Fantasia
Fantasia existe sim. O que não existe é a realidade de muitos, pois a mesma é apenas a sua própria fantasia.
Um Predador de Vidas
O abusador é um monstro em fantasia de homem. Precisa ser desmascarado para ter o que é direito de um monstro — grades!
Marcelo HB
Não que você
não mereça
eu te querer,
Você em pouco
tempo povoou
a minha fantasia
Elevando a minha
vaidade feminina.
Não posso ficar
onde sei que não
tenho como
emocionalmente
sustentar;
Não preciso
prever o futuro
porque sei que
entre nós tem
tudo para dar errado.
O amor pede de nós
profundos cuidados,
Da forma que você
está acostumado,
Não sou eu é que
farei impossível
para te modificar.
Não, não há nada
de errado comigo,
E nem contigo;
Apenas temos
expectativas
diferentes,
Só não quero
colocar o meu
coração mais
sob o teu perigo.
Não brinque com o meu fogo,
Sei brincar com a tua fantasia,
Não intente com o meu juízo,
Sei assumir com a grandeza
De ser diferente: sou poesia.
Não evite os meus beijos,
Sei buscar o melhor de ti,
Não invente [escapar...,
Sei farejar-te e irei atrás
Do aroma que eu senti.
Não disperso o desejo,
Sei salsear com a tua alegria
Não experimente esquecer,
Sei abraçar-te com jeito
De causar toda a energia.
No meu corpo tenho a sina,
Serei a tua sublime alcova,
Sou muito mais [alma
Do que você imagina:
Sou a loucura que fascina.
Sou gemido, sussurro e grito,
O incêndio mais elevado.
Eia, vulcão atrevido!
O meu corpo bem macio
É que te faz ainda menino.
Danço e rasgo o verbo,
A liberdade que me deste,
Peguei como um [laço,
Abraço com a vontade
De ter qualquer possibilidade.
Darei o meu melhor riso,
O meu inefável paraíso,
A liberdade que recebi;
O teu corpo terei a qualquer custo,
Na intensidade que me [atrevi].
Sob a lona colorida do circo, o mundo parecia suspenso entre a fantasia e o espanto. As luzes se acendiam, os aplausos ecoavam e os sorrisos surgiam no rosto de quem assistia. O anão cruzava o picadeiro com passos firmes, arrancando risadas sinceras, enquanto a mulher barbuda surgia imponente, desafiando olhares e preconceitos com sua presença marcante.
No centro da arena, o homem bala de canhão se preparava. O silêncio tomava conta por um instante, até o estrondo cortar o ar e o público explodir em aplausos, vibrando com a coragem e o risco transformados em espetáculo. Tudo parecia mágico, intenso, vivo.
E então vinha o palhaço. Com sapatos grandes, maquiagem exagerada e um sorriso pintado no rosto, ele tropeçava, brincava, fazia o público rir e esquecer, nem que fosse por alguns minutos, os pesos do mundo lá fora. Crianças batiam palmas, adultos sorriam, e o circo cumpria seu papel de encantar.
Mas por trás da maquiagem e do riso fácil, havia silêncios que ninguém via. Porque nem sempre que o palhaço está sorrindo significa que ele esteja feliz.
Você é o sonho mais bonito que meus olhos já viram. Se amar você for fantasia, prefiro viver no mundo da lua do que com os pés no chão sem você.
O amor de verdade sabe a hora de virar brisa e ir embora, deixando saudade; a obsessão se fantasia de abrigo, mas é tempestade que busca apagar a sua identidade.
1652 📜 "Tem gente que vive de Coreografia, de Fantasia, de Alegoria, de Analogia... Mais por Medo e por Imitação do que exatamente por Convicção!"
"No próximo Carnaval vou por minha máscara de fantasia costumeira: aquela que uso somente por três dias. Espero que ela tire a dela: a que ela usa o ano inteiro, mesmo (e principalmente) fora do Carnaval!"
