Falo o que Sinto

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Wind

Ao tocar o vento, sinto o passar refrescando minh'alma,
aquecendo o coração com o frescor da manhã,
ouço a melodia do vento ao viajar pelas frestas do abismo que jas aqui,
ao bailar das folhas, o vento imutável se desenha
Em todas as formas se molda aqui e ali,
Aqui, meu coração vazio como o vento
ali, outro,
vazio
Deixe os corações como porta, abrirem
Chocando-se como num dia de tempestade,
Arrastando, afastando , puxando, empurrando
comprimindo, expandindo-se
com os trovões, rasgando os céus,
e como os ventos,
as feridas se fecham
Apenas esperando a próxima tempestade.

''Das melhores coisas que ouço, vejo, e sinto,reflito/medito,
procuro extrair o máximo, para melhorar minha essência''

Inserida por SilviaAureliOliveira

Faísca

Sob a faísca eu me deito
E sinto um calor intenso
Tão quente quanto aqui dentro
Arde, queima e espero que acenda
Dentro de ti também
Nem que seja uma fagulha
E então entendas, de vez,
A dor e a delícia de ser puro fogo

Inserida por marinarotty

Saber a arte de viver são pra poucos,ultimamente eu sinto que apenas existo.

Inserida por Dicinho

faz um vento frio, tão frio...
daqueles que tira a noção,
sinto um vazio mais vazio
que a própria solidão;
talvez isso seja não ser mais ninguém,
talvez eu seja exatamente isso,
este não ser exatamente nada,
mas este frio é um sinal
de que enquanto eu sentir esse vento
uma força superior conduz esta nau...

Inserida por tadeumemoria

A LUZ DA MANHÃ SEGUINTE

Tanta coisa aconteceu,

Circunstâncias drásticas, adversas

Sinto-me assim um sobrevivente...

Mas este filme continua, um outro cenário...

Poeira e teias de aranhas,

Algo sinistro e envolvente

Algo que nunca passou pela minha cabeça...
Os zumbis, vampiros e os bruxos dançam sob os astros,

Bruxos, vampiros e zumbis bailam nojentos

Sobre o lodo de seus instintos...

Administro bem os meus temores,

Me desvencilho de grandes amores,

Me penitencio sob a lua cheia,

Cama e mesa ficam fartas a meia noite e meia...
A ternura dos meus olhos lacrimeja sangue

Por tempo e amores perdidos,

Mas tenho este privilégio, sou um sobrevivente...

Sem sonhos não se contempla a luz da manhã seguinte

E eu conheço os tons dourados desse alvorecer;

Os vampiros, bruxos e zumbis dançam sob as estrelas

Mas ofuscam-se com os primeiros raios do nascente

A dor é o primeiro passo para a felicidade,

A queda é o primeiro passo pro equilíbrio,

O frio é a ausência do calor

Vampiros, zumbis e bruxos dançam sob a tênue luz das estrelas

E a solidão é a ausência do amor

Inserida por tadeumemoria

Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.

Inserida por tadeumemoria

Devo inventar palavras pra te dizer o que sinto
ou mentir muito pra te dizer verdades
na minha idade, na minha idade nada é muito certo
e tudo anda perto da insanidade,
nasci com trinta anos; aos vinte eu já tinha sessenta
agora me encontro adolescente na terceira idade

Inserida por tadeumemoria

Sinto muito, mas sinto tão pouco
que mal consigo sentir.

Inserida por nyllmergello

Sinto muito por ti, mas sinto-te tão pouco
que mal consigo sentir-te.

Inserida por nyllmergello

Muitas vezes, a vida se torna pesada e difícil de suportar. E eu me sinto extremamente exausto, confuso e sufocado,
como que me afogando num abismo de águas profundas e negras. Em momentos nebulosos assim, a dor da
solidão é mais perversa e tortuosa que as muitas linhas profundas a sangrar em meus braços.
Meus lúgubres devaneios são o clamor da vida prestes a ceder ao quase inevitável. Mas meu esvair-se na escuridão,
longe de ser desesperador, é pura placidez; mórbida, talvez, mas atenuante e profundamente apaziguadora,
suave como uma serena brisa do paraíso. É em suma tudo que preciso para relaxar em meu etéreo padecer.
Vida esta que segue em penumbra, cercada pelo vazio e o som de ecos distantes, oriundos de minha alma
quase sempre entorpecida. Meu tudo se resume a um absoluto nada. Quem sou, no flagelo desta escuridão?
Pode uma sombra existir sem a luz? Qual a utilidade da luz sem a escuridão?
Fui um dia talvez, um frágil clamor de vida que subitamente se esvaiu na solidão de sua própria ignorância?

Inserida por nyllmergello

⁠Casei, mas nunca deixei de ser solteiro. No mais, se agora somos uma só carne, por que não a sinto em mim?

Inserida por nyllmergello

O destino nos colocou mais uma vez frente a frente. Me sinto em uma sala de aula quando estou ao seu lado.
Na química a reação é constante.
Na física, a lei da atração faz com que dos corpos ocupem o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Na matemática, 1 + 1 = eu e você
No português o diálogo é á nível superior.
Na história nossa vida é um romance.
Na ciência, já fomos diversas estudados.
Nessa escola,o amor é para vida inteira 🫶⁠

Inserida por joao_galvao

⁠⁠Pai, preciso de você aqui pertinho de mim, me sinto tão protegido(a) por ti, seu abraço me faz sentir o seu coração batendo forte por mim, isso me faz lembrar que sou um pedacinho de ti.
Pai é um ser mortal, mas para um filho sempre será um super-herói.
Ser pai é assumir a responsabilidade de cuidar dos filhos.
Um pai presente nunca perderá o coração de seus filhos.

Inserida por joao_galvao

O que mais precisamos é de paz. Sinto que esse dia vai chegar, e eu vou estar na companhia de muitos amigos.

Inserida por NinoCarneiro

Sinto dor ,vergonha e indignação, mas também uma busca imensa por justiça , para combater tudo e todos que agridam a moral dos idosos.

Inserida por NinoCarneiro

Sinto nos jovens, a falta de criatividade, potencial e capacidade de fazer mudanças que tornem o mundo mais benévolo.

Inserida por NinoCarneiro

Não tenho medo de dizer o que sinto e não espero compreensão.

Inserida por NinoCarneiro

Nunca me sinto sem nada, por nunca viver para ter coisas.

Inserida por NinoCarneiro

Só me sinto bem, estando a fazer o bem.

Inserida por NinoCarneiro