deus não pode ser santificado. Se o poder de santificação pertence exclusivamente a Deus, como, então, o homem, desprovido desse poder e sem o aval divino, pode realizar tal ato e ainda apresentar a ele o que ele claramente abomina?
Coisas do passado, hoje distantes: era o encontro dos blocos de rua das Petequinhas e dos Piu-Piu, das meninas com os meninos. Um momento de alegria geral, lúdico, com todos a caráter e, no final, o bônus do amor espontâneo, com cheiro de cerveja e licor de anis.
Nada simboliza de forma tão evidente a mentalidade coletiva e chula que não conduz a lugar algum quanto o carnaval.
Em países desenvolvidos desfruta-se o conforto de uma vida e educação de qualidade plena, enquanto nos subdesenvolvidos pulamos carnaval e fazemos dancinhas em comemoração a escassez e fome!
Não viva de imitações ou pensamentos de massa, se assim o fizer será apenas uma cópia, uma sombra, mais um na fila, mais um folião perdido no meio da multidão comemorando uma vitória ou conquista inexistente!
