Excerto de textos sobre Fugir
E na tentativa de fugir dos problemas... Ela Passava horas e horas escutando músicas sempre no volume mais alto! E assim não se importava com mais nada... Embarcava em uma viagem em seu universo paralelo, na sua música. E esquecia se totalmente que o mundo real existia, Ela fechava os olhos a imaginação fazia o resto.
-Prates, Leticia -2015
os rios foram feitos pra fugir
cada um de sua própria condição
de ser líquido e linear; perene
e ao mesmo tempo efêmero; lírico
e econômico - pois que recurso natural-
único e múltiplo; imóvel, mas fluente
ou, simplesmente, fluvial-
mas por isso e felizmente
tão somente por isso
os rios foram feitos pra fugir,
fluir, não pra analisar
-nunca pra analisar!-
para fugir.
Não há nada igual é tão especial,
Pressentir a falta que há de se ter,
Fugir para se encontrar no olhar,
Certeza da incerteza de saber,
Que bom seria não resistir,
Querer para merecer,
No labirinto que é sentir,
Corre-se em círculos para não ceder,
Na linguagem própria omitir e admitir,
Descrença e recuo para o sentimento morrer...
Quer um conselho?
Corre, foge, vai embora...
É sério! Ainda da tempo de fugir de mim. Porque perder seu tempo comigo? Com minha confusão mental e sentimentos em excesso? Se você for embora agora não vai doer muito. Por favor, não espera eu te amar pra você decidir ir. Não faça eu me apaixonar pelo seu sorriso, se ele vai ter outro alguém como motivo. Se quiser ir agora eu não vou impedir, mas se decidir mesmo ficar, fica pra valer.
Eu não sou essa garota fria que todo mundo vê. Se você tiver um pouco mais de paciência ,vai entender que na verdade meu temperamento ríspido e meu jeito de durona é na verdade só uma armadura que criei para me proteger dos espinhos que as pessoas oferecem camuflados de rosas. Me desembaralha, me descobre, me desmonta e tenta me conhecer melhor. Por favor não perca seu tempo comigo se não for capaz de entender meus medos. Eu sou uma garota como tantas outras, porém um pouco fechada... É que traquei meus sentimentos e não sei por quanto tempo eles continuarão perdidos dentro de mim.
Meus excessos de sentimentos perturbam meu Coração... Eu já cai tantas vez que cheguei a perder as contas de quantas. Algumas pessoas me chamam de Fénix e afirmam que sou capaz de renascer até das cinzas, outras brincam falando que sou do tipo que cai sempre de pé, pronta para levantar. Eu sinceramente não sei quem sou de verdade. Não sei se sou a fortaleza que todo mundo vê ou se a garota que chora todas as noites no travesseiro. Talvez eu seja a garota amedrontada, na aparência de uma mulher destemida. Talvez nem eu saiba em exato quem sou. Eu não costumo reclamar da solidão, até gosto da minha própria companhia, mas há momentos na vida que sentimos falta de alguém que nos abrace e mande embora nossos medos mais bobos. No meu peito carrego uma cicatriz, é a marca de tantos abandonos.
Todo mundo tem vontade de fugir para um lugar bem distante. Só não o fazem por uma simples pergunta que ronda as mentes e atormenta as almas. Não é o medo que paralisa os homens. Nem a fome, solidão ou mesmo a guerra. O que estagna é não saber de onde veio e o mais importante. É não saber para onde deve ir.
Por isso a distância lhe parece tão bela.
Boa Noite
Coisas que não podemos fugir
Se eu tivesse prestado mais atenção aos sinais de Deus, e pudesse imaginar o quanto meu velho modo de vida me prejudicou, e quase me matou, jamais teria descoberto, um novo modo de vida para viver. Portanto existem coisas na vida que realmente temos que passar pela vontade de Deus, porém cabe a eu fazer as escolhas.
Senhor, não consegui fugir de ti<br>
No mundo eu me escondi<br>
E você me achou, me resgatou. <br>
<br>
Pai, das trevas você me tirou <br>
E mesmo sem eu merecer<br>
Me deu teu amor, e me amou. <br>
<br>
Por muito tempo eu me vi perdido<br>
Sem nenhum rumo ou caminho a seguir<br>
Mas tua luz estava lá comigo<br>
E hoje eu posso dizer... e hoje eu posso dizer.... <br>
<br>
Eu seguirei o teu caminho<br>
Na tua casa eu vou morar<br>
Eu deixarei de andar sozinho<br>
E com você vou caminhar.<br>
Senhor, não consegui fugir de ti
No mundo eu me escondi
E você me achou, me resgatou.
