Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Na perfeição da pele seja ela qual cor for. O traço, o risco, o rabisco, das cores não inibem a dor. O olhar atravessado daqueles que se dizem tolerantes, mas no fundo do mais profundo abismo do consciente, reina nos cômodos periféricos das mentes, todo e qualquer tipo de preconceito frequente.
Meu pai possuía um 38 o qual todo dia ficava alisando com carinho atrás do balcão da mercearia, feito a um animalzinho de estimação, lubrificando com óleo de maquinas. Uma vez matou um cachorro que estava latindo no quintal, disse minha mãe, se sentindo incomodado. Outra vez saiu correndo atrás de um cliente, essa eu próprio vi, apontando o revolver, tremulo, se o cara não corresse feito um raio, e dobrasse rapidamente a rua... Sei não. Acho que não ia atirar, mas... Noutra antes de dormir vi ele atirando logo abaixo da calçada do vizinho em frente. Perguntei: - Pai, o que é isso? - Ele disse: - Bala fria! Não sabia que raio de balas frias eram essas, se tiradas da geladeira ou não, e porque se estavam imprestáveis, como parecia, ele não jogava no lixo, simplesmente. Outra vez ia entrado na mercearia, a noite, na hora que fechou e vi um cidadão que trabalhava com ele e que havia demitido logo cedo, aproveitar, e antes que ele fechasse as portas invadir estabelecimento e sentado em cima dos sacos de farinha ameaçar ele e meu tio com um revolver apontado, se ressentindo de humilhação sofrida. Eu vendo aquilo, estupidamente, me aproximei de bracinhos levantados me sentindo feitos nos filmes americanos de faroeste que assistia na TV.
O PASSAGEIRO DA AGONIA
Nunca gostei de carnaval. E depois dessa paradinha... Num sábado de Zé Pereira resolvi pagar uma fatura do IPTU, tinha esquecido, podia ter deixado para quarta-feira, mas, muito certinho, pontual em meus compromissos, com medo de pagar juros, fui no sábado mesmo, quase carnaval, mas no Brasil tem isso não, de depender é carnaval o ano inteiro. Resolvi ir, fui no guarda roupa e peguei a primeira camisa que me veio a mão, casualmente uma camisa do Náutico, time pelo qual nutro alguma simpatia, torcedor muito sem graça que eu sou, nem de pé de rádio, não sei nem quando o time joga, as vezes por acaso, é que eu confiro no outro dia no Esporte Espetacular, o resultado. Essa camisa dez reais me custou, da marca peba mesmo, pus uma bermuda jeans e chinelas havaianas, tava arrumado. Chegando ao terminal de ônibus, embarquei no coletivo, coletivo de arruaceiros, todo mundo vestido de galo, com chapéu de galo, camisa de galo, e eu o estranho do ninho , naquele bloco em movimento, a caminjo do desfile do Galo da Madrugada, sentei-me na ultima cadeira, maior algazarra, gente pulando e gritando, feito uns selvagens enlouquecidos. Logo que a condução saiu, um fortão trajando uma camiseta do Sport, desses bombadões, exibidos, de academia plantou-se no degrau da porta trazeria com uma lata de cerveja na mão a ameaçar o motorista: - Motorista, filho de alguma coisa... Vá direto viu, se parar, vai ver! Oxi já não ia descer mais onde eu queria. E aquele expresso da agonia chegando nas imediações de Água fria, um moreno disse pro fortão: - Ei cara! Tu não pode fazer isso não. Impedir que os outros desçam. Boa Moreno! O fortão gritou: - Vai me impedir? - Vou, vou descer agora! Eita, fechou o tempo! Dá-lhe moreno! Mas... Ahhhhh.... Era brincadeira! Muito engradados, morri de rir. Mais adiante uma mocinha desse grupo, disse manhosa: - Ai fortão, tão mexendo comigo, um cara do Santa Cruz na rua, ai o fortão