TextoMeu 1379
1652
"Este Mundo é repleto de Coreografia, de Fantasia, de Analogia. E o pior é que tem gente que vive disso, que se guia por isso, que não abre mão disso... Mais por medo do que por convicção!"
O sussurro que cruza e roça
a fantasia na madrugada alta
que jamais pode ser recusada;
Sempre que vir acompanhada
escorregadia com a mão-boba,
e uma boa proposta indecente.
Para que as auras entrelaçadas
a meia-luz cumpram afinadas,
brindando solenes e íntimas
o supremo, o indecoroso,
e o pio desejo incontrolável...;
por amor, concessão e eflúvio.
Para de delíquio em delíquio,
sem nenhuma ambiguidade,
sem dedos com a latência,
cumprir fielmente o pacto
com a tentação da boa colheita,
para obter o melhor sabor
de Jenipapo, sem pudor,
Sem tabu e sem nenhum véu,
tornar tudo em nós livre e permitido;
pela via plena da insinuação
conquistar e celebrar o afrodisíaco.
No Baile de Máscaras
deixar a fantasia
não nos reconhecer,
Vamos dançar
até o amanhecer.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Canto para dentro um réquiem
para a minha própria fantasia
de defensores da soberania.
[[Para a economia de guerra
não tenho e nem nunca
terei economia de palavras.]]
Não basta dizer que é moral,
de fato tem que ser moral,
Caso o contrário é imoral.
[[A lógica moral precede
o que é de lei, mesmo
que a lei a tergiverse.]]
O Diabo é um Gênio: provoca o incêndio e se fantasia de bombeiro só para manter o aluguel dos Asseclas Apaixonados.
Talvez uma das mais antigas e descaradas estratégias de manipulação seja criar problema para vender solução.
O artifício é simples, mas extremamente eficaz: primeiro semeia-se o medo, a divisão, a insegurança ou o caos; depois, apresenta-se como alguém disposto a “resolver” tudo.
E, nesse ínterim, muitos já não conseguem distinguir quem acendeu o fósforo de quem finge carregar o extintor.
O mais curioso é que essa dinâmica muito raramente se sustenta pela força.
Ela depende de algo muito mais valioso e silencioso: a renúncia voluntária ao pensamento crítico.
Quando uma pessoa entrega suas convicções, sua capacidade de questionar e seu discernimento a terceiros, passa a habitar uma realidade construída só por narrativas alheias.
É como se — literalmente — alugasse a própria cabeça.
Nessa condição, os fatos tornam-se secundários.
O importante deixa de ser a verdade e passa a ser a fidelidade ao personagem que vende o papel de herói.
Se ele criar a crise, a culpa será atribuída a outro.
Se ele falhar, a responsabilidade será transferida.
E se ele se contradiz, a contradição será reinterpretada como virtude.
Afinal, quem depende emocionalmente de um salvador dificilmente consegue admitir que ele possa ser o vilão.
A história está repleta de exemplos dessa lógica.
Líderes, grupos e instituições descobriram, ao longo dos séculos, que controlar percepções é frequente e absurdamente mais poderoso do que controlar territórios.
Quem domina a narrativa consegue transformar vítimas em culpados, culpados em vítimas e oportunistas em benfeitores.
Por isso, a liberdade não se resume à ausência de correntes visíveis.
Ela exige vigilância permanente sobre aquilo que aceitamos como verdade.
Exige a coragem de fazer perguntas incômodas, especialmente quando todos ao redor parecem satisfeitos com as respostas à pronta entrega.
Talvez o maior triunfo dos que provocam incêndios não seja o fogo que espalham, mas a capacidade de convencer multidões de que as chamas vieram de outro lugar.
E talvez o primeiro passo para romper esse ciclo vicioso seja recuperar aquilo que jamais poderia ou deveria ser alugado: a Própria Consciência.