Pai, das trevas você me tirou
E mesmo sem eu merecer
Me deu teu amor, e me amou.
Por muito tempo eu me vi perdido
Sem nenhum rumo ou caminho a seguir
Mas tua luz estava lá comigo
E hoje eu posso dizer... e hoje eu posso dizer....
Eu seguirei o teu caminho
Na tua casa eu vou morar
Eu deixarei de andar sozinho
E com você vou caminhar
Por vezes penso em fugir
fugir de mim
fugir da solidão
fugir da saudade
fugir da vontade
fugir da verdade
fugir ...
fugir de tudo ...
Mas em cada fugida e canto que eu vá
Descubro que ali estás .
Até no meio da poeria do meu quarto
no papel amassado com poemas
no porta retrato pelo avesso
na vitrola do pensamento
na água salgada dos meus olhos.
Sim,tu estás em todo canto
que eu vá
no chão do meu relento
no corredor do sufocado vento
em todo grito do meu silêncio .
Nosso beijo
Vou agora buscar inspiração naquele momento.
Em que fizestes fugir de mim todo desalento que outrora me ser cava.
Meu coração não mais cheio de solidão canta alegre uma linda canção;
Em que diz seu nome me lembrando ‘’Nosso beijo’’.
Vi em seus olhos meu sorriso, e em teu sorriso meu sonho.
Mas se por um momento fechar os olhos, lembrarei, daquele momento:
Em que me olhou, e olhando me beijou.
Impossível esquecer, fácil de entender. O meu coração só faz te querer.
Por isso, mais uma posso dizer:
‘’AMO VOCÊ’’
Resolvi alçar voo
Fugir desse tal amor que dizem, é atemporal
Fugir dos parâmetros normais
Esperar que ...
O tempo se encarregue de desbotar o caminho de volta
Mas o amor... ah, ele continua lá com suas pegadas cor
de vinho tinto...
Gritante como sangue
Nem gosto ! Prefiro tantas outras cores!
Eu!?
Bem....
╰╮╰キ╮╰╮ Continuo voando
Tristeza é coisa pra se encarar. Não adianta tentar fugir, sem olhá-la, sem reconhecê-la, sem chamá-la pelo nome, porque ela costuma nos alcançar de novo quando cansamos de correr. Não adianta enxotá-la porta afora, sem ouvir o que quer nos contar. Ela finge que vai embora, mas fica lá no cantinho da gente, escondida, sem dar um pio, deixando que continuemos a mentir um bocado para nós mesmos. E quando a gente está todo prosa achando que ela já foi, ela surge diante de nós e nos pergunta se já podemos lhe dar um pouco de atenção.
Tristeza é coisa pra se assumir. Não adianta colocar-lhe à força um nariz de palhaço para disfarçá-la. Enchê-la de purpurina, confete e serpentina, e exigir que sambe no pé o último samba-enredo da escola do coração. Não adianta tentar embriagá-la, porque, depois da ressaca, ela costuma acordar ainda mais chata. Chatíssima, aliás. Não adianta tentar seduzi-la com rodízios de pizza, feijoadas e churrascos. Ela vai comer tudo, empanturrar-se, e depois do café e da soneca vai bater em nosso ombro, a pança cheia, e nos dizer que ela não é boba nem nada.
Tristeza é coisa pra se olhar. Não adianta fazer de conta que ela não está lá, olhando pra gente com aquele olho comprido de quem quer colo. Com aquele ar de passarinho com dor de garganta. Com aquela cara de dia cinza em que não bate sol no nosso quintal. Podemos não gostar do clima que ela tem. Das coisas que nos revela. Dos medos que desperta. Do itinerário dos seus dedos, que apontam dores que ainda não foram curadas. Não dá para ignorarmos que também faz parte da vida. Que, querendo ou não, em algumas circunstâncias vamos mesmo encontrá-la.
Muitas vezes eu me flagrei tentando fugir da tristeza com os recursos mais absurdos. Alguns, até patéticos. A nossa maneira de lidar com as emoções, de vez em quando, é realmente cômica. É claro que a gente só ri depois que passa. Sobretudo, depois que entende. E rirmos de nós mesmos, dos nossos disfarces, das armadilhas, das limitações, tem lá o seu lado positivo, desde que a gente não exagere nessa prática como uma forma a mais de escapar do sentimento.
Tentamos abafar a voz da nossa tristeza em diversas circunstâncias. Da tristeza e também do medo, da carência, da raiva, da sensação de que estamos separados das coisas. Tentamos fingir que não estamos percebendo. Que não é com a gente. Dispomos de uma série de fórmulas testadas e aprovadas para fazer isso com eficiência. Algumas ainda dão certo; outras, não mais. O problema é que quando ignoramos a tristeza ou algum desses outros sentimentos embaraçosos, conseguimos apenas potencializá-los em nós.
