Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Frases, textos e citações by Josy Maria
O ápice da angústia passa? Eu vou suportar até lá? Quanto tempo vai durar? Quando as coisas vão melhorar? Tenho certeza de que você já se fez algumas dessas perguntas algumas vezes na vida. Às vezes parece que a vida é uma sucessão de provações. Que é só luta. E dor. E que os momentos de alívio são escassos. E o cansaço pesa. A impotência diante das lutas pesa. O medo pesa. Não saber o que fazer pesa. Tudo é peso, cansaço e dor. Nessas horas, uma camada cinza parece cobrir o brilho dos dias.
A esperança encolhe-se num cantinho fragilizado do peito. E a alma chora enquanto você dorme. Mas é justamente nessas horas, em que nossas estruturas internas desmoronam, que se percebe a mão de Deus como sustentáculo. E é nessas horas que você precisa lutar contra um dos maiores inimigos em meio aos ventos fortes das vicissitudes: sua própria mente. Afastar os pensamentos negativos que lhe colocam ainda mais para baixo, afastar a excessiva e impiedosa autocrítica e a vontade de desistir é imperioso e fundamental. Eu sei que nessas horas é difícil acreditar quando falam que Deus não dá um fardo maior do que você pode carregar. Mas se você olhar para trás, perceberá essa verdade ao lembrar o que já venceu, o quanto evoluiu e o tanto de caminho que já trilhou. Só não se compara a ninguém, seu caminho é seu, seus processos são seus e sua fé lhe guiará nos piores momentos. Não estou dizendo que é fácil. Estou falando que é necessário. Por favor, fica aqui, segue tua jornada. Chora o tanto que precisar. Ora o tanto que conseguir. Mas eleva teus pensamentos aos céus quando pensar em desistir. Olha para o alto, que é de onde o socorro vem. Quando o aniquilamento emocional ameaçar tua existência, acolha-se como der, recue no que precisar, procure ajuda profissional se achar que precisa, não pensa no que os outros pensam a teu respeito, lembra que você é mais do que a opinião alheia. E nem todo mundo vai entender seus processos e lutas. E muitos não querem se dar ao trabalho. Então, resguarde-se das falas de quem não está nas trincheiras com você, de quem não te ama. Valorize-se justamente nas horas difíceis. E trate-se com o carinho que você dá às pessoas. Respeite-se como você respeita os outros. Pense, insistentemente, que você merece esse cuidado. Seu autocuidado.
Só continua tentando. O furacão passa, depois a reconstrução do que sobrou acontece, lindamente.
Josy Maria
o da hora nao eh acampar
são as trilhas, as rochas, as cachoeiras
eu acampo pq vou querer passar o dia todo lá. é moh cansativo chegar. e mais cansativo ainda fazer bate volta.
em relação a acampar, eu tbm prefiro a cidade. o banho quente, o travesseiro gigante e o colchão macio.
mas, se houvessem hotéis, casas, mercados, perto da natureza, já não seria mais tão natureza.
mas, o mais da hora mesmo, o q curto de verdade, é ir pro meio do nada e acender uma fogueira.
escurece, cheio de estrelas
o fogo, o som dos estalos da lenha.
o desenho animado vira um filme.
Evito a todo custo discutir com as pessoas porque se eu parar para falar tudo o que eu penso vou preso.
Realidade Indigesta
O quê que eu vou comer?
O brado retumbante cravado nas ondas sonoras do universo, meu estômago que fez gemer.
Como pode a clava forte a mão de um povo, linchar o meu direito de comer?
O quê que eu vou comer?
Se só me restaram essas lágrimas amargas pra beber.
Pegue o chão de cabeceira,
As estrelas de cobertor,
O frio por companheira,
A prece por um clamor.
Não reconheço esse bicho,
Atrás do dulçor da maçã revira lixo,
Pra não desmamar o menino e vê-lo crescer
Come, mesmo sem ter o que comer.
O quê que eu vou comer?
Uma reza
Me desperta na matina um banho de água fria,
Quem perdura na miséria não merece nem um bom dia.
O vazio e o soluço, queima mais do que azia,
Cadê aquele povo meu Deus?
Que tanto dizem ser dos seus e só falam de empatia?
O quê que eu vou comer?
Os rosto antes desnudo se veste na sujeira,
Os poucos dentes que restam só servem pra roer o osso,
Quem caiu no fundo do poço,
Não sorri pra qualquer bobeira.
O quê que eu vou comer?
Se até quem come, não consegue comer bem.
Quem muito tem, nada divide.
Quem pouco tem, partilha e transgride.
Quem nada tem, que a sorte duvide.
É difícil acreditar na invisibilidade que se constrói,
Parece que o ser em mim aos olhos deles se corrói,
Não sou visto, não sou quisto, nem parece que sou gente.
Mas se tem bom coração,
Joga um pão meu irmão,
Minha fome é urgente.
O quê que eu vou comer?
Um foguete no espaço
A adefagia em mim me iguala a um animal,
A miopia deles não os fazem especiais.
Quem sabe eu fique rico, ganhe um tostão a mais
Pra queimar em combustível das corridas espaciais.
O quê que eu vou comer?
