Fala Comigo
Se for para ter amizade com um falso cristão,
ou seja, com aquele que vai a igreja,
mas fala da vida alheia, fique sozinho(a)
evitando assim, ser castigado(a) junto
com o falso(a) cristão!
Amigo (a) não é aquele que passa a mão pela sua cabeça para te agradar, e sim aquele que fala a realidade que a gente não consegue enxergar!
Aquele que fala do herói com desprezo e zombaria é sempre um homem em que falta atributos heróicos. O culto do herói é o princípio básico do corpo e acrescenta em muitos aspectos fundamentais a alma humana. O que salva a carne de ser ridícula é a presença da morte que existe no corpo vigoroso e saudável. É essa presença que sustenta a dignidade da carne.
O MAPA DO INVISÍVEL
(Entre o ensaio da voz e a verdade do vácuo)
A fala rascunha a intenção, mas o silêncio entrega o destino.
Lu Lena / 2026
Falar todo mundo fala. Escrever para atravessar séculos? Só um escritor faz. É o talento mais raro e mais grandioso que existe: transformar pensamento em eternidade. Enquanto outros são esquecidos em 2 gerações, o escritor vira arquivo, vira referência, vira imortal.✒️
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
A vida fala com a gente o tempo todo.
Ela sussurra em gestos simples:
no sorriso que acolhe,
no abraço que conforta,
na flor que nasce sem que ninguém perceba.
Milagres acontecem nos detalhes que o mundo apressa e esquece de ver.
Mas quem tem ouvidos atentos… escuta.
Escuta a vida dizendo:
"Calma, ainda há beleza."
"Confia, ainda tem esperança."
Porque a vida não grita.
Ela se revela no silêncio das pequenas coisas.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem coisa em mim que não se explica em voz alta.
Tem sentimento que não cabe no tempo da fala.
E é por isso que eu escrevo.
Porque escrever me permite ir fundo sem me perder.
Me permite voltar onde doeu — mas com palavras nas mãos, como quem leva flor pra cicatriz.
Eu sinto demais.
E quase sempre, em silêncio.
Enquanto o mundo responde rápido, eu penso.
Enquanto o mundo grita, eu escuto.
E quando o peito aperta, eu não reajo — eu escrevo.
Escrevo porque não sei dizer tudo com a boca.
Mas com a alma… ah, com a alma eu consigo.
E é nesse espaço entre o que sinto e o que escrevo que eu me salvo.
Me encontro. Me reconstruo. Me traduzo.
Tem gente que grita pra existir.
Eu escrevo — e isso me basta.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A vida fala com a gente o tempo todo.
Às vezes sussurra em forma de cansaço,
outras vezes grita em silêncios difíceis de ignorar.
Nem sempre dói o corpo — às vezes, quem adoece é a alma.
Escute.
Antes que a pressa cale o que o coração já sabe.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem amor que acalma.
Que chega sem pressa,
fala com o olhar
e entende o silêncio.
Amor que não pesa,
não cobra,
não machuca.
Amor que é casa,
porto,
paz.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.
Invisibilidade Relacional
Fala-se muito em caridade, em fazer o bem, não é? Pensa-se tanto em ser bondoso e ajudar, mas, às vezes, a maior caridade de que precisamos é a benevolência conosco, com a gente mesmo.
Muitas vezes as pessoas, por terem suas próprias histórias, não conseguem nos tratar como seres humanos, com o respeito que merecemos. Aos poucos, elas nos matam. Vão nos matando, e, uma hora, a gente vai olhar no espelho e ver que já morreu há tempo.
É o profundo impacto que o esgotamento emocional causa na nossa mente, gerado, principalmente, por essa invisibilidade relacional. É esse tornar-se invisível dentro das próprias relações, como se você simplesmente não tivesse voz.
Acredito, mas não queria acreditar, que, muitas vezes, aqueles para quem mais fazemos, a quem mais oferecemos e a quem fazemos o nosso maior bem são os que fazem de conta que não somos nada e que não existimos. Nos tornam invisíveis: sem voz, sem espaço, sem vez, sem escuta.
Não que a gente faça algo esperando em troca. Nunca fiz; pelo menos, acho que não. Mas o mínimo de que se precisa na vida é ser respeitado no lugar que se chama lar, que se chama casa, que se chama seu.
Nildinha Freitas