A única coisa que a tristeza quer é que criemos espaço para ouvi-la e acolhê-la. Para saber porque está doendo. Para lhe oferecermos olhar e cuidado. É assim que ela começa a esvaziar e a se transformar na ação às vezes necessária. A coragem de assumir que estamos tristes, quando a tristeza chega, não implica permitir que ela nos escravize, a não ser que essa seja a nossa escolha. Ela é uma nuvem que passa, somos o céu que fica.
SIMONE SANTIAGO BERNARDO
NUVEM QUE PASSA...CÉU QUE FICA
Tristeza é coisa pra se encarar. Não adianta tentar fugir, sem olhá-la, sem reconhecê-la, sem chamá-la pelo nome, porque ela costuma nos alcançar de novo quando cansamos de correr. Não adianta enxotá-la porta afora, sem ouvir o que quer nos contar. Ela finge que vai embora, mas fica lá no cantinho da gente, escondida, sem dar um pio, deixando que continuemos a mentir um bocado para nós mesmos. E quando a gente está todo prosa achando que ela já foi, ela surge diante de nós e nos pergunta se já podemos lhe dar um pouco de atenção.
Tristeza é coisa pra se assumir. Não adianta colocar-lhe à força um nariz de palhaço para disfarçá-la. Enchê-la de purpurina, confete e serpentina, e exigir que sambe no pé o último samba-enredo da escola do coração. Não adianta tentar embriagá-la, porque, depois da ressaca, ela costuma acordar ainda mais chata. Chatíssima, aliás. Não adianta tentar seduzi-la com rodízios de pizza, feijoadas e churrascos. Ela vai comer tudo, empanturrar-se, e depois do café e da soneca vai bater em nosso ombro, a pança cheia, e nos dizer que ela não é boba nem nada.
Tristeza é coisa pra se olhar. Não adianta fazer de conta que ela não está lá, olhando pra gente com aquele olho comprido de quem quer colo. Com aquele ar de passarinho com dor de garganta. Com aquela cara de dia cinza em que não bate sol no nosso quintal. Podemos não gostar do clima que ela tem. Das coisas que nos revela. Dos medos que desperta. Do itinerário dos seus dedos, que apontam dores que ainda não foram curadas. Não dá para ignorarmos que também faz parte da vida. Que, querendo ou não, em algumas circunstâncias vamos mesmo encontrá-la.
Muitas vezes eu me flagrei tentando fugir da tristeza com os recursos mais absurdos. Alguns, até patéticos. A nossa maneira de lidar com as emoções, de vez em quando, é realmente cômica. É claro que a gente só ri depois que passa. Sobretudo, depois que entende. E rirmos de nós mesmos, dos nossos disfarces, das armadilhas, das limitações, tem lá o seu lado positivo, desde que a gente não exagere nessa prática como uma forma a mais de escapar do sentimento.
Tentamos abafar a voz da nossa tristeza em diversas circunstâncias. Da tristeza e também do medo, da carência, da raiva, da sensação de que estamos separados das coisas. Tentamos fingir que não estamos percebendo. Que não é com a gente. Dispomos de uma série de fórmulas testadas e aprovadas para fazer isso com eficiência. Algumas ainda dão certo; outras, não mais. O problema é que quando ignoramos a tristeza ou algum desses outros sentimentos embaraçosos, conseguimos apenas potencializá-los em nós.
A única coisa que a tristeza quer é que criemos espaço para ouvi-la e acolhê-la. Para saber porque está doendo. Para lhe oferecermos olhar e cuidado. É assim que ela começa a esvaziar e a se transformar na ação às vezes necessária. A coragem de assumir que estamos tristes, quando a tristeza chega, não implica permitir que ela nos escravize, a não ser que essa seja a nossa escolha. Ela é uma nuvem que passa, somos o céu que fica.
Em meio as 5h
Acordei com uma vontade imensa, de fugir ,de chorar, de não querer , de não estar, de não pensar, de não acreditar...
Acordei com vontade de me bater, de me xingar, de não ser eu, de não estar pensando o que eu estava pensando, de não estar sentindo o que eu estava sentindo, com vontade de lutar contra eu mesma e me ganhar...
Acordei com milhões de coisas na cabeça, com um nó na garganta, com uma felicidade consumidora, com olhos puros, com pontes para a minha alma....
Acordei com vontades absurdas,dada ao exagero contido, pensativa a mais que o normal...
