Falecimento
Não há porque ter medo da morte, ela já se faz presente em nossas vidas. Estamos constantemente morrendo e nascendo de novo numa mesma vida.
Basta olhar para trás e reconhecer que nunca mais seremos os mesmos.
Viver é seguir avante, desfrutando de cada momento presente, porque tudo isso que vemos, pensamos, sentimos e tocamos agora, o tempo também irá levar.
Morremos todos os dias um pouco e nascemos de novo com novas perspectivas a cada amanhecer.
Início do Fim
A morte
não é um golpe final,
nem o apagar abrupto
de uma chama que ardeu em vão.
Ela começa
no primeiro sopro de vida,
como um murmúrio ancestral
gravado na espinha dorsal do tempo,
uma promessa silenciosa
de que tudo que nasce
traz em si
o prenúncio de partir.
Somos nós
quem tenta adiá-la
ou apressar sua chegada,
como se a permanência
fosse um direito herdado,
como se o fôlego
fosse posse
de quem o exala,
esquecendo que o ar
é só um empréstimo
da eternidade.
Entre o nascer
e o desfolhar da última pétala,
somos intérpretes falhos
de um roteiro
traçado pelas mãos do acaso,
dançando na corda bamba
do existir,
prolongando cada passo
como se a terra
não estivesse sempre
a um deslize
de nos tragar.
A morte
não é antítese da vida,
mas sua sombra inseparável,
um vulto paciente
que nos acompanha
até o instante
em que já não há mais corpo
para projetá-la,
quando o vazio,
enfim,
reivindica o espaço
que sempre lhe pertenceu,
e nós,
como poeira,
nos dissolvemos
no ventre do universo.
Todos os seres vivos já nasceram condenados à morte, e essa condenação não existe Tribunal que revoga.
É próprio das pessoas normais considerar a morte como algo que surge do exterior e não como uma fatalidade inerente ao ser. Uma das maiores ilusões consiste em esquecer que a vida é cativa da morte.
Um vendaval invadiu o ar com o sopro da morte, para refletir o valor da união. O poder da escolha é absoluto. O inimigo, desconhecido, nos faz caminhar na escuridão, onde o descuido pode ser uma viagem sem volta.
Tragam-nos provas de homens que, após a sua morte física, todas as suas riquezas materiais conquistadas na Terra foram levadas com eles e lhes diremos que Jesus foi uma farsa, que Ele não foi o único Espírito puro que retornou ao Mundo para nos mostrar que daqui nada levamos a não ser o que as mãos são incapazes de carregar. Somos todos criados de uma matéria universal, matéria essa que não nos pertence, que compartilhamos e utilizamos para a evolução dos Seres de Luz que somos. Tudo aqui nos foi emprestado para trabalharmos as moléstias que carregamos ao longo de nossas existências. Libertemo-nos de toda essa ilusão, esse é o caminho para a felicidade.
Enquanto uns choram a morte tardia dos que se foram, outros se vangloriam de um falso superpoder estampado em seus rostos nus.
#covid19
A morte nada mais é do que o nosso retorno a verdadeira morada. Todo resto é pura ilusão, empréstimos que nos são concedidos por Deus para passarmos por um período de aprendizado, mas que se perderá na medida em que o tempo for passando. De concreto mesmo, apenas a Centelha Divina sobrevive a tudo, pois ela é imortal e eterna.
Dê muitas risadas, ria muito, ria até a barriga doer, pois depois que a morte chegar e o arrependimento bater, você não sofrerá por não ter dado boas gargalhadas na vida.
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