Falecimento
►Nada
Nada, eu não sinto nada
Não tente me compreender
Viva sua vida encantada,
Eu não quero conversar
Eu não quero me enturmar
Tudo o que desejo é me matar,
Mas, nunca pensei que seria tão difícil
Sempre alguém surgi para me parar
O que posso fazer para deixar de existir?
Não vejo beleza na vida, não gosto da natureza
Não gosto da minha família, da minha rotina
Então me deixem ir, depois riam de mim
Estou carregando um peso a tanto tempo,
Que já esqueci dos meus erros.
Não me importo com o futuro
Eu fiquei preso em um péssimo passado
Evito ao máximo a luz, vivo no escuro
Sigo um relógio que está sempre atrasado
De tanto me isolar, eu virei um casulo
Acabei juntando o útil ao inevitável
Agora todos desfilam com um anel,
Até mesmo Saturno, quero ir logo para o céu
Talvez lá eu encontre a tão cobiçada paz,
Talvez lá eu não seja perseguido pelo capataz,
Talvez lá eu não sofra nunca mais
Não desejo amor, não desejo um outro calor
Quero me libertar, deixar de ser um sofredor
Fugir da garra do tempo, do usurpador.
O tempo
O tempo passa depressa,
Tão rápido que,
As vezes esquecemos dele.
O tempo passa depressa,
Mudando certezas,
Testando a dureza,
Enfeando a beleza.
O tempo passa depressa,
Fazendo velhos amigos,
Amigos antigos.
O tempo passa,
Ah! Eu sei,
Tão quieto e veloz,
Singelo,
Feroz.
O tempo passa depressa,
Não regressa,
A não ser que a memória,
Lhe cause uma 'peça'.
O tempo passa depressa,
Na saudade emociona,
Coração fica em festa.
Se a lembrança machuca,
A ferida lembrada,
Pelo tempo curada,
Fez da alma, lavada.
O tempo passa depressa,
Tudo vira enfim, passageiro,
Aproveite seu tempo ligeiro,
Antes desse relógio parar.
O tempo passa depressa...
Eu não sou daqui,
não vim para ficar.
Tudo o que eu tenho,
tudo o eu posso levar,
está no meu barco.
Agora é hora de voltar para casa.
É triste sumirem-se com os anos as pessoas que contam como razão de ser da gente e ficar delas apenas o silêncio. Não ver nem ouvir mais quem se amou, a quem esteve tão ligado quanto a Igreja a Jesus. E as pessoas morrem todos os dias: de verdade ou no coração da gente. E continuamos a viver, apesar do nada, do vazio. Mas, se de um lado perdemos os que amamos, de outro eles aumentam sempre. São a razão da vida, necessários e vitais para nós como a fé em Deus. Ele eles mergulhamos num poço escuro.
O sangue de meus amigos escorre de minha lâmina, assim como lagrimas de meus olhos; Não por lhes dar um fim, mas por nunca ter tido amigos.
Defendo a tese de que relacionamentos amorosos têm prazo de validade. E me alinho aos votos sagrados de “até que a morte os separe” juramentados na celebração dos casamentos. O ponto é: de qual morte estamos falando? As pessoas imaginam tratar-se da morte física. Prefiro interpretar como a morte do sentimento.
Somos o reflexo de nós mesmos. Se você quer ser feliz corra atrás de sua felicidade e descubra que para tê-la não é preciso de muito! Se você quer amar deve estar disposto a correr o risco de se ferir no caminho até um dia, com sorte, você acerte. Não é murmurando e lamentando que as coisas boas virão, isso fará sua vida ser ainda mais infeliz. O jogo é se arriscar, sair da zona de conforto. Como eu sempre tenho em mente. A vida não é um plano de seguro. É preciso errar, errar muito até acertar.
"Nos dias de hoje, na tal da era da informação a qual vivemos, não ter conta do Facebook, e principalmente do Google é sinônimo de sua inexistência. Diria... Algo que equivale-se à morte."
Mas ainda assim, quem resiste a eles?
São como os pecados: Prazerosos!
