Falas do Texto a Caixa de Pandora

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A CAIXA

Dor...
Fique bem aqui, guardada
Dentro desta caixa
A caixa é escura e grande:
Grande o bastante para estar tão vazia;
Negra o bastante para o medo do escuro;
Silenciosa o bastante quando fechada.
Quando aberta é fatal!
Os gritos começam,
Provocando tamanha lástima.
Sempre a mesma música ao abri-la.
Aquela melodia chorada
Cada vez aberta, lágrimas
Rasgando a ferida.
Dor...
Não vá embora
Fique bem aqui, guardada
Dentro desta caixa
Ou quando abrirem-na
Não haverá mais nada.

Coisinhas para cuidar
.

Junte
Sentimentos
Como se coubessem
Numa caixa...
Mexa bem!

Depois, separe um a um

O que for sonho
Deixe lá dentro...
Saudades
Deixe alguns
Pedaços
Faz bem!

Amor...
Guarde com cuidado
É essencial...

Tristeza
Ah! Enrole em um papel
Amarre com correntes
E jogue longe,
bem longe
Onde seus olhos
Jamais alcance...

Amizade?!
Nem se preocupe
Foi dada a todos os anjos
E você tem bastante
Pode presenteá-la
A todos que te adoram...
Verdadeiramente.

Dentro da minha belíssima caixa de concreto e aço, sentado em minha caixa de madeira e espuma, percebo que é necessário pensar fora da caixa.
Faço linhas com a caneta traçando objetivos para o futuro, noto que há traços seus por todas as partes, preciso apagá-los.
Enquanto rodo com o carro pela cidade, os ponteiros rodam no relógio. Preciso parar de rodar minhas lembranças, buscando rememorar em que ponto você saiu pela tangente.
Na estrada, vejo as curvas do seu corpo. Reduzo para evitar acidentes. Eventualmente, deparo-me com a realidade, e voo em direção ao relento - entrego meu corpo as estrelas, que me fitam fixamente.
Deitado em uma mesa de metal, lembro como eram duros e frios os seus toques. A polícia afirma que perdi o controle ao avistar o seu sorriso. Na autópsia, o legista encontra um coração imenso e esfacelado, um estômago cheio de borboletas, e mãos que desenham poesia - Causa Mortis: ilusão.
No enterro, preferi manter os olhos fechados, havia muita dor por todo lugar. Optei pelo silêncio, pois não encontrei palavras para tal momento. Então, deixei-me.

⁠Pensar fora da caixa é descobrir que um mundo é muito mais que as suas paredes internas, é descobrir o mundo com os seus próprios olhos. E quem faz isso nunca mais se contentará com qualquer visão que lhe é imposta.
Pensar fora da caixa é pensar de maneira inovadora e além dos padrões convencionais, é deixar paradigmas para trás sem prejudicar os outros.

Estou dentro de uma caixa
Meu espirito estar quebrado
Meu corpo frasco frágil
Se um ser ocular me observasse seria como a noite se esfuma
Como se a sombra abraçasse outra...
Como se na aureola circulasse o tempo
No vácuo vazio do firmamento um cisco a deriva no gelado espaço flutuasse...
A prisão eterna do nada para segura e proteger o silencio dele mesmo...entregue circula sem próprio efeito que se esvai pedido...
Nunca vir tamanho silencio...
O fio invisível entre a vida e a morte.
tão frágil quanto o pó que dança na luz,
tão vazio quanto o eco que eu mesmo criei.
Mas é nesse vazio que encontro algo meu,
uma pequena centelha que insiste em arder
mesmo quando a noite inteira sopra contra ela.
Aos poucos entendo
que existir não é mais do que ser testemunha:
testemunha do meu medo,
do meu silêncio,
da minha queda,
e ainda assim, do meu espanto diante do mundo.
Há uma beleza simples nisso,
uma beleza tênue, quase secreta
a beleza de ser mortal.
De saber que o tempo me atravessa,
mas ainda assim sentir,
ainda assim querer,
ainda assim seguir.
Sou observador e parte,
sou poeira e pensamento.
E no encontro entre o nada que me envolve
e o pouco que sou,
surge um propósito que ninguém me deu:
o propósito de sentir o que é existir,
de existir enquanto ainda posso ir,
mesmo frágil,
mesmo pequeno,
mesmo efêmero como um sopro no espaço.
E talvez seja isso—
meu descobrimento silencioso:
não sou grande,
não sou eterno,
mas sou.
E ser, por um instante, já ilumina tudo como coração bate fraco constante
mas ainda pulsa um lampejo tênue,
como se a noite respirasse dentro do meu peito
e a sombra aprendesse a sussurrar meu nome.
Sou corpo-frasco frágil,
translúcido ao toque do vento,
e se um ser ocular me observasse,
veria o tempo escorrer pelos meus contornos
como um anel que gira sem nunca se perder,
um ciclo preso à própria eternidade.
No vazio do firmamento,
sou cisco errante,
flutuando entre o frio e o silêncio,
entre o tudo que não alcanço
e o nada que me envolve.
A prisão eterna do nada
parece guardar-me com cuidado,
como se protegesse meu silêncio
do ruído de existir.
E eu, entregue, circulo sem direção,
um efeito que se esvai, sem dono, sem eco,
esquecido pela própria ausência.
Nunca vi tamanho silêncio...
e mesmo assim, ele me olha de volta,
invadindo-me com sua boca invisível,
a devorar o que resta do meu som,
até que eu seja apenas bruma,
e a caixa, apenas um suspiro preso no infinito.

