Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Me lembro bem a primeira vez que te olhei,
Tudo parecia tão mágico,um conto de fadas,
Mais eu não era princesa e nem mesmo você
Um príncipe, quando você me beijou, eu fui as
Nuvens e voltei, pois eu não queria perder nada.
No tempo que eu percebi que sempre cometo os mesmo erros duas vezes mais que o normal e mesmo assim não tento corrigir justamente quebrando barreiras, justamente criando barreiras mas eu não, eu não... vou deixar de te amar, nem mesmo por um instante.
Às vezes quando durmo, eu não quero mais acordar. Perceber que tudo não passou de um sonho, e ao levantar encontrar as mesmas pessoas, frequentar os mesmo lugares.
Cada vez mais, eu sempre acreditei na idéia que um sonho poderia se realizar, e eu sonho com você quase todas as noites. Sinto a brisa do mar, o vento entre as palmeiras, assim é esse amor, não te vejo mais te sinto. Cada vez mais, mais perto de mim.
Porque as pessoas que eu mais amo, estão tão distantes de mim? Eu quero adormecer e acordar ao seu lado.
Te ter por perto talvez seja um sonho do qual eu nunca mais quero acordar. Dormiria a eternidade se fosse preciso, só para estar com você.
Você me mudou tanto, eu nem penso mais naquelas coisas ruins, que prefiro nem lembrar, pois minha mente está ocupada, só consigo pensar em você, você, em nós.
Nos dias mais tristes em que eu não consigo falar com você, eu abro a janela antes de deitar e fico conversando com as estrelas, fico pedindo pra elas dizerem o quanto eu te amo, fico fazendo pedidos, e todos eles envolvem você! Às vezes, eu fico imaginando que louco seria se você também estivesse olhando pro céu naquele momento.
Eu entendi que, quanto mais eu preciso mudar por fora, é quando eu mais preciso mudar por dentro. O que me falta não é fora, mas dentro.
Aqui, só havia eu e minha jangada.
Ao redor, árvores e mais nada.
Queria tê-la para viajarmos às Américas,
ver além das telas.
Remendando-a constantemente, cuidava dela com bom gosto.
Laçando-a a uma quina, procurava mantê-la a salvo.
O tempo muito se passou, já se ia agosto.
O aglomerado de madeiras se soltava frequentemente.
Remendo, remendo, remendo…
A jangada mostrava-se diferente.
Apesar de perto, estava distante.
Talvez por isso eu estava tremendo.
Chovendo, corria para segurá-la.
Trovoando, permanecia para amá-la.
Quando o Sol voltou das cinzas e a alegrou,
ela, da minha mão, desagarrou.
Minha querida jangada, cuido de ti há meses.
Minha querida jangada, tento ir contigo às alturas.
Esforcei-me para estar contigo nas aventuras,
mas afundaste-me umas tantas vezes.
Logo que afundávamos, segurava-te antes de mim.
Puxava-te para a superfície e remendava-te.
Era indescritível o quanto te queria.
Nadaria rios inteiros atrás de ti.
Nenhuma outra me fará experienciar o que, por ti, senti.
Carregaste a esperança de noites melhores.
Cultivaste a criação de sonhos maiores.
A terra de Gonçalves Dias pode ter palmeiras.
As aves, lá, que gorjeiem à vontade.
As estrelas, que brilhem.
Que os bosques vivam lá.
Minha terra tinha mais vida,
onde navega a minha jangada.
O vento, que aqui atravessa os fios de cabelo,
não faz o mesmo lá.
Minha jangada tinha mais vida,
e a minha vida, mais amor.
Oh, querida jangada…
Como ainda te espero para navegarmos,
esperançoso de mais uma vez nos amarmos.
Perdoo-te, minha amada.
Não é justo, depois de tudo que você passou
Eu gostaria de ter feito algo a mais
Se você precisa de um coração eu te dou o meu
- Arlindo's Song
Eu queria que você estivesse aqui hoje
Me abraçando com seus grandes braços
E com o sorriso mais sincero
Sinto falta do seu sorriso todos os dias
- Arlindo's Song
É hora de fazer as malas novamente
Mais um capítulo começa
Acho que agora eu posso entender
Ousadia e saída andam de mãos dadas
- Down the Road