ÀS VEZES, O DESTINO É COMO uma tempestade de areia que o faz mudar de direção. Você pode tomar outro caminho, mas o fenômeno o atrapalha. Você volta a mudar de rumo, mas a intempérie o desvia novamente. Ela brinca por cima de você como uma agourenta dança com a morte pouco antes da aurora. Por quê? Porque a tempestade não é algo que sopra longe, algo que não tem nada a ver com você. Essa tempestade é você. É algo dentro de você. Assim, tudo o que se pode fazer é render-se a ela, andar a passos firmes em meio a ela, fechando os olhos e protegendo os ouvidos, e caminhar através dela, um passo de cada vez. Dentro da tempestade não brilha o sol nem a lua, não há direção nem sensação de tempo. Só há a fina e branca areia fazendo redemoinhos para o céu como ossos pulverizados. [...]
E, uma vez amainada a tempestade, você não se lembrará de como se livrou dela, de como conseguiu sobreviver. Na verdade, não terá certeza de que a tempestade realmente cessou. Mas uma coisa é certa: quando sair da tempestade, você já não será mais o mesmo que caminhou por dentro dela. Essa é a essência da tempestade.
Luto de 3 dias
Quem inventou essa asneira? Quem disse que três dias são suficientes para você se recuperar da perda de alguém e seguir em frente?
Quanta idiotice! Quem determinou isso provavelmente não perdeu alguém que ama.
Sim, a vida não para, as contas chegam todo mês, pessoas vivas precisam de nós e precisamos viver enquanto ainda existir ar em nossos pulmões... Mas o luto é muito pessoal. Não existe um tempo certo e cada um reage de maneiras distintas. Três dias, três meses, três anos ou uma vida inteira de luto. Como saber?
Eu posso estar vivendo, trabalhando, amando e até me divertindo, estando ainda de luto. Tem dias que estou mais enlutada do que outros. Tem vezes que reajo melhor a dor e tem vezes que nem reajo. Cada pessoa é uma, cada situação é única e cada dia é mais um dia de luta.
Não existe técnica, fórmula nem receita para a luta de superação de um luto. O que existe, para quem tem e acredita é a fé. Mas a fé não faz mágica, apesar de muitas vezes operar milagres. Mais do que isso, a fé é um aprendizado diário e constante. E são em momentos como estes que mais precisamos compreender que a fé não vai tirar a nossa dor e nosso luto, e sim nos ensinar a conviver e aceitar, entre risos e prantos, que viver é isso.
Viver não tem nada a ver com sucesso, status, fama, acúmulo de bens, conquistas pessoais, troféus ou medalhas, cargo dos sonhos, herança a receber, poupança, viagens desejadas, Disney, carro zero ou importado, mestrados e doutorados, entre outras besteiras meramente humanas... Viver é uma eterna superação.
Quatro anos formam um bacharel, dois anos formam um especialista, mais quatro anos formam um mestre ou doutor... No entanto, uma vida inteira não faz de nós especialistas em lidar com as nossas dores e perdas. Neste aspecto, seremos eternos aprendizes.
A vida nos ensina que a única certeza que temos é a morte. E a morte nos ensina que a vida não é nada daquilo que aprendemos sobre o que é viver; além de reafirmar o fato de que a morte é, de fato, a única certeza que temos.
Solidão...
Dizem que nenhum ser humano é uma ilha,
e que ninguém está realmente só,mas no final,todos sabem que isso não e verdade,
pois o ser humano por mais que esteja com pessoas ao seu redor,elas jamais poderão sentir suas dores ou alegrias,
e também não podem sonhar
os seus sonhos ou viver sua vida.
Ja a ilha não é totalmente só,
pois esta rodeada de água....
A maior prova da total solidão humana é a morte,pois você morre só,
mesmo se estando acompanhado...
Se viver é um jogo de mate ou morra
Então Corra, desista dessa coisa
Não mate, nem morra
Faça outra escolha.
Não sei quão mórbido é você se imaginar numa urna mortuária mas não deixa de ser uma visão do futuro.
Quando as pessoas dizem adeus, você morre um pouco por dentro, agora sou eu quem digo adeus, e irei morrer por inteiro
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