Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"sinto uma explosão em meu peito. Algo que não se pode explicar, derrepente a alegria tomou meu ser."
Queria que meu cabelo tivesse enrolado em tuas mãos agora.
E que tua voz soasse tão baixo no meu ouvido como uma súplica.
Você sabe que eu pediria mais e mais de ti, acho que é um costume meu.
O mau hábito de imaginar teu corpo tão quente ao meu me faz tremer, mas ao mesmo tempo temer minha imaginação.
Não imaginava que te conhecer seria minha maior perdição.
Seu sorriso pela manhã que ilumina meu dia
Seu olhar que me mostra onde ir
Seu abraço que me mostrou onde ficar
Um dia eu te deixei ir
Nunca pensei que pra voltar
Que pra ficar
Que pra ser o amor maior que eu podia encontrar
Ter você é um presente
Muito maior do que eu podia pedir ou imaginar
A vida ensinou sobre amor
Ensinou sobre amar
Muita coisa eu aprendi
Outras deixei passar
Sei que hoje dentro do teu amor
É o lugar que quero morar
A SEMELHANÇA DO GELO E A LÁGRIMA
Não sei o tempo que meu coração levará para derreter-se por inteiro, mas até lá tenho plena certeza que sua espera e paciência, certamente findará, e juntos, nunca ficaremos. Enquanto meu coração demora tanto, meus olhos se derretem em lágrimas, não mais físicas, mas internas. Sempre observei que o gelo derretia mais rápido na água, e nunca pensei que poderia acontecer dentro de mim.
Respirei seu ar encostando seu nariz no meu.
Fiquei olhando seu rosto e percebendo seus traços humanos.
Sua alma descansava e talvez passeava por lugares do inconsciente.
Senti o cheiro atrás de suas orelhas.
Parei para ouvir o som do respirar.
Pensei na possibilidade de congelar o tempo.
Ficaríamos ali, você dormindo e eu sentindo sua presença.
Você nos braços do sonho, eu namorando o seu sono.
Meu impossível não é meu.
Leila Martins
De tanto ser IMPOSSÍVEL, tomei o caminho do possibilitar a minha crença. Comecei bem lá de dentro… dentro… de dentro de mim. Então comecei! E que grande começo, foi esplendoroso. As minhas forças apareceram e bem maiores e eu nem sabia que eu as tinha. Que forças maravilhosas estavam escondidas dentro de mim. Eu era mais pesada do que a balança pesava, mais alta do que a fita media, mais bonita do que as informações do espelho e bem maior do que as pessoas me fizeram acreditar. E de tanto me esmiuçar terminei por descobrir que o impossível jamais viveu em mim.
São quase meio dia e escrevo aqui, sentada na cozinha tomando meu café forte e de lei, e isso me fez refletir o quanto gosto de café e creio eu que isso deveria ser obrigatório, que você estivesse tão perto que pudesse tomar café comigo. Parece tolo mas é a primeira vez que faço referência de algo que gosto a alguém, é que café pra mim não tem hora de tomar, toda hora é hora de café.
Hoje eu olho pro café quente, exalando fumaça e tão cheio de perfume que me vem instantaneamente a cabeça o seu abraço quente, forte e apertado, quase que meu abrigo.
Acho até engraçado, até sorrio só de lembrar como o amor se resignifica e se esconde nessas coisas mais simples, o ato de fazer um café, sentar pra tomá-lo e sentir tua falta.
Não há palavras suficientes para definir a dor que estou sentindo no meu coração. Você foi tudo que eu sempre quis, tudo que eu sempre sonhei. Eu te amarei por toda a eternidade, meu amor.
Sinto que estou vivo
Quando sinto meu coração bater
Por felicidade ou força de vontade
Pra dizer que te amo
Sinto que te amo
Quando minhas mãos te encontram
Pra te sentir e te proteger
Espero que sintas o mesmo
Pois sou seu para raios
Pra todo amor que me dedicas
De mim, recebes felicidade
Talvez seja vaidade.
SOFRENTE CANÇÃO
O tempo amarelou meu verso apaixonado
Porém, não afastou aquela ilusão sonante
Deixou o instante imaculado e no passado
De modo nostálgica a saudade sussurrante
E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado
Com sensação no peito e emoção gigante
Tão distante, me vejo, num suspiro calado
Com uma faiscante aflição, tão devorante!
Que pena! Tudo parecia não ser engano
Teu olhar tinha o sonido dum suave piano
Trazendo aquele sossego para o coração...
Mas a poesia que aparentava mais sentido
Na privação o meu desejo tornou-se diluído
Em dor, em solidão e uma sofrente canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG
Deitei e não houve lugar para o meu repouso
Chorei e não houve ninguém que pudesse me consolar
Então calei, e deixei que o meu silêncio falasse por mim... Essa criatura, que não sabe ao certo; se viveu ou se morreu
Direção
A vida por vezes
me tira o norte
a vida por vezes
desnorteia o meu ser
Mas se ela me desnorteia
Você me trás o norte
o sul
o oeste
e todos os seus afins.
A Lâmina de Petélia
do tal orfismo real
ao lado do meu cipreste
que, alvo, me transpariza
e faz-se Manancial
do qual não bebo, sou puro,
nem sei fazer sacanagem
sem ter temor e vergonha
de ver do lado do muro
o escuro vão da blindagem...
Vendi barata a canção
queria comprar maria
e o crápula me dizia:
teu nome vai ficar lá.
Bebi da Fonte que, fresca,
até me deu novo alento
e mesmo assim me matou
de tanto horror e tormento
bem mais que antigos dragões,
dos quais meu ser se entocou.
Não eram bons guardiões
pra mim rebento da Terra
e desse céu que me encerra
a mente, assaz, estrelada
a boca tão ressequida,
a vida quase sem brida
e sede maior que a vida
a toa, a troco de nada...
Morreram junto a memória
e os niños del candelária...
