Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
O homem busca por respostas, mas não às aceitam quando elas estão bem na nossa frente. Como poderia existir tanta harmonia no universo e acreditar que não haveria ninguém por trás disso, ou que tudo seria obra do acaso?
Um dia tropecei no acaso.
Uns dizem que foi sorte...
Outros, que era apenas o destino se cumprindo.
Ah, mas nada me tira da cabeça (e do coração)
que aí tem dedo de Deus!!
A chuva cai
Pra uns ela é bênção
Pra outros sofrimento
Tudo depende
Cada um tem uma vida
As coisas boas da vida só são bem usufruídas por aqueles que tem por alguma razão seja ela sorte, os cosmos, Deus, as energias positivas, enfim, tudo depende.
Mas daí vc pode dizer lute e corre atrás que consegue, como eu disse tudo depende, pois muitos lutam, correm atrás e mesmo assim não conseguem o êxito tão desejado.
Pra uns bênçãos
Pra outros...
Sorte?
Deus?
Uns com tanto e outros sem nada
Será o acaso?
Se for Deus ele é injusto
Porque pra uns e pra outros nao?
Seria acepção de pessoas?
Como no início deste texto a chuva que deveria ser bênção pois ela representa a vida, ela é maldição pra muitos que tem suas casas alagadas, seus móveis destruídos, enquanto outros gozam do conforto de seu lar
Tem pessoas sofrendo
Porque?
Até quando essa desigualdade social?
Não sei
Tudo depende.
Em tudo há um grau de inteligência e criatividade. Só o acaso não poderia ser tão inteligente e criativo. Deus não só existe, com também faz pensar em sua existência!
Recomeçando
Não importa em que momento da vida se perdeu, ou quanto tempo desperdiçou com coisas que hoje julga banal.
De maneira alguma o tempo pode ser desperdiçado, mesmo que por vezes sintamos este sentimento e nos culpemos por tantas falhas e erros cometidos, o tal “tempo perdido”. Costumo pensar que tudo que fiz até hoje no qual não obtive os resultados que tanto esperei, não passaram de contra tempos e eventualidade que a vida colocou para eu descobrir algo. Mesmo que este algo tenha me atrasado no percurso.
Atrasar-me? Sim! – Isso mesmo que você leu. Estes dias andei pensando, quantas e quantas vezes nós antecipamos os acontecimentos, bom, tentamos antecipar. Perdemos nosso precioso tempo julgando os eventos e por muitas e muitas vezes quebrando com sua cadeia lógica e precisa. Percebi que tudo, absolutamente tudo tem o tempo certo para acontecer, e julgo este, “o tempo de cada um”.
Por estes dias me peguei rindo do destino, pensando, “que danado, como pode esse tempo todo me atrasar?” – Nesta caminhada toda, sofri, chorei, senti raiva do destino, me revoltei com Deus! Meu Deus, como pude eu me revoltar com o Senhor? - Xinguei o acaso, atirei em todos os lados, cai, me levantei, andei, persisti e persegui o ritmo de tudo. Ora me via com tudo, outrora me via sem nada. Em um momento eu podia tudo, em outro eu não passava de um nada. Muitas e muitas pessoas cruzaram meu caminho e aos pouco iam levando um pedaço de mim. Com algumas eu sorri, com outras me iludi. Com amores eu sonhei, e deixava aos poucos de me amar. Foram tantos contratempos, que creio, alguns de vocês já passou por isso e ainda passam, como eu também, pois afinal, estamos no mundo e vivos, desprotegidos de todas essas adversidades.
- Estamos à deriva do acaso? Meu Deus será isso?
Bom, cada um aprende de uma forma, cada um de nós lidamos com tudo isso de uma maneira. Pois aqui ao criar o desfecho para esta reflexão, vai a forma como eu lido com isso. Será de valor para alguém? Não sei, mas está dando certo pra mim.
