Falar de Estrelas
Se o que falo também faço
Valido-me ao que é coerente, verdadeiro
Mas se o que falo simplesmente falo
Me perco no contraditório, tudo o que é falso.
As mais profundas verdades:
gostamos de ouvir, temos medo de falar e vergonha de mudar por receio de doer.
O que seria da realidade se a fantasia não a levasse pra passear de vez em quando ? E o que seria da fantasia se a realidade nunca pudesse materializa-la ?
É fácil falar para ser forte e não desistir de tudo quando se vê por fora, falar em religião, em fé, em persistir e nunca desistir da vida. Quero ver segura na mão e ajudar de verdade a sair do buraco, é bem mais difícil, é mais difícil está ao lado do sofrido e ajuda-lo a levanta do que passar por ele e apenas falar o que deve fazer!
Eu não quis falar, não quis lembrar, não queria, não tava a fim! Queria ficar na minha, mais sozinha do que nunca. Talvez quisesse dar um grito dentro do guarda-roupas isso de alguma forma me fazia bem, quem sabe pôr a cabeça no travesseiro, colocar meus velhos fones e ouvir minha playlist de fossa no maior volume possível, mas não tinha certeza se era bem isso que eu queria. Na verdade ainda não sei o que eu queria, o que eu sentia, o que eu temia; só sei que tinha algo, incomodava, chateava, me irritava! Mas como vou brigar contra uma coisa que não sabia definir o que era? Daí, minha cabeça girava 180 graus, os pensamentos voavam, o coração, esse aí coitado já não sabia mais o que sentia! Não era amor, não era TPM, não era alegria, não era carência. Os “sintomas” eram indefinidos, tanto quanto eu. Era aquela coisa sei lá o que! Preferi “denominar” de cansaço. É eu estava psicológica e emocionalmente cansada! A beira de um ataque de nervos, aturando tudo, equilibrando um mundo na minha cabeça, sem ninguém pra me segurar.
Falar de amor sem nunca ter amado é o mesmo que falar da riqueza sem nunca ter tido um único vintém no bolso, ou da pobreza tendo sido a vida inteira milionário pois... Tudo que for dito, não passará de mera suposição alimentada pela nefasta especulação.
Quando falamos mal de alguém, fazemos mais mal para nós mesmos, do que para a pessoa de quem estamos falando mal.