Um pão ou uma poesia?
A Deus eu somente peço,
Que todo irmão tenha acesso ao pão,
Não enfrente um dia o quinhão
De não ser visto e virar verso.
Aleksandro Silva
Eu lutei o suficiente para mudar uma fase ruim, após vencer não vou permitir voltar ao pântano outra vez.
Agora não é hora, amanhã eu vejo, depois eu vou, a tua felicidade não reluz de um tempo específico aprendi está com você.
Posso caminhar na tua estrada próximo de você, eu não vou te atrasar não precisa esperar por mim, quero estar próximo de você conversar ri olhar no teu olhar vê o brilho que reluz em teu olhar.
Quando eu chegar vou a ter você, vamos compartilhar ideias emoções falar das viagens como foi o teu dia tudo será compreendido lição a lição.
No espelho.
Se um dia eu puder
Vou te pedir
que descreva
O que foi que sentiu
A cada vez
que um beijo chegou no vento
Um sorriso num pensamento
Um apelo numa oração
Coisas que precisava dizer
e não podia
Por favor
Se puder
descreva para mim
O que foi que sentiu
Quando finalmente percebeu
aquele amor
Que distante vivia
E que às vezes pedia
Pra Lua entregar um recado
Te avisando que eu existia
E desejava de verdade
descobrir
Em qual cidade se escondia
Me conta também
Se aquele sonho que te mandei
Me fez o favor de te avisar
Pra olhar pro Céu,
quando acordasse
Pois as nuvens que aqui passavam
me disseram que te conheciam
Outras vezes eu havia mandado
Que a luz do Sol
Fulgisse no teu espelho
e te desse o meu beijo
Feito de brilho
Eu sabia que teu recato
Faria teu rosto assumir
um tom a mais de vermelho
Eu quero
que saiba que fui eu
que acreditei muitas vezes
No milagre
de um feliz desenlace
E você
finalmente descobrisse
que eu existia
Pois tudo isso eu fiz
Eu te juro que fiz assim
Porque queria que você
Também gostasse de mim
Edson Ricardo Paiva
Amanhã
Eu vou poder caminhar
Pra onde quer que eu queira ir
Eu vou ser como sempre quis
E ser quem eu mesmo queira ser
dai então
descobrir quem eu sou
E nunca mais vou precisar
Ser quem o vento levou
Mas serei quem sempre esteve aqui
em cada verão e cada primavera
Porém, na verdade
Nunca pode ser quem era
Sou aquele que o tempo transformou
Mas sempre permaneceu
O mesmo
Este sou eu
E apesar do cinismo da vida
Jamais se adaptou a isso
Pois eu sei
Que ainda gosto de dançar na chuva
E sou criança
e tenho medo de escuro
E ao mesmo tempo
O Mesmo
E mesmo que nada se mova
Se renova a cada dia
E preserva a alegria guardada
E continua sendo
Quem tanto queria
Aquele que não quer ser nada
Nada além daquele cara
Que ri de alegria
Ao final de cada dia
todo dia
Edson Ricardo Paiva.
Agora, assim como era antes
Não posso chegar
Ao lugar que se espera
Hoje eu entendo
Que não vou alcançar
O final da jornada
Porque
O final sou eu
Entre tudo mais que existe
Só o tempo não é eterno
Ele apenas corre eternamente
As fronteiras erigidas
Estão todas em mim
Como o vento
A soprar por sob as asas
A sustentar o voo
Enquanto a vida passa
As dobras que fizemos
Nas mangas do tempo
São apenas pra descobrir
Que existem coisas bem pequenas
Que não nos cabe saber
Nunca as saberemos
Até que o tempo corroa os alicerces
Que sustentam a esse
E a tantos outros Universos
Pra que o Céu desabe sobre nós
E acabe por tornar perfeita
A perfeição corrompida
Pelos nossos olhares tortos
Quero crer que ali na esquina
Debaixo daquela escada
Pode ser que esteja
Escondido
O segredo da vida.
Edson Ricardo Paiva.
Eu tenho um pé de acerola no quintal. Todo dia ele amanhece carregado, eu vou lá e colho o máximo que posso. Amanhã vai estar cheio de novo. No dia que eu me cansar e parar de colher, ele vai parar de amanhecer carregado. As coisas são desse jeito.
Eu conheço um mendigo chamado João. Sempre que o vejo eu converso com ele. Se eu lhe oferecer alguma coisa, ele aceita. Se eu não oferecer, ele não pede nada. Ele é mendigo há muitos anos e me contou que no início usava a voz pra mendigar as coisas na rua. Um dia ele percebeu que as pessoas não estão tão preocupadas umas com as outras como dizem estar. Então ele se cansou de acreditar e parou de mendigar. Continua mendigo, mas só pra si mesmo, pois compreendeu, após a passagem de anos, que a vida o esqueceu no dia que ele se esqueceu da vida. As coisas são da maneira que são.
Edson Ricardo Paiva.
O Brasil não é um Gigante, é só um grandão bobo. Se um dia eu sair do Brasil, vou dizer por ai que sou paraguaio. Se algum brasileiro vier conversar comigo, vou responder : "No hablo su língua"