esbravejou: - Se eu pega um torcedor do Santa Cruz ou do Náutico, eu rasgo a camisa e deixo ele nu! Eita, lembrei que eu tava vestido com a camisa do náutico bem na cadeira ao lado dele, rapidamente, a fiz desliza, num movimento contrario a lei da gravidade, devagar por fortão não perceber, a fiz deslizar, subir minha cabeça, feito uma cobra coral rodeando meu corpo. Cala boca, cobra coral é o mascote do Santa Cruz, que desceu e se escondeu entre mim é um rapaz do lado que não sei de que time era e fiquei sem camisa. Na rua, em hipótese alguma, ficaria assim, mas dada a circunstâncias , vale tudo, é carnaval, sou folião desde que nasci. Que agonia! Queria que chegasse logo a hora de desembarcar e rir disso tudo, mas na ocasião tava tenso mesmo, torcendo que acabasse logo aquele pesadelo, correndo risco de morte, e o motorista nem ai, parar nem tava doido, Galo da Madrugada direto, expresso. Chegando finamente no centro da cidade, desceu todo mundo, só ficou eu, o cobrado e o motorista, ai que me encorajei de vesti a camisa. Quando o ônibus saiu, desci na agencia bancaria que ia anteriormente no meio do caminho, aconselhado por um senhor, do lado de fora, que saísse logo por causa de arrastões. Por isso, na semana de carnaval, eu hiberno na sexta feira e só saio prana quinta, e olhe lá.
Ser criança é uma coisa tão bela que todos nós guardamos uma parte da infância no coração e na lembrança.
Mesmo com as pessoas ao meu redor, eu sinto um grande vazio em mim, não sei porque, mas acho que falta algo que nem eu mesmo consigo imaginar.
Detesto múmias ambulantes, com cara de todo dia, sem energia, nem de luz de vela. Gente velha desde que nasceu, que parece que nem comeu. Azeda, comum, mofada. Que não se indigna com nada. Aquela leseira ambulante, constante. feito barco a deriva, folha levada pelo vento, pelos acontecimentos. Consumidora de oxigênio, ocupadora de espaço. Que vai embora e ninguém percebe, chega e ninguém nota, não se excede, não esquenta a cadeira, pela metade, nem ao menos. Gente que só muda de cara, corpo, endereço. Roupa que em qualquer um caberia, tamanho único, chave mestra. Que não improvisa, não inventa, só representa, passa pelos dias.
Neste reino.
Neste reino o que prevalece, é o ser escolhido. Neste campo de batalha, como em todos, precisa-se de soldados. Vejo os homens deste mundo e percebo que a maioria ainda não se deu conta de que este MUNDO, é o campo de batalha. Soldados das trevas se me apresentaram um dia, e caí na ilusão de achar que este era o lado mais forte. Mas desenvolvi meu espírito, e percebi que existe um outro reino - mas MUITO mais poderoso do que aquele que se me apresentou. Bem, a verdade é, que nesta guerra, trava-se um intenso combate entre Deus e o DIABO. E é aqui que está a questão: pois quem não se deu conta desta guerra ainda, não passa de um suíno e BASTARDO que apenas está sendo preparado para a ceia de Natal. Esse preparo, envolve um belo prato dos manjares da sedução. E como acompanhante o vinho do engano. Incha-se o BASTARDO, e no forno será assado com uma bela MAÇÃ.
14 de dezembro de 2011 às 20:25 h
Chegar aos 80, 90, 100 anos é uma conquista, um premio sobre os vícios, a base de muito exercício, dietas, noites bem dormidas, avesso a noitadas. Mas, ouvi dizer, que o que muito incomoda, por outro lado, nessa altura da vida, aos chegados, é se arrependerem do que não fizeram, agora impossibilitados, de algumas coisas, inclusive, que se fizessem, ao longo de suas vidas regradas, talvez não tivessem alcançado tal longevidade.
