Falo o que Sinto

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Sinto vontade de ir embora, de ir a algum lugar onde pudesse estar realmente em meu lugar, onde me encaixasse... Mas meu lugar não é em parte alguma; eu estou sobrando.

Jean-Paul Sartre
A náusea. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

Tudo o que eu acredito pode estar errado, mas o que eu sinto no fundo da minha alma, jamais estará.

Sinto uma vontade desesperadora de nadar até o fundo do mar. Há algo assustadoramente confortável nesse sentimento, e talvez seja isso o que mais dói em meu peito. Carrego um sentimento sem nome, sem direção, sem origem aparente. Não sei para onde apontar, por onde começar ou o que dizer. Só sei que estou cansada de lutar contra algo que nem consigo explicar.
É uma agonia enorme que sorri e me impede de continuar, mas eu sigo em frente, vivendo dessa forma monótona e consciente de que, muitas vezes, o arrependimento de não explorar esse mar é menor do que deixar-me afogar.

Guardo meus sentimentos
dentro de momentos, e sempre
que Me recordo deles eu sinto por
um momento aquele sentimento.

O amor
é um mistério

se eu sinto
o seu coração bater
também posso
sentir o meu

e se um dia
eu fui ateu
depois de ti
até o que é breve
tem ar de eternidade.

Sem medo do vazio,
nem da sombra que invade,
não sinto o frio
desta brevidade.
Se a noite é escura,
não me pode tocar,
minha alma é pura
é de outro lugar.
O mundo é passagem,
não é meu abrigo,
levo na bagagem
só o que sou comigo.

Não me acho.
Me sinto.
Me penso
e (me) reflito.

Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.

Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.

Você partiu, e deixou em mim uma saudade que jamais terá fim.
Sinto falta dos nossos momentos, da nossa história, de tudo o que vivemos juntos durante tantos anos.
Que saudade de você, meu amor.
A sua ausência dói todos os dias, mas preciso continuar caminhando... agora sem a sua companhia.
Levo você para sempre no meu coração, nas lembranças e no amor que o tempo jamais apagará.
E, quando chegar o meu último suspiro, espero que ele me conduza até você novamente.
Saudade eterna. ❤️🕊️

⁠Eu me sinto egoísta quando penso em mim
Então eu paro de pensar em mim por um momento e penso em você e
Eu percebo que você está pensando em mim...

Âncora e Verso
​Foste âncora para no porto ancorar
Na hombridade que sinto
Vejo um alívio
Para me poder desamarrar
Da correria do tempo
Oiço o vento soprar
Escuto gestos humildes e simples
Num puro amor
Quase ninguém escuta a minha dor
Ou vê as minhas vertentes
A plainar num sonho de ser um senhor
Sonho acordado para saborear o viver
Quero ter, quero crer e quero ser
Mesmo sendo um orador
Um poeta e pintor
Pinto com a minha alma a cor
Do pensamento de um escritor
Passo e faço um pacto com Orfeu
Fazendo a emoção
Sair com grande tensão
Razão de me ver na caverna de Platão
Numa ilusão desmedida que me dá vida.
Nela me deito e semeio
Para transformar a minha força
Em fruto.
​Lisboa, 23 de julho de 2026
Emanuel Andrade

Não me ofendo quanto alguém diz: nossa como você mudou, muito pelo contrário, sinto um enorme prazer. Cada vez mais gosto de ser quem eu sou. orgulho-me da mulher que eu me transformei. Acho que seria insuportável ouvir dos outros e principalmente de mim mesma que eu ainda sou a mesma e que em nada mudei durante todos esses anos.

Não consigo falar, por isso escrevo.
Não consigo expressar tudo o que sinto.


Queria poder me derreter em teus braços.


Queria que cuidasses de mim
como se cuida da rosa do Pequeno Príncipe.


Eu queria ser sua,
e queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.


Há pessoas a me cortejar,
mas de que me adianta,
se o cortejo que desejo
é unicamente o seu?


Se não tens intenções comigo,
tenha a decência de sair dos meus pensamentos.


Não é justo comigo,
pois sempre que fecho os olhos,
vejo você:
a postura ereta,
os dedos ágeis sobre o computador.


Vejo o nosso abraço,
onde senti o calor do teu corpo.


Vejo teus olhos
atrás das lentes dos teus óculos redondos,
e pensar neles me faz perceber
como combinam perfeitamente com teu rosto.


Então vejo teus lábios
e perco a noção do mundo.


Eu adoraria dizer tudo o que sinto.
Talvez escrever seja limitado,
porque meus pensamentos
são mais rápidos que meus dedos.

sinto minha barriga gelar, meu coração disparar, apenas por receber uma notificação sua.

Xícara de Café


Sinto-me solitária,
como uma xícara de café
esquecida num canto qualquer
de uma mesa bagunçada,
cercada por papéis importantes.


Parece que tudo ao redor
merece mais atenção do que eu.


Escrevo porque dói.


Não é uma dor do corpo.
É uma dor que atravessa a alma,
que se instala na mente
e encontra abrigo no peito.


Dói tanto
que as palavras se tornam pequenas demais
para explicar o que sinto.


Talvez seja por isso
que eu recorra à fumaça.


Não porque eu goste dela,
mas porque sua breve brisa
anestesia aquilo
que já não consigo suportar.


Não sou alguém forte o bastante
para fingir que está tudo bem.


Sou apenas alguém frágil.


Tão frágil
que evita até cruzar o olhar da própria mãe,
com medo de encontrar, nos olhos dela,
uma decepção
que talvez exista apenas dentro de mim.


E isso dói.


Dói de um jeito
que minhas mãos quase desistem
antes mesmo de terminar este poema.


Estou com o coração ferido.


E, enquanto tento sobreviver,
sou julgada
por não saber
como deixar de doer.

Enquanto Escrevo


Escrevo
porque a voz não alcança
o lugar onde a dor mora.


Sinto-me
como uma xícara de café
esquecida num canto,
enquanto o mundo
se ocupa de coisas importantes.


Carrego um coração ferido,
uma mente barulhenta
e um silêncio
que ninguém escuta.


Às vezes penso em ir.
Às vezes lembro
que existem olhos
que chorariam por mim.


Então fico.


Não porque a dor passou.


Mas porque,
enquanto escrevo,
ainda existe
uma parte de mim
que escolhe permanecer.

Quando estou triste sinto-me mais próxima da loucura… a alegria não me faz refletir muito… a tristeza sim! Acho até que busco este estado voluntariamente, apesar de sempre parecer contrariada com ele…

Às vezes não consigo ver o sol no horizonte mesmo sabendo que ele está lá,
Às vezes não sinto a chuva, mesmo andando debaixo dela.
Às vezes finjo viver, mesmo sabendo que não estou mais aqui.

Meu humor às vezes muda sozinho (TAB), e minhas reações podem ficar intensas quando me sinto ameaçado emocionalmente (TPB).

Ter isso não me isenta de responsabilidade, mas também não significa que tudo que eu sinto naquele momento é racional.

Quem não quer compreender, não vai compreender com nenhuma explicação.
Explicar é um gesto. Aceitar é uma escolha do outro.

Eu não estou pedindo privilégio.
Estou pedindo condições mínimas de respeito enquanto me trato.