Falo o que Sinto
Hoje me sinto mais estranha do que de costume. Como se o mundo não fosse mais preto e branco… ele estivesse envolto em um cinza espesso. Há momentos em que meu coração parece esquecer o próprio ritmo, como uma música que se perde na neblina. E, ainda assim, este corpo continua aqui, arrastando seus ossos e sua carne… acumulando cansaços que não vieram apenas do dia, mas da própria experiência de existir. Há uma fadiga antiga em mim, um peso que não tem forma, como se a alma carregasse pedras que meus olhos não conseguem ver.
Não te amarro, te sinto.
Não te prendo, te deixo ficar.
Porque o amor que é livre
não foge,
ele escolhe.
E no espaço leve do teu peito,
eu existo
não como dono,
mas como morada.
Se um dia quiser partir,
vá…
mas leve contigo
esse pedaço de mim
que aprendeu a viver
só por te amar.
Com quem errei, peço perdão e, mesmo que não me perdoe, sinto libertação, pois o arrependimento vem da verdade e do fundo do meu coração!
Que eu possa te falar do amor
Que eu sinto mesmo na dor
Que eu possa falar do que sinto
E saiba que eu não minto
Você que atravessou meu caminho
E não me deixou mais sozinho
Caminha lado a lado comigo
Esforço em tudo que eu consigo
Cada dia é um passo eterno
Vivido de verão a inverno
Sabemos que não existe perfeição
Porém nas linhas da correção
Relatando várias formas de querer
Com a verdade sempre a revelar
Que eu possa te falar de amor
O sentimento único para vida e eternidade
É todo e tudo que nos eleva
Ao maior mandamento pregado
Onde o paraíso só existe
Por Deus ser está fonte
Onde tudo gira nessa energia
Onde segredos não existem
Onde o puro sentimento
É como inocência de criança
Permanece o maior mistério revelado :
O Amor ,por amor, para amar
E o sangue de Cristo
É o ápice do Pai que ofertou na cruz
Seu único Filho para redenção da humanidade Como conserto do pecado original
Jesus se fez homem
Viveu, cresceu, trouxe palavras eternas
E pelo sangue derramado
Permitiu a salvação a todos que Nele creiam
E faça transbordar ao mundo
O verdadeiro evangelho
Na sua essência e verdade
Para que no resumo de toda obra e palavra de Jesus
Inserirmos em nossos corações
O amar do mesmo jeito que Ele nos amou!
Amém!
João Batista Barbosa
SENTIR E REVELAR
Sinto a intensidade da alma no olhar,
como a luz do luar sobre o universo;
o coração me diz para esperar,
mas sigo em teu doce brilho imerso.
Sinto a energia do peito fluir,
como estrelas em eterna claridade;
não há mais jeito de fugir,
teu olhar revela a verdade.
Há de ser eterno este sentir,
como o amor que vem do coração;
estrelas e luar parecem sorrir.
Calma... diz a voz da emoção.
E o universo começa a se abrir,
revelando o amor em nosso coração.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Desde que você se foi sinto como se o sangue tivesse deixado de correr em minhas veias, como se no lugar do coração tivesse apenas um enorme buraco projetado pela sua indiferença certeira.
Às vezes eu mim sinto tão estranha
Que até os meus batimentos
Consigo ouvir
Será que é por que
Eu só penso em você
Que acelera o meu coração
E a vontade de ti ter
É o que faz eu sentir
Meus batimentos cardíacos
Que contradição dessa vida
Que passa e eu só sinto os
Sintomas físicos da vontade
Interna do meu ser
Queria mesmo
Era sentir você
Mim abraçando
E mim beijando
Por que só assim
O meu ser pararia com essas
Loucuras de fazer sentir
O que eu não deveria
E realmente sentiria
O quê eu queria
Que era
Você perto de mim
Eu sempre tive dificuldade em falar o que sinto — ainda tenho.
Talvez por isso eu escreva.
Ainda não consigo dizer “eu te amo”, sempre acho que nunca é a hora certa.
Ainda não sei consolar os outros, porque acredito que o silêncio também pode ser um abraço.
Ainda não gosto de abraços, mesmo sabendo que, às vezes, eles transformam um dia ruim em um bom.
Ainda não encontrei um propósito. Não que eu ache que isso defina quem seremos no futuro, mas eu gostaria de me sentir menos perdido.
Começo algumas coisas, termino outras, abandono tantas pelo caminho.
E me pergunto se todos já se sentiram assim — perdidos — em algum momento da vida.
Se sim, como se encontraram no processo?
Há dias em que eu só espero que minha mente desperte, que descubra algum sentido, ou que me conecte a pessoas que também se sintam assim.
Talvez nelas eu encontre uma resposta.
Enquanto isso não acontece, continuo escrevendo tudo que minha mente questiona.
me sinto ser algo, incerto na vida de quem me conhece,pois sei que não sou bem vinda.
Que só tô por perto na quele grupo por que alguém gosta de mim, pois ninguém aguenta minha senserida, não sei se falsa.
Só sei se eu.
E isso parece ser ruim.
Mas vida que segue 😔.
Fragmentos de mim
me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.
Saudade do que foi vivido
Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.
Eu desejo.
Eu sinto.
Mas não toco.
Não é falta de coragem.
É consciência.
Nem tudo que acende em mim
eu preciso alcançar.
Tem coisas que eu quero
mas não quero o preço.
Tem presenças que me atravessam
mas eu escolho não atravessar de volta.
Eu aprendi que sentir
não me obriga a agir.
E às vezes o controle
é mais intenso que o toque.
Eu transbordo o que sinto.
Escrevo porque é meu fôlego,
meu modo de soltar a alegria,
ou de dar forma à dor que me atravessa.
Sei que não caminho só..
Em algum lugar do mundo
há alguém que também se encontra em minhas palavras,
como se a mesma tempestade tivesse molhado nossas almas.
E ainda que nunca nos vejamos,
sei que um instante foi partilhado:
minhas linhas tocaram um coração,
num instante eterno disfarçado de segundo.
Hoje me sinto como um fantasma.
Caminho entre as pessoas, respondo, acolho, escuto. Estou presente, mas parece que ninguém realmente me vê.
Ouço lamentos, desabafos, preocupações e pedidos. Sou porto para muitas tempestades, mas raramente encontro alguém que pare por um instante e pergunte: “E você? Como está?” ou “Como foi o seu dia?”.
Às vezes sinto que minha função é atender necessidades, preencher vazios, sustentar o que está ao redor. Mas, pouco a pouco, surge um cansaço silencioso. Como se tudo o que entrego atravessasse os outros sem deixar marcas. Como se o cuidado oferecido fosse recebido, mas a pessoa que o oferece permanecesse invisível.
E então me pergunto quanto de mim ainda resta para dar.
Talvez seja isso que os fantasmas sintam: estão ali, observam tudo, carregam histórias, afeto e presença, mas passam despercebidos pelos olhos de quem segue apressado.
Hoje me sinto assim.
Um fantasma.
Não por estar ausente, mas justamente por estar presente demais para todos e cada vez menos para alguém.
