Falso
Se for para ter amizade com um falso cristão,
ou seja, com aquele que vai a igreja,
mas fala da vida alheia, fique sozinho(a)
evitando assim, ser castigado(a) junto
com o falso(a) cristão!
“O falso moralista sempre se esconderá sob sua própria verdade; ele o acusará do que ele faz e te absolverá pelo que você não disse.”
“O verdadeiro amigo está pronto a elogiar quando você tropeça em seus acertos; o falso procura um único erro dos seus acertos para criticá-lo.”
O Amor é uma chama que queima tudo menos ela mesma.
É a destruição de tudo o que é falso e o cumprimento de tudo o que é verdadeiro.
“O falso self pode funcionar muito bem diante do mundo, mas adoecer profundamente diante da própria alma.”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A morte do falso eu não destrói a alma; apenas retira do ego o trono que nunca lhe pertenceu.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O falso eu precisa de plateia; a alma verdadeira aprende a florescer no silêncio.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O falso self nasce quando a criança aprende cedo demais a agradar para sobreviver, escondendo sua espontaneidade mais verdadeira.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
O falso "amigo" é assim; após receber favores, esquece de você. Faz cara de anjo na hora do aperto, mas sua ingratidão faz se perceber o seu vil caráter. Quando retornar com sua diarréia ardendo o seu reto, faça o saber que o seu mictório está ocupado.
Otávio Mariano
Mensurar o verdadeiro e o falso pode ser a tarefa mais difícil de se fazer porque a bondade atrai os falsos mas asinceridade os afasta. Por isso, seja verdadeiro com todos não importa quem quer seja e verá o quão rápido os falsos abster-se-ão de você.
" Tem sorriso
que esconde a saudade
segura a lágrima
e é até um pouco falso
mas é ele, mesmo assim
que faz a gente suportar...
Não existem deuses verdadeiros, todos são falso para os que não creem everdadeiros para os que creem, logo, deuses são mais íntimos que universais.
Certa vez disse o teólogo Jalison Santos:
"Quando o homem serve a um deus falso e erra, ele não o repreende. Mas quando o servo do Senhor comete um engano, o Deus Verdadeiro o disciplina.
Essa é a grande diferença: o deus falso se cala, deixando o homem pensar que está tudo bem, que está no caminho certo. Já o Deus Verdadeiro, Ele corrige, adverte e disciplina — não por maldade ou raiva, mas porque ama e quer ver o Seu filho firme e restaurado no caminho da verdade."
Como tão bem citou:
Provérbios 3:12
"Porque o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai ao filho em quem se agrada."
Não importa o tanto de passos em falso, tropeços ou escorregadios que você deu sem querer. Honre todos eles e acredite: cada derrapada foi fundamental pra chegar mais perto de saber, hoje, quem você não quer ser mais, e o que já não serve mais pra você.
*Era outra noite no pub*
Eu ainda estava procurando um lugar que parecesse menos falso que os outros. Não necessariamente um lugar bonito. Beleza demais sempre me deixou desconfiado. Eu queria apenas um lugar onde ninguém precisasse fingir tanto.
Ela era uma das inúmeras profissionais que frequentavam o escritório. Já havíamos conversado algumas vezes. Coisas de trabalho. Horários. Processos. Café ruim. Aquele tipo de conversa que mantém duas pessoas civilizadas e completamente desconhecidas.
Naquela noite resolvemos sair.
Conhecer um pub.
Talvez conhecer um ao outro.
O segundo sempre dá mais trabalho.
Sentamos, pedimos alguma coisa e começamos pelo roteiro habitual dos primeiros encontros. Trabalho. Filmes. Música. Viagens. Relacionamentos. Pequenas biografias cuidadosamente editadas para não assustar ninguém.
As pessoas fazem isso.
Entregam uma versão resumida de si mesmas.
Como se fossem currículos emocionais.
Depois de algum tempo, a conversa cansou de ser educada.
Foi quando ela começou a falar de coisas que não cabiam no escritório.
Disse que crescera sentindo a falta de amor do pai. Não a falta física. A outra. A pior. Aquela em que o sujeito está presente, respira na mesma casa, ocupa a mesma cadeira e ainda assim parece ter feito um acordo com a própria ausência.
Depois veio o casamento.
Falido desde o começo.
Algumas relações não terminam. Apenas continuam mortas por falta de coragem dos vivos.
E havia o relacionamento mais recente.
Abuso emocional.
Ela não precisou usar muitas palavras.
Certas coisas aparecem no jeito como alguém segura o copo.
No intervalo antes de responder.
Na maneira de rir quando conta alguma coisa que ainda dói.
Eu ouvi.
Não porque soubesse o que dizer.
Eu quase nunca sei.
Também não acredito nessa obrigação moderna de oferecer uma frase bonita para cada ferida. Às vezes a melhor coisa que alguém pode fazer é não transformar a dor do outro em palestra.
Então fiquei ali.
Ouvindo.
Ao redor, o pub fazia seu trabalho habitual.
Gente bebendo para esquecer que precisava voltar para casa.
Casais se olhando como quem verifica se ainda existe alguma coisa ali.
Homens falando alto para parecerem importantes.
Mulheres rindo de coisas que provavelmente não tinham graça.
Garçons carregando copos.
Garrafas alinhadas.
Luzes baixas.
Música suficiente para impedir que o silêncio dissesse alguma coisa.
Era um lugar razoavelmente decadente.
Gostei.
A decadência, pelo menos, não costuma mentir.
Observei os rostos.
Todo mundo parecia estar tentando parecer alguma coisa.
Feliz.
Interessante.
Desejável.
