Falencia
Como dizia a minha sábia mãe: "A bondade é o único investimento que nunca vai à falência"!
Pedro Marcos
Na iminência da tristeza respire fundo até que os sorri(S.O.S) cheguem, e e evite a falência múltipla de outros risos.
Sobre a importância de falhar para não falir.
Veja bem, a falência ocorre onde uma empresa ou sociedade comercial se omite em cumprir com determinada obrigação patrimonial e então tem seus bens alienados para satisfazer todos seus credores.
Trazendo para o campo mais subjetivo, falimos quando perdemos a capacidade de atuação no casamento, na relação profissional e também com os filhos, falimos quando perdemos a capacidade de atuação em relação ao outro.
Quando pensamos no campo comercial a falência se relaciona em especial com as finanças, mas a falência nas relações humanas se relaciona aos valores.
Quando um homem entra em falência para sua mulher, ele perdeu seu valor ou sua capacidade de representar algo para ela, e assim o contrário.
Quando um filho não considera mais o pai ou a mãe é porque eles perderam o valor para este filho.
Assim sendo, é preciso falhar, é fundamental atuar com o reconhecimento das vezes em que se erra, da impossibilidade tanto da perfeição como da satisfação plena.
Isto está campo do reconhecimento dos limites e acima de tudo, da possibilidade de dizer "não" para o outro.
De colocar um limite, tanto do que é possível, como do que é desejado.
Mesmo que isto traga desentendimentos e discussões, o outro não é obrigado a nos compreender e também nem sempre será capaz, assim como nós também não iremos compreendê-lo sempre.
Estas falhas, quando trabalhadas e reconhecidas na relação, e com o auto-respeito sobre suas vontades e limites possibilitam superar as crises e vivenciar uma relação mais feliz.
Senão, estará frequentemente colocando seus bens alienados ao outro, falindo relação após relação, em uma falência sem fim.
O que nos leva a falência e nos mata não é o problema que enfrentamos ou enfermidade que contraímos, o que nos mata é o pânico e desespero.
Na sociedade capitalista, o superendividamento acarreta a falência civil do homem, quebrando sua perspectiva de reconhecimento e inclusão social, cuja identidade de consumo é banida pela negativa de créditos gerados por um sistema econômico viciado de apelos.
Quando um povo chega no nível máximo do empobrecimento cultural, da degradação moral, da falência educacional enxergar o óbvio se torna tão difícil, que o ladrão lhe rouba o pão,e ele ainda oferece a dignidade.
O Brasil possui uma Economia de Incentivos. Pouquíssimos Países incentivam tanto a falência das Pequenas e Médias Empresas, quanto neste País.
*A implantação da paz tira o emprego dos guerreiros, leva à falência fábricas de armas, fecha as portas das lojas que as revendem; tira o poder dos senhores da guerra. A paz os incomoda e ameaça, por isso eles querem lhe convencer que ser pacífico é o mesmo que ser passivo. Eles querem você passivo, a paz lhe quer ativo."
Diálogo da Segurança e do Efêmero
Pós-modernidade, falência das metas narrativas amplas, talvez um novo iluminismo ou idealismo, talvez colapso da razão e com ascensão da manipulação dos signos e o valor pelo qual, todos valores vieram a serem reavaliados.
Substituímos Campos de Concentração, por Shopping Center.
Há séculos, a maioria dos pais e mães são máquinas de moer gente, indústrias da falência humana, destruindo crianças e adolescentes que se transformam em adultos quebrados e daí tudo de ruim pode ocorrer e pior, se reproduzir num ciclo lamentável.
Os ventos da solidão são constantes e frios em meu ser. A falência do amor corrói meu coração e infecta meu discernimento, me tornando um dependente viciado nos prazeres do passado recente. Como sempre afirmei, o amor é viciante! Após a sua perda, a dependência te deixa doente e requer um tratamento para uma doença crônica. Sentir-se ao menos uma vez amado causa esse mal e sua sobrevivência sempre dependerá de um amor presente e companheiro.
ESTUDO SOBRE A FALÊNCIA DO ESCRITOR
escrever é religião, é seita que se aceita na crença da doutrina de um que doa seus dedos para serem apossados por demônios vocábulos, sempre prontos a te gritar poemas e contos inspirados pela fé que se devota aos santos versados matutinos. eu perdi os lábios pra rezar, deixei de ir pra missa, não cumpri meus votos, descumpri promessas, apaguei a vela, chutei a santa, cuspi na cruz. de tanto falar, fali. e se esvaíram também as palavras, que sem mim, não se manifestam para dar consulta aos olhos que gulosos, enchiam a boca. se sou fome, culpe aos outros, que devoraram ferozmente tudo o que tinha pra comer. sobraram-me dez dedos desnutridos, que de tão abatidos tropeçam nessas últimas palavras, se arrastam lânguidos tentando alongar as frases, florear o caminho que os levarão a solitude.
Frederico Brison.
