Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Porque ter pressa?
Oque vale a pena na vida
Chega com calma dispersa.
Da próxima vez que tu chegar
Me avise com antecedência
Quero ter tempo de me apaixonar
De olhar nos teus olhos mais demorado
Só assim meu cérebro impaciente
Enxergará o quão bom é estar ao teu lado.
"Tranquilamente com pressa"
E lá fora tudo está conturbado
Pouco a pouco o mundo vem tomado rumos incertos
E aqui dentro, no que é íntimo, e com todas forças tento manter controlado,
É onde a "relatividade" toma conta dos meus versos.
Relógio trabalha mais de pressa
Quero o momento de aproveitar minha jornada
Quero ter meu tempo com ela,
Minha vida calmamente aguarda lá fora, está a minha espera...
Que teu sorriso sincero seja sempre assim
Espontâneo, aconchegante e inexplicavelmente belo
Que me remete ao sol, desse, que fizeste brilhar dentro de mim
Que esse seja o nosso único e verdadeiro elo
O de partilhar oque temos de mais verdadeiro e honesto
Momentos mais rápidos do que podemos calcular
Mas que nos faça valer a pena relembrar
Com ele estampado em nossos gestos discretos.
Se eu fosse suficientemente egoísta, tomaria para mim toda a luz do nosso "mundo",
Roubaria de Sirius seu brilho e diria: "ele sempre me pertenceu",
E cada coisa que minha luz tocasse, meu seria tudo.
Se eu fosse suficientemente egoísta, te faria a Terra, e meu brilho seria só seu...
Que no meio do turbilhão de tantos pensamentos
Eu possa parar e me ouvir nem que seja por um breve momento.
Não precisa fazer sentido agora, que a busca seja continua e não para ontem,
Só preciso seguir por aquele caminho, aquele, que meus sentimentos despontem.
"A arte do meu encontro"
E que contradição, poesia não deveria ser sinônimo de solidão?
Tudo o que Você é, se torna antítese perante a arte do desencontro.
Refuta com oque és, aquilo que deveria ser só consternação.
Hoje agradeço a nossa sina[?] A razão do nosso encontro.
Uma beleza irredutível e majestosa ao seu modo, ela reflete
Reflete com um brilho que não é próprio, mas com todo direito o fez seu,
Tomou daquele que muito possuía, e nos deu, assim como fez Prometeu
Agora ilumina à noite, e com uma graça singular esse ciclo sempre se repete.
Que a coragem de na escuridão "Ser" seja plena.
Fulguras tal qual como a lua, plenamente, plenilúnia.
Se a imensidão do universo não fosse tão explorada por grande parte dos poetas,
Se não tivesse se tornado clichê comparar brilho impossíveis de nebulosas com os olhos castanhos de alguém.
Quem sabe assim, com linhas inteligentes, expressivas e munidas de falsa modéstia.
Poderia te admitir sem qualquer medo, que como você, não existe mais ninguém.
"Pensamentos reservados"
De quando em quando tentava manter meus pensamentos reservados,
Mas que tolice, um aspirante a poeta não poderia ter esses sentimentos controlados.
Escrever era oque eu mais queria
Me expressar de maneira, que à mim não fosse negligente
Tentava sempre a meu modo fazer oque me cabia
Desse jeito talvez cessasse oque consumia minha mente.
Mas era incapaz em todos aspectos
Me faltava experiência e talvez toda uma vivência.
Em todo modo não poderia deixar de procurar
Pois a mim mesmo tinha muitas coisas à provar,
Seja de um modo não convencional, afinal, ser sensível hoje em dia é quase banal.
E escrevo isso só para mim, nem tudo que há de mais profundo minha timidez me permite demonstrar
Não é fraqueza nem orgulho, muito menos medo de reprovação, é só meu modo confuso de pensar...
"É ela que passa"
E meu mundo, que nunca foi silencioso, tornou-se uma sinfonia,
Quando TU chegou com aquela única e peculiar melodia.
Mas pausas nas canções são necessárias,
Afinal qualquer um espera enquanto aquela Garota com um doce balanço passa.
Tudo é tão passageiro que as únicas coisas validas que podemos vivenciar é o amor, é a própria evolução pessoal nessa finitude; é viver a verdade de cada um sem máscaras. O que deixa nossa marca é o que faz parte parte da humanidade nesse todo onde todos somos iguais. O destino é comum. Aqui é passagem, não é destino. Sejamos humildes.
Estamos abaixo do mesmo céu, olhamos e vivenciamos o mesmo luar.
Espectadores das mesmas trivialidades, indiferentes a quão longe estão do nosso toque.
Igualmente se dá a distância que se criou entre nós, mas com a mudança das estações viemos a se habituar.
A tristezas tanto feriu, mas saiu impune,
Cicatrizou mas a custa de muito, não há nada que o tempo não cure.
E nesse campo imenso que só cabe o Eu,
Me reinvento, confessando que você nunca me pertenceu.
Não sinta muito por mim, deixe eu sentir,
Não posso me conter, oque eu sou transborda de mim.
Serei eternamente essa turbulência de sentimentos por isso não me contento
Sinto demasiado e isso me faz ser oque sou, eu mesmo, inteiro,
Um um cosmos em constante expansão, disperso, imerso,
Que a entropia ganhe vida, cores, e versos
Que minha Expressão transcenda para outros universos.