⁠Talvez a vida não lhe ofereça uma caixa com lápis de várias cores para pintar sua história,pode ser que ela lhe dê apenas um lápis preto ,mas não se esqueça,não são as cores que dão forma a arte mas sim o talento do artista.
Portanto use o seu talento pra pintar sua jornada não se limite se os recursos oferecidos não forem os mesmos ,pois no fim essa pintura chamada vida vida será única e o artista não será lembrado pelas cores que usou ,mas sim pelo impacto que conseguiu causar com sua pintura.

⁠O povo encaixotado

Disse o velho xamã
Vocês são o povo da caixa
Vivem dentro de caixas
Se deslocam em caixas

O povo da caixa se separa
Pela marca da caixa metálica
Que lhe faz viajar em segurança
Pela cidade na sua diesel lambança

Quanto maior a caixa que dorme
Maior sua preocupação noturna
Impostos e manutenção diária
Será menos triste a vida do pária?

Grandes vidros e prateleiras
Mostram produtos de última geração
O paraíso das compras desnecessárias
Shopping Center. Depressão é a sua cara

O mundo se transformou agora
Ficamos ainda mais encaixotados
Que no futuro, mais valor iremos dar
Ao ar livre, parques, natureza e ao caminhar

Oferta do Dia: Desejo em Dose Dupla


No corredor do mercado, o anúncio ecoou,


Pela caixa de som, a voz dele a conquistou.


O locutor domina, a postura é de quem sabe,


No timbre desse grave, todo o desejo cabe.


​Ele fala as ofertas, mas é nela que toca,


A voz grossa no microfone, o desejo que sufoca.


Imponente e seguro, o dono da atenção,


Fez do guanabara o palco da sedução.


​Na saída do turno, o encontro no carro,


Onde o beijo é urgente e o fôlego é raro.


Entre o câmbio e o banco, a pegada é certeira,
Transformando a rotina em pura fogueira.


​Mas o espaço é pequeno pra tanta vontade,
Eles buscam o motel no centro da cidade.


Lá o som não tem filtro, a entrega é total,
A voz que era anúncio virou prazer real.

A vida é uma eterna caixa de surpresas, cada momento, cada acontecimento, são únicos e exclusivos!
Descobri que o que existe de melhor em mim é exatamente a capacidade de me surpreender, de me emocionar e me comover com as mais corriqueiras atitudes, com os mais cotidianos fatos e ocorrências do meu dia a dia!
Percebi também que meu coração é composto basicamente de água que constantemente brota em meus olhos!
O que mais me alegra é que a grande maioria dessa descarga de emoções é positiva, vem da alma, surge exatamente da minha fragilidade em administrar as maravilhas as quais sou exposto diariamente, não canso de me surpreender com a capacidade do ser humano de se reinventar e principalmente com sua solidariedade e amabilidade!
Como é Belo o Viver! ❤❤❤🥰🥰🥰

Na real?


A vida é um quebra-cabeça sem imagem na caixa.


Às vezes, tudo parece fora do lugar, sem sentido, sem lógica.
A gente se pergunta: “Pra quê tudo isso?”


Mas aí, do nada, uma peça se encaixa.
E por um segundo, tudo faz sentido.
A dor, o amor, os encontros, as perdas.
Principalmente as perdas.


Porque é no silêncio que a ausência deixa que a gente escuta mais alto o que nunca foi dito.


E percebe que cada momento, mesmo os mais confusos, tinham um propósito.
Mesmo que só a gente entenda.
Ou nem isso.
Na real, viver é isso,
Um eterno vai e vem entre o caos e a clareza.


E talvez o sentido da vida não seja entender…
Mas sentir.


O que não vale é se perder e ser tolerável virou uma alternativa.


By Evans Araújo

Santo Kevin


Kevin que está na caixa
Santificado seja o vosso nome
Assim, na terra como em qualquer lugar


Nos livrais de se importar com os burracos que vivem nas sombras


E nos livrais de pensar mais sobre isso
Para não ultrapassar sua lente
Reluzente e protetiva


Nos livrais de todos os pecados
Antes que atinjamos a vida eterna
E se vemos no além.

