Fantasia e carnaval
Sofrimento
Sofrimento dor na alma,
Sentimento de impotência.
Culpa que nos atormenta.
Acreditar em sonhos,
Meu Deus! Quanta inocência.
Amores eternos,
Ditos no calor do momento.
Escuridão que vive em meu coração.
Sinto em mim, a dor de uma tormenta.
Tristeza que me assola,
É a minha consciência.
Tudo o que é bom demais,
É covardia. Falta música,
Ar, poesia... A vida que segue escura.
Não consigo mais ter fantasias.
O gosto do néctar amarga,
Quando descobrimos sua procedência.
Do paraíso pouca coisa restou,
Amores de conveniência.
E então, no fundo dos meus olhos...
Sinto a dor da existência,
Uma vida sem amor,
Fantasma que me atormenta.
AO MEU FILHO, MATEUS
Sei que não sou o melhor pai, ou o pai que você queria que eu fosse. Se há algum responsável nessa história de sua vida, poderia ser Deus, com sua escrita cheia de garranchos, ou eu mesmo, por querer tanto que você viesse ao Mundo. Posso não ser um ótimo professor, posso ser bravo demais.
Se sou assim, é porque acredito, e cobro isso, que você pode ser melhor, mesmo sendo você mesmo. Você só poderá ser melhor que você mesmo, como filho, um futuro pai ou um simples Apresentador Mirim de Jornal, me ensinando que o medo é algo passageiro, embora difícil de explicar, que a fantasia e a brincadeira são coisas que a Vida séria não nos pode tirar, senão nossa própria má vontade e que aprender é tão essencial como respirar, dormir e se alimentar.
Mas um sapo é um sapo, e mesmo que o coloquemos para dormir numa cama com colcha de seda indiana, ele irá logo sentir saudades e preferirá o lago sujo e escuro, que é de sua natureza.
Meu corpo pode estar preso a esse mundo, mas minha imaginação não. Com ela posso tudo, absolutamente tudo. E a ela me agarro com a firmeza de um náufrago, pois sei que só dessa forma salvo-me dos rigores de uma vida seca de magia, de olhares desprovidos de encanto, da mediocridade de um mundo sem poesia, da escassez da sensibilidade e da mornidão dos sentimentos. Aprendi que é sublime desenhar com palavras, que com elas é possível demonstrar o que sinto, sobretudo, o que imagino, e não necessariamente o que vejo.
Buscar viver a realidade é querer viver aprisionado na dor.
Vive-se algemado com o sofrimento.
Um pouco de fantasia faz bem.
Buscar a liberdade depois da experiência de se viver na realidade, é se sentenciar a uma penitência.
Não te busquei em sonhos, nem na luz do dia, nem no escuro da noite. Não sai à sua procura, nem pelas ruas, nem em fantasias. Você simplesmente chegou, de onde não sei, não vi, não importa, dia e noite se misturaram, sonho e fantasia viraram desejo, e esse desejo tem seu nome.
Flávia Abib
Ela sentiu que cavar mais fundo exigiria que virasse sua vida de ponta-cabeça, que foi edificada na fantasia cuidadosamente elaborada de que se casar era uma espécie de prova de que, de uma vez por todas, ela poderia ser amada.
A mulher é o único ser que ama e odeia ao mesmo tempo, porque é o único que se encanta pelo que não tem fantasiando nele o que queria ter.
Mais uma vez
Eu deixei
Você entrar
Como assim?
Se eu já sabia
Onde isso ia chegar
São apenas círculos
E você é sempre você
Indefinido
Incoerente
Insuficiente pra mim
"Em muitos anos, procuramos o que não havia
Homens morreram, procurando o que não devia,
Encontraram nas grutas dos açores,
Algo parecido a uma ovelha,
Não era morcegos,
ou animais
nem materiais,
Era a Mariana, a feia."
Nosso cérebro é um "amigo" falso. Ao mesmo tempo que nos diverte e motiva com suas histórias e fantasias, é capaz de nos iludir e destruir com as piores mentiras
A Esperança Jamais Abandona...
E se de repente a gente olhasse
Pela janela, à espera, à espreita
De ver chegar, suave e precipitado
O homem que o amor expressa?
Um cavaleiro, príncipe guerreiro
Culto, astuto, com ares de herói
Vestindo armadura e grande elmo
Cessando-me o sonho que mais me dói?
E se de repente, a esperança
Se tornasse quase palpável
Vista e ouvida, sem enganos
Naquela vinda, fim do aguardo cruel?
E se de repente a gente visse
Bem ao longe, a silhueta do esperado
Decorada, perenemente sonhada
A cavalgar, garbosamente compassado?
E no encontro chegado
Quais palavras seriam ditas?
Ou quiçá, silente e necessárias
Sobrestadas na pressa das carícias
Dói, viver a vida sem ter ao lado
Um companheiro, confidente
Um amigo leal, sorridente
Que torne nossa alma mais quente
A vizinha...
Descendo a escada, olhar fixo em nada físico, mutável... E... uma visão de um futuro sem limites e intransponível e imutável...
Tão frágil... Mas,... Tão segura de si e do porvir.
Vejo! Me vês! Ou talvez não em partes...
Não estas ali por completa.
Sabes e tens plena certeza que é só uma fase.
Agora já nem olhas para aquilo que tão útil, se faz inútil...
Outro mundo; outras pessoas; novos sonhos... E... Novos amores!
Mas...
Ainda tem algo que nunca morrerá!
Está aí... e vejo.
Vejo você... antes e depois.
Apenas ser.
E... Todo possível.
Para aqueles que vivem uma vida de glamour e aparências
fantasiosas. Precisam saber que a mesma realidade
vivida aqui, é o começo de uma longa estrada de encontro
com a nossa espiritualidade.
"Brincar de EU"
brincava de ser Seu
Teu presente era...
eu Não ser eu
brincava de ser tonto para te prender...
te assustavas e tu gostavas
até te admiravas...
o que EU podia fazer
presente a Ti
mal a Mim
À...
prender ao Peito
meu Jogado coração...
eras Tu Dia,
eu era noite
Brincava EU...
De Ilusão.
Leon Nunes Goulart
Em um mundo preto e branco
Eu colori o meu recanto
Preferi manter o riso
Quando quis chegar o pranto
Decido o caminho ao qual devo trilhar
Assim vejo arco-íris
Mesmo onde não há
Minha fantasia faz graça à quem não quer acreditar
Que minha alegria me da asas
Livre à voar!
Imaginações imaginadas
Pouco tempo antes;
Havia informações, mas uma quantidade inferior as de agora.
Parte, ficava por imaginar, adecorar, a esperar, a enfeitar.
Idealizações tamanhas.
Que não cabia na cabeça e explodia de felicidade, e alegria da espera.
Cingia a Vida, cheia de esperança.
Para os mortais comuns podia ser algo a mais, mas para outros não.
É pouco, muito pouco. Com suas próprias verdades não precisou descobrir, degustar.
Viver suas próprias verdades. Errar, lamentar, cair começar novamente.
Para aprender vivenciando.Essa parte do cérebro, que era a fabrica de ilusões, fantasias, esperança.
Não foi utilizado. Parte da alegria de estar vivendo.Perdeu a graça.
Como deixar escapar a graça pela vida, se a graça alimenta a vida.
Foi uma troca injusta. Se alimente de tudo, omais rápido que puder.
Para perder o seu próprio sentido do que é a Vida.
Tornou-se mais um vazio qualquer nesse vasto mundo de desilusões e sofrimento.
