Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Quero gritar aos céus, declarar meu amor,
Mas o medo me cala, a culpa me aprisiona,
Somos dois amantes, condenados à solidão,
Um amor proibido, uma paixão que ninguém reconhece.
meu amor, te amo com todas as forças,
Mesmo que nosso destino seja cruel e amargo,
A esperança me mantém vivo, me faz lutar,
Por um futuro juntos, por um amor que seja nosso.
Meu amor é um farol que só ilumina você. As outras mulheres são sombras, apagadas pela luz da sua alma.
Meu amor por você amadureceu.
O que antes era uma paixão frágil, baseada em uma projeção.
Se tornou algo profundo e real.
Aprendi a te enxergar em sua totalidade.
Por isso, sinto que daríamos certos juntos.
Mesmo quando o tempo passa, meu coração ainda espera por você, porque é o seu amor que faz o meu mundo crescer.
Não preciso! ...Necessito!
Não preciso dizer quem sou.
Não preciso divulgar o meu amor, muito menos, aonde vou.
Não preciso postar o que me amargou, nem tão pouco, a minha dor.
Mas...
Necessito viver o que sou.
Necessito compartilhar o amor.
Necessito enfrentar o que me incomodou e aprender com a dor.
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou, para poder conquistar o esplendor de me ver como realizador de um sonho que me renovou.
Feito unha de carcará em
costa de calango
Assim o amor está em meu coração.
Cravado
E sua é a culpa
SONETEANDO O AMOR
Verso divino do meu sentimento
Sempre surgiu intacto e especial
Que vos visse tornados tão real
De tão preciosa valia e momento
Aqueles olhares soltos ao vento
O vento as sustinha, tão visceral
Do bem que me ficou, sorte total
Tornando o poetizar, feliz intento
Na poética nobre, mostras aparece
Em cada rima um tom encantador
Tão cheio de ritmo em doce prece
Ó inspiração tamanha! Ó hábil ardor
Por ter vivido o que não se esquece
Meu rimar, vive, soneteando o amor.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04/09/2024, 14’36” – Araguari, MG
CONTRASTE
Você foi o azul na minha escala cinza,
Deixou meu coração habitado de amor, felicidade e harmonia.
Na sua voz, eu via uma terapia;
Antes de você aparecer, era tristeza e agonia.
Mas hoje, meu coração é como uma casa
Nada engraçada e sem sentimentos.
Está vazia, sem móveis; estou imóvel, triste e frustrada,
Morta e exausta pelo tempo.
Sua voz foi um abraço,
O mais quente e caloroso.
Hoje, estou congelada,
Tão amarga, em uma casa vazia e sem cores.
Mesmo que o céu desabe sobre mim,
E que o tempo pare de existir,
Meu amor por ti nunca terá fim,
Eu nunca deixarei de sentir
Onde alegria pereceu
Meu coração por ti bateu
Chuva nenhuma caiu
Mas meu amor por ti surgiu
Lugar em que sol nem cresceu
Meu romance nasceu
E contigo ele fugiu
Então meu coração triste se partiu.
Na quietude dos gestos simples, o amor floresceu.
E fez do meu coração, seu lar.
Agora, ele pulsa no ritmo da felicidade,
E em cada batida, sussurra docemente seu nome.
Ela…
Ela seguiu, seguiu em frente.
Lá se foi meu amor para outros braços e ela parece tão feliz, tão bem, se redescobriu e voou.
Estava na hora de seguir em frente, mesmo que tenhamos amor de sobra uma para outra, não sou eu o seu “felizes para sempre” e está tudo bem!
Menina mulher, vivemos tudo o que tínhamos para viver, sentimos e vibramos um sentimento lindo, recíproco, marcante, ardente… não deixamos passar nada, nem mesmo o bobo ciúmes.
Deixo aqui nossa história e não um ponto final como acreditávamos que era necessário para seguir em frente, de forma singela me desapego de você.
Você sempre permanecerá na minha história, jamais será um capítulo apagado!
Voe, voe sempre o mais alto que conseguir e conquiste tudo o que um dia me disse.
Coração o meu carregado de amor
com tremendo medo de amar.
Afinal não aprendi a amar.
Em meu tempo de menina moça,
me encontrei perdidamente apaixonada,
tal paixão que não pude suportar.
Afinal não aprendi a amar.
Queria eu ser amada e amar,
ter a rebeldia de experimentar.
Sentir meu coração queimar por alguém,
sem que eu tivesse que me machucar,
mas não pude.
Afinal, não aprendi a amar.
Elo do amor
Nas madrugadas de setembro,
No meu casulo calmo e reluzente
Encontro a paz solene;
Vejo-me no espelho da ilusão;
A imagem de solenes reminiscências;
Ilusões de esperançosa aurora;
No silêncio do tempo
Ária que consola e apraz coração
Plangente, calmo e tenro
O vento forte na fonte grande
Exala brisa fria, calma e pura
O lirismo do poeta aflora
Sentimentos bons e agudos
A escuridão surge no infinito
Fazendo ecoar reflexões
De bons tempos de outrora
Na parece a esfinge do herói
Sinalizando segurança
Ao diplomata da paz