Acordei com um aperto no peito, um medo exagerado , com algo que me fugiu o interno e se expandiu, senti tão forte que fiquei com medo de ser percebido, de ficar estampado ou de ser sentido por ela pela intensidade que me tomava , fiquei aliviada ao perceber que o sono a embriagava e que talvez ela não tenha visto, sentido, que talvez tenha camuflado tudo...
Acordei com a raiva de um sorriso que me ocultava a realidade que logo em seguida me caiu como escombros, sabendo da verdade, ou melhor, supondo a verdade, nos meus surtos repentinos percebendo que meu sofrimento estava tão próximo, algo que realmente me fragilizava,dormia ao meu lado com um ar tranquilo, ar de felicidade, calma, sonhadora, mas meio desacreditada, me cegava até o ultimo grão da razão... me amedrontava em doses médias momentaneamente, mas o que eu poderia dizer daqui a algum tempo permitido? Tive vontade de apaga-la novamente, mas a vontade de guarda-la me saltava a fortaleza do próprio íntimo. Me deixa com uma angústia boa com vontade de guardar ela nas minhas armadilhas pessoais, talvez lá onde ninguém nunca conseguiu chegar até agora ela estaria protegida , protegida do "meio", do destino, do engano, das desilusões, da saudade, dos medos e de tudo que possa afasta-la de mim...
Acordei completamente perdida, sem saber de mim e das minhas próprias sensações, acordei me desconhecendo, me perdendo em ilusões de sereias, pronta para ser devorada após o vislumbre.
Acordei estonteada com o meu novo, com medo de me perder por me achar e um medo maior ainda de deixar aquela faísca me queimar em um incêndio, tenho pavor das proporções que vai tomando, da forma que me aparece, da forma que eu apareço , do tempo que isso está levando para acontecer e da clareza e sinceridade que eu estou me proporcionando.
Acordei desejando “sem querer” a euforia, que pouco se aproximou da minha mente e da minha alma nesta fase, a que me devia entrar como um furacão e me deixar como um sopro, que tanto já me livrou de sentir e me fez desacreditar, me impediu de sentir,mas também me ajudou a não sofrer por esses motivos, quanto ao agora sofro até por antecipação, pelo que pode acontecer, pelo que pode transformar e se transformar , no que está se trasnformando.
Acordei com lapsos de escrita, com as palavras não ditas, as que por própria solidez nunca foram postas, nunca mereceram ser exteriorizadas ... ultimamente ando por medo com uma saudade do anterior quando eu só tinha inspiração para escrever "eu" mesma, porque quanto ao restante que visivelmente não é presente nem aqui nesse meu “lugar secreto” , pessoas que esperavam por isso ou até mereciam,so me saíam em letras ensaiadas, bons clichês apenas sempre serviam, palavram pouco escolhidas , daquelas de um mesmo sentimento quanto a quem escreve a lista do supermercado, como quem precisava de algo consumia e logo precisava de outro, não é preciso escrever com tanto afinco e verdade aquilo que eu não sentia vir de dentro para fora.
Acordei com um receio enorme dela, receio de suas opiniões, receio de seus pensamentos, receio de seus medos, receio de seu sentir, receio de seu estar, será que seria ela? É a pergunta que me surpreende no silêncio, justamente ela que será o meu bom castigo , justamente ela o ser que diferente de todos me enxerga, justo a que me fragiliza. Seria sim! uma doce vingança do destino, cairia perfeitamente como preço pelos meus atos e ilusões anteriores ,totalmente capitolinos ... totalmente dissimulados enganando-os de forma branda e selecionada aquilo que devia ter sido verdadeiro e...Eu pagaria por cada pessoa que me amou, as que quiseram me amar e até as que acham que me amam, pagaria por cada palavra ensaiada, cada hipocrisia que me pediram para fazer e eu fiz,por grande parte não foi somente culpa minha, mas sendo assim consentido foi e eu mereço pagar por isso.
Até então em partes mínimas provadas que é a que o tempo permite , o único ruido que ouvi dentro de mim foi para ela ,se ecoa e retornará, não sei, eu nem espero retorno, nem espero realidades forçadas, quem seria eu para me iludir justo agora que estou agindo com a verdade, justo agora que não está me fazendo do uso necessário da hipocrisia , do sarcasmo, do exagero, da prisão e nem da obrigatoriedade. Dando o aumento ao meu pavor , me invade aos passos de pluma quase como quem voa, de forma não dolorosa , porém com “os escombros da realidade” que é a sabedoria do quanto pode doer .
