Fantasia e carnaval

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O iludido acredita, essencialmente, que o outro sente por ele o mesmo que ele sente pelo outro. Vive a fantasia de ser amado ou, pelo menos, tem esperança de um dia ser correspondido. É um sonhador que pode passar anos caminhando no interior do seu sonho, vendo apenas o que deseja ver. A desilusão é o despertar. Deveria ser saudada como libertação, mas costuma ser recebida com ressentimento. A pena de si mesmo é maior que a gratidão.

Inserida por EmOutrasPalavras

Por que cargas d'água o ser humano tem que ser assim?
É tão mais simples e bonito ser reconhecido pelo que se é.
Por favor, parem com essa mania de fantasiar o que vocês não são.
Aprendam a viver do que se é.

Inserida por camilaperes

O meu amor é lindo, onde tudo pode e é permitido.
Inunda minha alma com romantismo e ternura,
Corre o mundo e escala montanhas.
É um amor completo, vivido intensamente,
Da maneira mais sublime.
É um amor de almas, que fantasia coisas, que
Num mundo real jamais acontece.
Esse é o amor que trago no peito.

Inserida por gillula

Somos incríveis, temos a capacidade de reconhecermos que “Histórias Encantadas” são uma simples utopia.
Entretanto não percebemos que esse mundo vão é tão passageiro quanto uma “História Encantada”.
Entretanto, nos encantamos com as ilusões desse mundo e deixamos de valorizar a realidade da eternidade e sua incorruptibilidade!

Autor: Eliseu Fernandes Laurindo
09/09/2016

Inserida por eliseuangelos

Ser poeta é não ter medo de abrir a alma, é ser um livro aberto em cujas páginas podem ser lidas realidades e fantasias quase infindas. Quem poderá, realmente, traduzir o que é um Ser poeta? O que eles dizem e porque essa ânsia em dizer, em nunca calar a voz interior ? Não querem respostas, talvez elas não existam. Ser poeta é transcender a própria existência sempre em busca do Infinito.

Inserida por neusamarilda

Pensar demais te deixa, permanentemente, isolado do mundo.

Inserida por SimoneVitale

Sô Juca

Num bóti reparu nu modi deu falá
Sô hôme simples, caboclo sem enricá
Pôcu letradu, mais tenhu vivênça
E vô ti contá puque bateu essi querê
De fazê ocê sabe de nossu cumpadi
Num é qui Tião se enrosco
Cum a fia de véia Fraviana¿
Nessa peleja, a minina pegô barriga
Tãossi Guilermino sotô as tampa
Tião juntô os trapo dele e ganhô mundo
Cumpadi Guilermino fez o mermo
Juntô os trapo da coitada
E jogo a minina Jussinaria na estrada
Ela vei batê aqui, sô Juca
Quis fazê pousada nu meu barraco
Mas aqui num dá, cê sabe
Ocê sempri diz que qué tê fio
E eu mandei a minina ai pro cê cuidá
Inté

Inserida por mucio_bruck

Um dia acertamos as contas, com Deus ou com Diabo

Inserida por deivyd_miller

“Você me enche de vontade,
Me desperta desejos,
Impossível explicar,
Também não é preciso entender.

Posso sentir minha boca tocando a sua,
O calor do seu corpo,
Perco-me em pensamentos,
Despindo-me o juízo.

Deixando minha lucidez aos poucos,
Como a fumaça do cigarro sendo exalada,
Lentamente e irregular, porem incessantemente.
Acompanhando a leve brisa, até se perder de vista.

Nesse momento estou entregue a ti,
Estou em suas mãos,
Pode me tragar e degustar novamente,
Como se fosse o ultimo cigarro da sua melhor noite.

Ou me atirar para longe,
Jurando a si mesma,
Que nunca mais tocará esse mal,
Que já te fez bem.”