“Você não está sozinho nessa! Se olhar pro seu lado verá seu próximo passando pelas mesmas coisas, e sabe por que a vida não é perfeita para todos? Porque Deus não poderia deixar que você, exclusivamente você sofresse sozinho. Deus sofre conosco, mas não pelos mesmos motivos, mas sim, porque Ele deu ao ser humano a profunda capacidade de compreender uns aos outros, de passarmos por coisas semelhantes, por que só assim poderíamos entender a pessoa ao nosso lado, só assim poderíamos descobrir do que é composto o amor, o companheirismo, a amizade, o trajeto da vida. E ainda sim nossos olhos se voltam unicamente para nós mesmos e no tempo que estamos perdendo.”
Enquanto eu achava que estava desperdiçando o meu tempo, a vida se estagnava, mas quando passei a entender a dor, e a viver essa dor junto com meus semelhantes, descobri a felicidade. “A felicidade esta na dor?”. Se é isso que se perguntou, digo então que não, mas sim no fato de finalmente sentir que não estou sozinho nessa, que meu tempo não é em vão e que não importa em que momento da vida eu tenha parado, sempre há uma nova forma de recomeçar. A verdade é que a vida me concedeu tantos contratempos porque a hora do verdadeiro milagre acontecer é agora. Acreditem nessa verdade e entregue ela a Deus, acreditem uns nos outros, nas suas capacidades, não se lamentem, vivam cada dia e acreditem no tempo mas acima de tudo, creia nos milagres que ele é capaz de nos trazer.
"Acaso pensas que o acaso está incluso nas permissões do Altíssimo que tudo perscruta e sonda? Vives então, um caso com o equívoco. Fatalidade? Quando Deus abençoa algo, até o mal, ao final, contribuirá para a redundância do êxito. Ações em cadeia que por fim deverão, de uma ou outra forma gerar o bem. Deus é justiça plena e infalível. Limitações e ignorâncias são humanas, jamais divinas. Merecemos, isto sim, infinitas misericórdias. A do recomeço - um novo corpo, uma nova história, uma nova oportunidade de redenção -, por exemplo, apesar dos nossos reincidentes equívocos, é só uma delas - das misericórdias."
Quando uma coisa que parece ruim acontece com você, ao invés de creditar este acontecimento ao seu destino, porque você não olha um pouco para trás e presta atenção em todos os seus atos?
Nenhum objetivo se conquista por acaso. Para alcançá-lo, é preciso acreditar e lutar com toda a força — o restante, Deus faz, e isso é quase tudo.
Confesso, que tenho muito mais dividas com o acaso do que com minhas propositais e artificiais projeções.
O que sabe o meu peito
dessa dor que o dilacera?
Acaso estaria pronto para todas as aflições
que esse amor encerra?
Nele há encantos e sorrisos,
mas também dores e inquietações
que roubam do nosso coração a calmaria.
Cika Parolin
A Paz da Alma
não cai do céu, ao acaso...
Ela é resultado da constante vigilância
das nossas fragilidades
e do esforço tenaz em buscá-la
em todas as situações,
por mais adversas que pareçam.
Cika Parolin 21 de julho de 2016
Se...Se...
Se tivesse sido assim,
se tivesse sido "assado"...
o acaso também se atrasa
e nós é que tomamos
o "bonde trocado"
Se desembarcássemos antes
e se tivéssemos esperado?
Nada foi, tudo poderia ter sido...
e nós, repetindo a velha pergunta:
e se não tivéssemos feito tudo errado?
Cika Parolin
Meu incauto coração
teima e teima...
e não entende o que alerta a razão.
Acaso já não deveria saber
que se quiser algum sossego,
precisa manter bem firmes
os pés no chão?
Cika Parolin
Súbito amor
surgido ao acaso.
Tão rápido quanto chega,
ao primeiro golpe de vento,
evapora
e some simplesmente,
seguindo seu efêmero destino.
Cika Parolin
O acaso também se atrasa...
As verdades se desnudam por acaso.
Quanta entrega desperdiçada;
tudo porque o acaso se atrasou.
Cika Parolin
Uma boa técnica para a prática da escrita é:
Ao acordar pela manhã, se acaso lembrar
do seu sonho,
escreva-o.
A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira.
A. impossibilidade de participar de todas as combinações em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. […] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas — basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer registrá-los, quanto mais dirigi-los à minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, uma porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância.