Acordei ! Contudo, acordei do lado dela, então se é medo?! talvez......esqueça, o que importava ali naque momento e o que me importa agora é que era "eu" ali do lado dela, bem onde eu queria estar fazendo o que quero fazer.
Tentei fugir de ti
Me aportar n'algum canto com a
cor dos teus olhos e a
suavidade dos teus encantos
Me lancei no vento
Mas só encontrei a saudade
latejando fundo
e lagrimejando poeira no peito .
Hoje adormeço salivando teus silêncios
e sonhando uma eternidade toda
a ser teu amor remanso .
Amar não é tão fácil assim
como dizem por ai .
Em mim , ele sempre tentou fugir
quando estive mais a fim
ou
talvez porque minhas retinas sempre
desejaram o que mora muito longe .
Sempre tive queda por improváveis e
impossíveis !
Uivo a cada desejo surreal e
sinto enorme prazer no longínquo.
Acho que por isso
vivo procurando amor no vento,
nas nuvens e
no insano silêncio .
Deixo-me assim!
Sentir medo é humano e normal
Tentar fugir dele parece ser a melhor solução
Ser contrário a isso é como andar na contramão
Mas enfrentá-lo parece ser mais natural
Saltar de paraquedas é uma aventura inebriante
Colecionar viagens a lugares desertos é demais
Imagine lutar em uma missão de paz?
Isso não pode ser trocado por nenhum ouro ou diamante
Mas afinal, por que sentimos medo
Por que não podemos viver sem ele?
O quê há de tão intenso nele?
O ser humano nunca descobrirá esse segredo?
O medo é um sentimento que nos protege
Sem ele nós não existiríamos
Sem ele, nós não sorriríamos
Afinal de contas, é o medo que nos rege
Quem diz não ter medo de nada é mentiroso
Não passa de um charlatão
Até Osama Bin Laden teve medo, por que nós não?
Os mistérios do medo é o que o torna tenebroso
O ser humano já tentou de várias formas abandonar o medo
Mas sempre somos vencidos por este sentimento
É uma coisa sem nexo, é um cálice de sofrimento
O medo é como o mar, e nós um simples rochedo
Você já parou para pensar como seria uma vida sem medo?
As pessoas mentiriam, roubariam, matariam, além de outras práticas
É o medo que impede estas táticas
É este sentimento tão puro que nos impede do arremedo
Esta pequena sensação é um diabedo
Ela lhe prende e lhe tortura
Não há soro para ela, nem tampouco cura
Mesmo que tentemos nunca conseguiremos fugir do medo
Não te doem as pernas fugir dos meus sonhos todas as noites? Afinal de contas eu vou dormir todas as noites com a sincera intenção de te encontrar, uma vez que somente ao seu lado consigo ter o descanso e a paz, e caio na eterna ironia da vida onde o que a gente quer nem sempre é o que acontece talvez devêssemos nos adaptar a isso, talvez devêssemos nunca desistir e lutar sempre, talvez, talvez, talvez.. Mas como dizia Dalai Lama: “Dê a quem você ama asas pra voar raízes pra voltar e motivos pra ficar”. Buscar objetividade nas nossas ações ao invés de sempre se questionar é uma maneira de conseguir ser feliz e principalmente, ao lado de quem amamos, busque aprender, busque errar porque se as coisas fossem perfeitas, não existiriam lições de vida. Não haveria arrependimentos e nem descobertas... Olhares não se cruzariam e não se completariam...
(Nilson G. Duarte)
Covardia
Minha covardia é tamanha
A ponto de fugir de nós
Esconder no silêncio das muralhas
Que é resumo da fraqueza humana
Ter a solides de seguir
Em terras já batizadas
Diante desta minha covardia
O chegar da dama de negro
Seria uma fuga de brinde
Deste mundo frio e sem amor
Um grande mercado aberto
Sem preço fixo
Segui as feiras sem calor
Nada há de humano, a ser comprado
Apenas a insignificância a ser “humano”
O amor espera na porta
Bate muito forte na brisa da covardia
Nenhum feito de valor será somado
A esta passagem sem cor
O calor da razão não compra sonhos
O preço de estar na chuva
A fusão das águas, que rolam
O negro do silêncio anuncia
Minha covardia tem nome
Mudez ,
Que venha a dama de negro...
Foi assim
Naquele dia queria fugir
mas ao invés disso
criei forças pra ir ao seu encontro
fui...
Busquei a poesia certa
algo de Vinicius (de Morais) me cercou
pensei...
Um medo da saudade
aquela possível, futura saudade
falei...
A incoerencia de momentos
a irrelevancia de vontades
faz acontecer
o fim.