Inserida por nascto

"Pela manhã deves dizer o sério que é mais sensível ao ouvido; pela tarde o que dizes deves fingir pois o comido não deixa ouvir; pela noite deves soprar um sonho que deve ser vivido; e pela madrugada deves sussurrar todas as fantasias da amada."

Inserida por OsicranAkdov

Sei que a poesia é o sentimento maior
que se esparge em todo lugar,
mas a maioria nem a percebe, não tem valor,
infelizmente, porque é riqueza, sentimento,
e tem realidades dentro da fantasia,
toda e qualquer uma faz sonhar...

Inserida por neusamarilda

►Navio Do Asfalto

Sombras indo e vindo
Calçados refletidos pelos vidros
Sorrisos e brincos, moletons contra o frio
Os quebra-molas que sempre são percebidos
Os raios do sol que desenham os cílios
Em um navio de metal,
Transportando os marujos até a capital,
Que desembarcam no ponto final.

Crianças no colo dos pais,
Que lembranças isso me traz
O navio possui o seu próprio conforto
O capitão está a caminho do porto
As ondas de concreto causam sono
As paisagens são expostas em cada canto
Normalmente os marujos não possuem um canto,
O silêncio as vezes é constante.

Ah dia que o tempo não passa
Outros, ele simplesmente me ultrapassa
Alguns eu mal adormeço e já chego em casa
Parece até que viajei dentro de uma espaçonave
E quando desço, me sinto pesado, e não leve
Posso levar para casa novas pessoas que conheci
Dentro deste navio também posso interagir.

Inserida por AteopPensador

Vinhas
com as mãos a abarrotar
de estrelas
e eu te esperava
com o orvalho da noite
e o alvorecer das rosas
…urgentemente

Inserida por luizacaetano

Nem sempre quem escreve a beleza, sabe
encontrar a felicidade...

Inserida por luizacaetano

Música
em altar de templo pagão
reza aos deuses
os quais
como majestades
de pedra
Jazem esquecidos
e sem emoção...

Inserida por luizacaetano

Neste íntimo torpor
em que tudo parece ser,
a vida se esbate
num fingimento de existir
Tudo de belo á nossa volta
é poalha de sonho ou ilusão...

Inserida por luizacaetano

Lá fora a água corre
descalça
em avenidas molhadas
ultrapassando as margens
despedaçando as pontes

Destruindo os rios
que pouco a pouco
me ligavam ao cais

Já nem sei se foi o cais
que partiu,
ou se fui eu
quem dele fugiu...

Inserida por luizacaetano

Dois rios,
duas estrelas
ou dois vulcões

que se cruzam
se abraçam
ou se anulam...

Inserida por luizacaetano

Cheiram
a terra molhada
as manhãs bordadas
com dedos de chuva

e a sangue
de papoilas
degoladas pelo vento

Inserida por luizacaetano

⁠A Costura do Tempo

No concerto do tempo, onde a memória ressoa,
a roda da costura torna-se volante,
em mãos infantis, nervosas de esperança.
Ali, sob a mesa antiga de madeira,
um mundo se desenha em trilhas e trilhos,
na imaginação fértil que a tudo acolhe.

De ferro e linhas, nascem sonhos motorizados,
o silêncio da máquina transforma-se em estrada,
levando a alma a paragens nunca dantes vistas.
A cada giro, a promessa de um novo destino,
na simplicidade do brincar, a vastidão do universo.

Ah, os primeiros carros, feitos de nada
e de tudo que o coração de uma criança possui.
Éramos inventores, pilotos, aventureiros,
com um fragmento de mundo nas mãos,
tecendo histórias que o tempo jamais apagará.

A criança antevê a felicidade,
não espera que ela chegue para ser feliz.
Hoje, ao lembrar desse recinto sagrado,
onde o riso desafiava o impossível,
sinto a saudade suave como brisa estival,
acariciando o peito, evocando a magia
de quando podia costurar o tempo no chão da sala, meu infinito caminho.

Inserida por Epifaniasurbanas