Multiformidade feminina.
- Valhas-me tu, oh! carissíssima dama,
por mil lindas mulheres.
-Valhas-me tu, óh! donzelíssima dama,
um toque teu em meu rosto, Por mil mãos que me acariciam!
-Valhas-me tu, óh! Prendadíssima dama,
a voz, mais que a de mil vozes femininas.
-Valhas-me tu, óh! Adornada dama,
um apertado abraço,
Qual mil mãos femininas que me acariciam.
-Valhas-me tu, óh! Delicadíssima dama,
um beijo teu, qual mil
lábios femininos que me beijam!
E sentirei teus mil sabores, óh! Dama dos beijos melíficos!
Valhas-me tu, óh! Amada minha,
a melodia musical que sai de tua boca, Como mil músicas cantadas por mil lindas mulheres, quais os coros angelicais!
-Valhas-me tu, óh! Simpatissíssima dama,
o charme que te enfeita o rosto,
Por mil mulheres que me possam agradabilíssimas serem.
-Valhas-me tu, óh! Bracinívea dama,
teu corpo qual neve,
por mil corpos transparentes pela doçura da pureza!
-Valhas-me tu, óh! Linda dama,
teu cabelo qual cascata de mel,
Por mil cabelos quais cristais derretidos em forma de chuva!
-Valhas-me tu, óh! Princesíssima dama,
com teu diadema na testa,
Mais que a mil rainhas em seu palácio, prontas para me servirem.
Porque tu, óh! Encantadora dama!!!
Vales-me mais que mil donzelas feitas pelo mais rico diamante!
Pois teu único e solitário jeito de ser,
É-me multiforme.
E tua multiformidade preenche-me à ausência de mil mulheres!
Data. 3.10.2012
"Para ter sucesso na vida, desista."
O sucesso, as decisões, a desistência, a insistência e o inimigo.
O sucesso depende totalmente das suas decisões. Desde uma perspectiva mais externa, como o que você quer ter ou fazer, até uma mais fundamental, como quem você quer ser e como vai se comportar, tudo é uma questão de decidir.
E decidir não é mais do que desistir de tudo. De tudo menos uma coisa, uma ação, uma atitude, uma virtude, um hábito. Você decide ser mais calmo e compreensivo, então desiste de tentar vencer os outros, de os convencer da sua opinião, de argumentar tudo o que não concorda.
O inimigo é que não te deixa desistir. Ele é que quer que você tenha tudo, faça tudo, saiba tudo, esteja sempre certo. Porque errar mancha a sua imagem, você perde notoriedade, prejudica a sua tribo. Então o inimigo quer que você pareça poderoso. Ele tem nome. Ego.
"Despido da armadura do ego minha fortaleza se revela."
Mesmo que você esteja cercado, encurralado e lutando sozinho pela sua causa.
O que te permite continuar agindo certo, com passos firmes? O que te mantém impávido sereno e tranquilo?
A ausência de ego.
O ego precisa de validação. Precisa arrumar seguidores para a causa. O ego precisa de likes e de apoio externo.
O espírito não. O que está certo, está certo mesmo que ninguém faça. E o errado está errado mesmo que todos façam.
O Espírito segue sereno frente a opiniões contrárias. Não se importa de mudar de ideias e pedir desculpas. O espitirto nunca poderá ser derrubado porque vibra noutra frequência.
"A verdadeira iluminação é conseguir avançar em meio as trevas mais densas."
A verdade sobre o seu futuro, direto ao ponto.
Só há uma maneira de agir. Olhar para o momento presente e escolher a melhor ação a tomar, com base na situação atual e ao ponto que você quer chegar. Não se apegue as suas expectativas e lembre-se sempre:
- A vida é um espetáculo de co-criação sua com o Universo. O que você está passando é para o seu crescimento espiritual. Tente entender a lição, afinal você escolheu tê-la.