Te achei


Na padaria naquela manhã ao você me atender no caixa eu te reconheci, sim era o teu rosto que eu via volta e meia através dos sonhos,


Fiquei surpreso em vê-la pessoalmente, fiquei feliz por saber que você existe no mundo real,


Algumas coisas ainda não consigo compreender, mas eu sei o que devo fazer quando tocar tuas mãos e invadir o teu coração,


Teus olhos não mentem, você também me enxergou como sendo teu na intimidade,


O teu sorriso tímido, a tua transpiração ofegante e as tuas pernas trêmulas me disseram muito sobre nós,


Meu zap tá nas tuas mãos, fala comigo quando tiver um tempinho, você sabe que precisamos conversar.

Minha caixa torácica é um livro aberto,
capítulos de suspiros, capítulos de gritos silenciosos,
que ninguém lê completamente,
mas que diz tudo,
cada vez que eu respiro,
cada batida do coração
é uma frase que escapa,
uma verdade que insiste em se mostrar,
mesmo quando eu tento calá-la.

Caixa aberta


Pensamentos voadores foram vagando em direção a ti,


Sentimentos vulneráveis foram acolhidos pelas lembranças de você,


Os teus olhares sabem falar o meu idioma,


O teu corpo é um tradutor de desejos que queima até a distância,


O que não aprendeu a ir embora, não sabe deixar as esperanças sem direção.

"Queremos mostrar às crianças que o conhecimento pode nascer das coisas simples: de uma caixa de papelão, de uma história contada, de uma conversa, de uma brincadeira ou de um material reaproveitado."
Essa visão também ajuda a desenvolver:
Criatividade.
Autonomia.
Resolução de problemas.
Consciência ambiental.
Valorização do que se tem.
E tem uma mensagem social muito importante:
"Todas as crianças têm o direito de aprender, independentemente da condição financeira da família."

Caixa que respira, isso tudo já elimina a vergonha
Anjo, padre, calcinha
Eu tenho referências estranhas para minha vida morna
Ainda morna
Folha de pavão
Pena de pavão
Não sinto vontade de ficar de pé
É estranho a desistência proto-exponencial
Falas difíceis, falas difíceis em potes


Socorro


Viva antes da vida e não morra antes da morte.

Quebra-cabeça raro



Meu coração é uma caixa antiga,
dessas cheias de segredos e fechaduras falsas.
Não se abre com força, nem com pressa,
exige paciência, silêncio e tentativa.
Cada erro ensina, cada pausa revela
que amar aqui é decifrar, não invadir.


Há códigos escondidos nos meus gestos,
pistas espalhadas no jeito que eu fico,
nas palavras que digo pela metade.
Quem me ama precisa montar peça por peça,
aceitar que nem todo encaixe é imediato
e que algumas respostas só surgem
depois de muito sentir.


E quando alguém, enfim, entende o enigma,
não encontra facilidade —
encontra verdade.
Porque meu amor não é simples,
é um quebra-cabeça raro:
cansa, desafia, confunde…
mas quando se completa,
faz todo o esforço valer a pena.

Seguir em frente quando a lagrima cai no canto do rosto
e relembramos o passado abrimos uma caixa chamada lembranças e talvez o choro passe e talvez o choro aumente, pois é nessa hora que sabemos que temos que fecha a caixa empurrar para debaixo da cama levantar a cabeça colocar um sorriso meia boca e seguir em frente.

Inserida por JrLiimaa

Coloquei numa caixa e guardei
Num baú velho agora está
Quem sabe outro dia um novo olhar
Quem sabe um dia reencontrar
Mas reencontrar doutro modo
Talvez com um novo par de óculos
Talvez com um novo sorriso
Talvez...
E assim tudo caminha
E assim tudo termina?
Não, tudo só começa.
Tudo se renova
Tudo só muda
Tudo vai e fica
Tudo é eterno e efêmero
Mas tudo não termina
Tudo...
Voltar agora seria renunciar
Renunciar sonhos e desejos
Voltar seria sangrar
Voltar seria te machucar mais
Voltar seria não voltar
Volte...

Inserida por RobertMoreiraS

Passo agora da vida horas
Mirando a caixa de luzes
E contando letras pra extravasar

Vejo-me trincar a face ao mundo
Como uma barra de chocolate
E não sinto sabor algum que tem vida

Pois não se sente gosto com os olhos
É preciso apalpar junto ao rosto
Mastigar, engolir, deitar fora sobejos

Mas a hipnose da caixa de luzes
Faz-me acreditar que tenho o bastante
Que não vale a pena o risco de viver
Alem do meu gasto horizontes

Que morrer em cima do rastro
É uma dádiva imerecível
O anonimato é uma benção
E a dor incondicional a estrada

Lembro-me além da curva
Chame de medo ou covardia
Pois volto o rosto pra meus dedos
Condicionados a três letras
O mundo, a teia e a amplitude

Preso como mosca na rede
No epicentro do mundo
Nos espelhos que ocultam faces
Que a mascara me seja leve
Que vida me seja menos ríspida

Inserida por Savanarola