Experiências
As experiências de muitas pessoas não foram descompactadas interiormente, então nenhuma delas foi revelada para o espanto do saber.
“O despertar do corpo não é apenas um evento físico, mas um portal para novas experiências e aprendizados que o dia oferece.”
ONDE A PALAVRA SE EXTINGUE E O SER SE REVELA.
Há experiências humanas que ultrapassam a jurisdição da linguagem. O discurso organiza, delimita, conceitua. Contudo, certos afetos não cabem em definições. Eles irrompem na consciência como forças originárias, anteriores à própria formulação racional.
O amor, nesse horizonte, não é mera emoção episódica. Ele constitui uma modificação estrutural do ser. Quando alguém se reconhece transformado pela presença do outro, não está apenas vivenciando uma sensação agradável. Está experimentando uma reconfiguração delicada. A alteridade deixa de ser exterioridade. Torna se dimensão interna da própria identidade.
A linguagem falha porque opera por abstração. O afeto, porém, é experiência concreta e totalizante. Ele envolve corpo, memória, expectativa, imaginação e vontade. A palavra descreve fragmentos. O amor unifica. Por isso, diante da intensidade afetiva, o sujeito frequentemente declara sua impotência verbal. Não é pobreza intelectual. É excesso de realidade.
O encontro autêntico com o outro possui densidade metafísica. Ele suspende a trivialidade do cotidiano e inaugura uma nova percepção do tempo. O instante compartilhado pode adquirir qualidade de eternidade psicológica. Não porque o relógio pare, mas porque a consciência se dilata. A experiência torna se qualitativa, não apenas quantitativa.
O toque, o olhar, o sorriso, são gestos aparentemente simples. Contudo, encerram uma simbologia profunda. O corpo não é mero instrumento biológico. Ele é veículo de sentido. No gesto, o invisível torna se visível. A interioridade manifesta se sem necessidade de longos discursos. O silêncio entre duas pessoas que se compreendem pode possuir mais conteúdo do que tratados inteiros.
A separação, por sua vez, revela outra dimensão da experiência amorosa. A ausência não anula o vínculo. Pelo contrário, evidencia sua interiorização. Quando o outro não está fisicamente presente e ainda assim permanece ativo na consciência, percebe se que o amor não depende exclusivamente da proximidade espacial. Ele inscreveu se na memória, tornou se parte constitutiva da estrutura psíquica.
Do ponto de vista psicológico, tal fenômeno demonstra que o afeto genuíno reorganiza prioridades e valores. Ele desloca o centro do ego para uma dinâmica relacional. O sujeito deixa de existir apenas para si. Passa a existir também em função de um nós. Essa passagem do eu isolado ao eu partilhado representa uma maturação da personalidade.
Há ainda um aspecto decisivo. O reencontro. Toda vez que duas consciências se aproximam após a distância, ocorre uma espécie de renovação existencial. O amor autêntico possui a capacidade de recomeçar. Ele não se limita ao impulso inicial. Ele se confirma na constância, na decisão reiterada de permanecer.
Sob uma perspectiva mais ampla, pode se afirmar que o ser humano realiza sua plenitude não na autossuficiência, mas na comunhão. A experiência do amor revela a estrutura relacional da existência. Somos constituídos pela abertura ao outro. A solidão absoluta não é ideal de grandeza. É empobrecimento ontológico.
Assim, quando as palavras se mostram insuficientes, não se trata de fracasso. Trata se de reconhecimento. Há dimensões da vida que não se deixam circunscrever por definições. Elas exigem presença, entrega e silêncio reverente.
O amor, em sua forma mais elevada, não é espetáculo emocional. É uma escolha reiterada, uma disposição ética, uma decisão de permanecer e de elevar o outro consigo.
E quando o verbo já não alcança, resta o gesto. Quando o conceito se esgota, resta o olhar. E quando tudo parece silencioso, é precisamente ali que o ser fala com maior verdade.