Bem resolvido.
As imagens estavam por toda parte.
Nas paredes.
Nos copos.
Nas roupas.
Nas fotografias.
Nos telefones sobre as mesas.
Cada um carregava uma pequena propaganda de si mesmo.
Era curioso.
A espécie humana inventou espelhos e depois passou a acreditar neles.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de observar pessoas quando elas não sabem que estão sendo observadas.
É quando a propaganda falha.
É quando aparece o sujeito.
Ou o que restou dele.
Ela continuou falando.
Eu continuei ouvindo.
Em algum momento percebi que aquela noite já não era sobre conhecer um pub.
Era sobre conhecer alguém além da pele.
E isso é perigoso.
A pele é uma excelente embalagem.
Esconde defeitos.
Esconde medos.
Esconde abandono.
Esconde pais ausentes.
Casamentos mortos.
Relacionamentos que transformaram carinho em controle.
Esconde quase tudo.
Até que alguém decide falar.
Então a embalagem começa a rasgar.
E você descobre que ninguém é exatamente aquilo que parece.
Nem eu.
Posso parecer um humano,
mas no fundo sou apenas notas inexoráveis,
hinos desconcertantes ao nascer do sol e muito silêncio
uma noção boba
um suspiro
uma emoção arrogante
eternidade em cativeiro, perpetuação irrepreensível
curvas, não uma única linha reta
uma contradição
uma contração tola, mas necessária
uma abstração
uma piada interna
uma risadinha sóbria
um enigma.
Talvez todos sejamos.
A diferença é que alguns aprenderam a esconder melhor.
Eu não tenho muita paciência para isso.
Nunca tive.
Talvez porque, depois de certa idade, você perceba que passar a vida inteira construindo uma imagem de si mesmo é uma maneira bastante sofisticada de morrer antes da hora.
Você começa tentando ser alguém.
Depois tenta parecer alguém.
Depois passa a defender essa aparência.
E, quando percebe, já não sabe mais onde termina o personagem e começa o sujeito.
Ela falava sobre o passado.
Eu pensava no meu.
Não havia muita diferença entre nós nesse ponto.
As histórias mudam.
A falta permanece.
Cada pessoa encontra uma maneira diferente de carregar aquilo que não recebeu.
Alguns bebem.
Alguns trabalham demais.
Alguns colecionam amantes.
Alguns colecionam dinheiro.
Alguns colecionam diplomas.
Alguns fazem discursos sobre felicidade.
Outros simplesmente ficam quietos.
Eu prefiro o silêncio.
Ele pelo menos não exige explicação.
Ficamos ali por algumas horas.
Duas pessoas tentando descobrir se havia alguma coisa além das apresentações.
Talvez houvesse.
Talvez não.
Não importa tanto.
Há encontros que não precisam terminar em romance para terem alguma importância.
Às vezes basta alguém enxergar você por alguns minutos sem pedir que você seja diferente.
Isso já é quase uma espécie de milagre.
Mas eu desconfio de milagres.
Eles costumam cobrar juros.
Quando saímos do pub, a noite continuava exatamente como antes.
A cidade não tinha aprendido nada.
As pessoas também não.
Os carros passavam.
As luzes continuavam acesas.
Alguém ria do outro lado da rua.
Alguém provavelmente chorava em algum apartamento.
Alguém estava começando um casamento.
Outro estava terminando.
Alguém dizia “eu te amo” sem saber o que aquilo significava.
Outro dizia “vai ficar tudo bem” sabendo perfeitamente que não ficaria.
E eu pensei que talvez essa fosse a grande piada.
A gente passa a vida procurando uma linha reta.
Não existe.
Existem curvas.
Desvios.
Contrações.
Recaídas.
Pequenos momentos de lucidez entre longos períodos de estupidez.
E, no meio disso tudo, chamamos a coisa de vida.
Talvez seja isso.
Uma contradição tentando respirar.
Uma emoção arrogante fingindo ter respostas.
Uma abstração andando por aí com documentos, contas, lembranças e alguma esperança mal escondida no bolso.
Uma piada interna que ninguém explicou.
Uma risadinha sóbria diante do absurdo.
Um enigma.
E talvez a parte mais amarga seja descobrir que não existe solução.
Só continuação.
A eternidade em cativeiro.
A perpetuação irrepreensível.
Você acorda.
Trabalha.
Ama mal.
É amado mal.
Perdoa quando consegue.
Machuca quando não consegue.
Bebe alguma coisa.
Escuta alguém contar uma história.
Conta a sua.
E segue.
Não porque encontrou sentido.
Mas porque, por alguma razão estúpida, ainda não acabou.
Talvez sejamos apenas isso.
Notas inexoráveis.
Alguns acordes desconcertantes ao nascer do sol.
Muito silêncio.
E uma vontade quase ridícula de continuar, mesmo sabendo que, no fim, ninguém saberá exatamente o que fomos.
Talvez nem nós.
E é aí que começa o verdadeiro problema.
Quando você finalmente fica sozinho, sem o pub, sem as imagens, sem os outros, sem a roupa social, sem a profissão, sem a história que conta sobre si mesmo, sem ninguém para confirmar que você existe...
quem sobra?
Talvez aquele seja o único encontro que realmente importa.
O resto é apenas barulho.
E talvez eu ainda esteja procurando um pub onde possa me encontrar.
Os promotores do falso evangelho reduzem a providência divina ao materialismo, obscurecendo a sublime graça manifesta na santidade da vida, no ambiente familiar, na preservação da saúde e na comunhão fraterna, além de negligenciarem a paz que excede todo o entendimento e guarda o coração dos fiéis.
