Fala de Mim
Então mente pra mim
Quem sabe assim você finge que se importa
Então fala pra mim
Quem sabe no fim você não me vira as costas
O caminho que escolhi
foi tanto eu, que percorri
sem ajuda de ninguém
Mas que Deus fala por mim
-Mbuvane
Eu não quero saber de quem fala mal de mim ou de quem quase morre ao se contorcer de tanto que deseja-me o mal. Eu quero saber de quem me ama, quem acrescenta na minha vida, quem torce por mim, quem festeja as minhas conquistas, os recíprocos.
O resto, sinceramente, não significa nada pra mim, nada me acrescentam e em nada me afetam.
O que falam de mim, não diz respeito a mim!
O ser humano que fala pelas costas não é meu inimigo, é meu fã.
Em silêncio vou seguindo, vivendo minha vida sendo imprevisível, dando pouca munição para curiosos, feliz e sorrindo, enfim, enquanto procuram saber o que estou fazendo, eu vou vivendo..
Coração
Bate coração no meu peito forte,
e sente a vida, que em mim há.
Vai fala com a minha alma, cá,
diz-lhe, que nós vencemos a morte.
Sim conta-lhe isso, e diz-lhe,
que tudo está bem, sim.
Que há um caminho lindo, enfim,
por entre as estrelas, conta-lhe.
Fala-lhe do hino do universo, tocado,
quando o Grande Espírito, iniciou, tudo,
nos seis dias, em que a vida, apareceu.
E a sublime criação, sentia a união ,
naquele gesto da do logos ação.
Em que o amor ao universo se deu!
Quarentena
O deserto em mim
Fala sobre o desento em você;
Afastamento da pele
Da sua boca, do seu tato;
Onde está sua cor?!
Tudo tão cinza;
Solitário, amargo
Agora o meu mundo só cheira a Álcool...
Yáscara Samara.
Fala comigo se não eu morro
sussurra em meus ouvidos
como o vento que te toca
que sai de mim pelos olhos
e que sussurra teu nome na fria noite
querendo teu corpo e teu jeito
então por ti cada dia morro...
mas fale comigo e eu nunca mais morrerei...
Hoje em dia, eu não estou nem aí se a pessoa não fala comigo, se não é recíproca, se fala mal de mim, se não lembra que eu existo, tudo passa inclusive a consideração pelas pessoas!
CUIDADO!
Aquele que fala de mim para você...
Também fala de VOCÊ e de sua família para os outros.
A pessoa que é assim não é apenas uma maritaca, ela é PERIGOSA.
Meu status não fala de mim, de nós nem deveria ser para vós, afinal é o meu status. Mas que deixou de ser meu, quando não mais me impus, quando me curvei antes de cair, rendido ao ditador que de mim tirou em vida o status que ele não escreveu.
Quem me julgava que continue me julgando, mas lembre-se se for falar mal de mim,
fala com classe...Bjs sem chilique e engole o choro
Quer falar de mim fala...
Mas primeiro experimenta...
ninguém da nota pra um carro..
sem antes ter feito um bom teste drive...
E aos meus inimigos!
Pede-lhes perdão por mim
E se não as encontrares para se desculpar.
Fala ao vento que os perdoei.
Eles dispersarão e levará,
Como assim faz a semente do pinhão.
"Fala-se em golden twenties, mas, para mim, golden mesmo foram os nineties.
Nessa década eu perdi meu pai e minha mãe. Mas eles ganharam o teatro.
Foi nessa década que consegui, finalmente, meu grande diálogo com o público. Foi ótimo o meu encontro artístico com pessoas como Mimina Roveda, Paulo Mamede, Sérgio Brito, ou seja, o Teatro do Quatro, Marcos Frota, Marieta Severo, Sérgio Mamberti, Vera Holtz, Paulo Autran... Cleyde Yáconis... Suzana Vieira... e todos os outros que me acompanharam, Drica Moraes, Andréa Beltrão, Daniel Dantas, Guilherme Piva, Emílio de Mello, Paulo Betti, Nathália Timberg que tanto me ajudaram nesses meus sucessos tão queridos. Cheguei nos anos 90 com dois amados comunicadores: Cláudia Jimenez e Miguel Falabella. Sem esquecer Gringo Cárdia, Maneco Quinderé, a maravilhosa parceria. Meu encontro com as críticas, boas e más, de Bárbara Heliodora...
Foi a década de Pérola e tudo o que ela significou.
Pérola foi vista por mais de 300 mil pessoas, praticamente ocupou metade dessa década em cena. Pérola ficou 6 anos em cartaz.
Foi a década dos meus segundo e terceiro Molière, de meus tantos prêmios em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Foi uma década que mostrou que I´ll never walk alone, como Judy Garland canta no final de Pérola. E, pensando bem, nunca estarei sozinho. Além dos amigos, além dos “meus” atores, minhas peças, tenho meus leitores – que me escrevem, participam, dão bronca, palpite, elogiam, agradecem, se manifestam, enfim... Mas repito: escrevo para ser amado."
Introdução do livro: "Eu, minhas tias, meus gatos e meu cachorro".
Mauro Rasi nasceu no dia 27 de fevereiro de 1949, em Bauru, no interior de São Paulo.
Aos 13 anos, iniciou sua aventura pelo mundo do teatro, participando de um concurso com sua primeira peça, escrita e dirigida por ele: "Duelo do Caos Morto", assistida por Antônio Abujamra, que na época o incentivou a escrever.
O dramaturgo foi altamente influenciado pelas mulheres em sua obra teatral. A arte e a cultura entraram na sua vida pela mão das mulheres de sua família. Com poucos anos, ele era levado ao cinema pela avó. Depois, as tias é que o levavam e brigavam com o porteiro para ele entrar em filmes proibidos. Era uma situação tipo Amarcord.
O primeiro livro, "A Vida de Mozart", ganhou de uma tia. Cinema, música, literatura, tudo lhe foi passado por mulheres. Três delas foram professoras. De francês, de literatura e de piano.
Entre suas peças de maior sucesso estão: "A Cerimônia do Adeus", "A Estrela do Lar", "Viagem a Forli", "Ladies na Madrugada", "O Baile de Máscaras", "O Crime do Doutor Alvarenga", "Pérola", "A Dama do Cerrado" e "Alta Sociedade".
Muitos dos textos fazem referências a situações familiares, em que os personagens femininos, como suas tias e sua mãe, sempre tiveram papel de destaque. O autor se inspirava em Bauru para escrever alguns de seus textos.
Na TV, escreveu para programas como "Armação Ilimitada", "TV Pirata", participou do programa "Fantástico" apresentando o quadro "A Hora do Alçapão", e foi colunista do jornal "O Globo" de 1996 a 2003.
Rasi era um dramaturgo popular e também fazia sucesso com a crítica: foram ao todo 11 prêmios no teatro. "Pérola", foi um de seus maiores sucessos.
Desde cedo, o dramaturgo sempre se dividiu entre a música e o teatro. Se formou em música pelo Conservatório Musical Pio XII em Bauru, mas o teatro falou mais alto.