A vida muitas vezes nos faz passar por situações, que nos faz ter experiências. É normal pensar muito antes de tomar uma atitude, me acredito que não agimos assim por ter medo das consequências. Até porque, na realidade as consequências faz parte da vida... pensamos no erro, mas errar é humano,não é?.. Ou seria errar uma forma de descobrirmos até onde podemos chegar. Aí pensamos na liberdade... seria a liberdade uma forma esplendorosa de sermos felizes??..
❝ ...Já tive varias experiencias, muita luta
dor e lágrimas nesta minha vida. Mas
hoje nada me abala, aprendi a lutar e
mesmo sagrando nem dói mas. Já senti
a dor da derrota, e também o sabor da
vitória. Nada mas me abala, minha Fé
é inabalável, pois Deus esta sempre no
controle. Posso perder uma luta hoje,
pois ninguém é perfeito, mas amanhã
sei que vou ganhar a guerra. Esta Vitória
já esta escrita nas mãos do Criador...❞
--------------------------------------Eliana Angel Wolf
As experiências da vida, são bagagens do cotidiano e aprendizados que me torna experiente e resistente!
Estar com pessoas que agregam valores e viver momentos que acrescentam experiências, nunca será uma perda de tempo, sempre será um investimento!
Sim! Eu sou uma alma velha, cheia de cicatrizes que adquiri pelo caminho. E nessas experiências errantes, acumulei estórias e histórias, tragédias e glórias, e exibo com orgulho cada uma delas, pois, ou foram forjadas na dor ou no amor, e delas, formaram o homem que sou hoje: imperfeito, cheio de falhas, mas justo, capaz de reconhecer onde sou bom e onde preciso melhorar. A vida é um diamante bruto que requer lapidação do nascimento até o nosso último suspiro. E mesmo com todo o esforço, jamais seremos suficientemente bons, mas cabe a nós a obrigação de continuar esse trabalho dia após dia se quisermos manter o brilho.
Autor: José Luis de Lima Martins
24/04/2025 - 09:36 a.m
Gente que admira pessoas que conseguem aprender com experiências alheias, mas é o oposto: só aprende se quebrar o nariz.
O próprio.
Ela era um poço de amores. Profunda e intensa. Seus sentimentos contrastavam com as experiências dolorosas que a marcou profundamente. Aquelas eram cicatrizes que um dia serviriam para mostrar que apesar dos pesares ainda vale à pena acreditar na legitimidade de alguns sentimentos. De manhã olhava pela janela, tomava um banho quente, arrumava o cabelo e antes mesmo de colocar os pés fora de casa pensava: "Hoje é meu dia!", e assim o fez, por todos os dias que se seguiram. Foi apenas amor, negou - se a rotina de pensamentos vazios e a preencheu - se do que mais possuía: sua luz.
Amizade: palavra forte! Tem um amigo? Ótimo! Você tem com quem dividir suas experiências, decepções, alegrias e não estará sozinho nunca, mesmo que o amigo esteja ausente.
Tem dois amigos? Nossa! Você é privilegiado! 🙏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 Tem três, quatro ou mais? Você é diplomata na ética da vida e realmente sabe dar valor ao que realmente interessa! Não é dinheiro, você não leva dinheiro pra outra vida🙂 não é carro do ano, bens imóveis... Porquê você também não vai levar pra outra vida🙂 más, pode levar a saudade que ficar mediante o que você significou enquanto existência. Vai deixar um rastro, tipo, o perfume da vida que você viveu. Um cheiro de alguém que só queria ser feliz contribuindo para a felicidade alheia, sem se importar com opções, status, religiões. Só a honestidade que resolve tudo e a amizade que é o perfume da vida. Então... Para o teu frasco de recordação, que Deus lhe envie o perfume das verdadeiras amizades.
Quanto mais me abro para ter experiências salutares, mais percebo que não sou humana. Sou um ser espiritual em uma experiência humana.
