Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu tenho um jeito estranho de amar, um jeito que só me machuca, um jeito que não me leva a nada, a lugar nenhum, somente a dor e a solidão são o resultado do jeito estranho que te amo.
E se
Em seus olhos eu vejo
O que? Aquilo que não vivemos
Aquilo que não sairá do seu desejo
E muito menos dos meus sonetos
Não foi minha culpa, nem sua
Foi o imponderável da vida
Foram terceiros de mal com a lua
Que derramaram ódio em tua bebida
Ah se fosse diferente...
Nós sempre teremos essa dúvida
E nesse crime de sonhar somos inocentes
Deve haver um jeito, tente!
Não sei como, querida. Só sei sentir
Suplico, diga-me que também sente
Clareza, força e sabedoria para agir apesar dos meus medos, isso é tudo o que eu preciso.
Clareza para saber o que quero e aonde eu pretendo chegar, força para enfrentar o que me assombra e tomar iniciativa para realizar os meus sonhos e sabedoria para agir na direção certa; com sutileza nas ações, gentileza com que eu encontrar e amor por onde eu passar.
Outro lado
A cortina era um véu
Que dividia a sala
De um lado eu, olhos esbugalhados , boca roxa , roupa rasgada , semblante de fúria
Corri pra cortina puxando com força
Queria rasgá-la , eu estava com ódio
Eu queria furar a cortina toda com a faca que na minha mão estava
Pra chegar do outro lado
Onde estava eu
De semblante calmo , vagaroso
Bonitinho , arrumado , pele limpa , boca rosada
Enquanto o eu furioso não consegue chegar ao eu calmo
O eu calmo apenas toca a cortina e ela se abre
Ele chega ao eu furioso e em sua boca beija
Une sua carne ao outro
Na mais perfeita relação
Um mete o outro recebe
E assim um eu se torna o outro
O calmo se torna fúria
A cortina foi rasgada
O ontem me deu medo,
Para hoje eu viver.
Mas o amanhã deixou claro que não consegui...
Vozes dizem que fui longe...
Mas você me deixou só sem um adeus.
Hoje escrevi sobre tudo o que prometeu.
Que estaria bem e sorrindo mesmo sem você aqui perto.
Mas adivinha eu me matei!
Eu me sinto acordado quando estou com você, Poppy. Você me acordou quando eu nem sabia que estava dormindo.
Sorria, chore, abrace, fale, ame, seja quem você é e não tenha medo. Liberte o seu "eu" e corra atrás dos seus sonhos.
Tempestade
Eu olhei nos olhos delas e vi a tempestade,
Eu olhei nos olhos dela e a vi andando contra o vento em direção ao mar.
Eu olhei nos olhos dela e descobri que a vida não é feita de dias calmos.
Eu olhei nos olhos dela e pela primeira vez eu a vi!
Constelação
Hoje eu li que que cada átomo do nosso corpo um dia já foi uma estrela, se isso for verdade ela seria uma constelação?
Superar
E a gente passa por cada fossa e nos perguntamos o porque, eu não acho que mereci passar por aquilo, mas também hoje, se me perguntarem, mesmo com todo sofrimento que passei, eu não mudaria nada, e talvez algumas pessoas possam não entender mas isso formou tudo que sou hoje, tive que descobrir o que era ódio pra saber o que era amor, tive que quase desistir de tudo para aprender o que é viver.
Li uma vez uma frase num livro, P.S. eu te amo (daqueles romances clichês que eu adoro) que faz total sentido que deixarei aqui para eu não esquecer:
“A vida de ninguém é repleta de momentos perfeitos. E se fosse, não seriam momentos perfeitos. Seriam apenas normais. Como você poderia saber o que é a felicidade se nunca tivesse experimentado as quedas?”
DE SAUDADES MORRO
Eu senti uma saudade que renderam
sutis recordações ao coração, coitado
e que, doído, assim, se viu assustado
contra mim sofreguidão arremeteram
Me vi na solidão do que prometeram
um prosar do meu destino já cansado
e que, aqui pelas bandas do cerrado
pesar nos versos que um dia elevaram
Remédio ao mal que sofro, sem pista
cresce a dor, no engano então presente
no rendido suspiro: que pede socorro...
Assim, vejo que não há como resista
toda lembrança na saudade presente
E, de lembrar-te, de saudades morro!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2021 maio, 22, 11'09" – Araguari, MG
Por que quando eu procuro por você, você foge no escuro?
Por que você cobre seus ouvidos quando eu ligo?
E por que, mesmo depois, você sorri do outro lado da rua quando me vê na janela?
MALFEITO
Que eu tramasse um soneto quis o fado
Logo ao comando da sorte me submeto
Aí, tramei versos românticos no soneto
Em cada verso, estórias, e haver amado
Jamais pensei num poetar compassado
Tudo é fugaz. Cá estou noutro quarteto
E caminhando adiante para um terceto
Tu, amador, ainda não saiu do passado
No primeiro terceto busco mais glória
E me parece que ainda não está feito
Nada espanta, é mesmice na memória
Assim vou, e assim me torno suspeito
Nenhum beijo, o olhar, sequer vitória
De um amor, neste soneto sem jeito!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2021 maio, 23, 16'28" – Araguari, MG
Eu to sempre ao seu lado. Quando está triste, sou eu que te consolo. Sempre te procuro, me preocupo muito com você. Sempre pergunto se está bem, puxo assunto, te chamo pra sair, faço milhões de elogios e deixo claro o que sinto por você. Mas infelizmente, você não escolheu estar comigo. Decidiu estar com uma pessoa que só te faz mal e que não te valoriza. Mas a vida é feita de escolhas, enquanto você quer alguém que não lhe dar o devido valor, eu escolhi você, alguém que raramente me nota. Que injusto, num é mesmo?
As vezes eu deveria parar de pensar
Eu odeio pensar muito
O que é a pensando agora?
Não pense
Apenas sinta! Ou esqueça!
"Alguns questionam o que sentem, eu questiono o que faço, e com a resposta em mãos eu crio o que sinto."
"Eu sou uma parte do resultado da evolução da consciência humana que está conectada com a essência da vida."
