Eu Vou mais eu Volto meu Amor
O dor que doe no meu peito.
Que avassala meu coração.
O dor que me consome.
Que me desorienta minha razão.
O dor que me trás ao meu próprio interior.
Interior onde são poemas e emoções a flor da pele.
O dor que não me larga e que não quero que me largue nunca.
Porque a dor é uma consciência da poesia.
PÁGINA SOLTA DE UM DIÁRIO
Corujas cansadas da vigília, soltam meu sono e batem suas asas... A noite que calou meu mundo passou antes do último gole de chá, mas esqueceu de devolver as vozes do dia.
Os anos espreitam meu sorriso claustrofóbico na espreguiçadeira da varanda tediosa... Apontam meu destino com ares inquisitórios, acoando os solfejos d'uma prece em construção.
O despertador emudeceu prematuramente a pressa matutina, não há mais brinquedos ou toalhas espalhadas pela casa; a mesa tornou-se figuração esquecida de uma novela que teve o fim antecipado. O café perdeu seu gosto, as torradinhas perderam a graça, o forno se aposentou e as tradições hibernam nos armários da copa. Agora virou rotina engasgar-me com a transparência infinda na piscina impenetrável.
O relógio avança, algo em mim parte, logo dissolve. Pétalas do livro da vida somem naturalmente a cada segundo... Vou perdendo centelhas mudas a cada hora que passa!
Rostos disformes contam fatos inéditos, avivam ilusões inauditas nas fotografias desgastadas por gotas de arrependimento e amargura.
Poemas e cartas que nunca serão enviados acumulam na gaveta sentimental, com travas e trancas desnecessárias...
Quebro todos os espelhos!... Mas o tempo ainda me acusa a cada tropeço no tapete da sala.
O canto do sabiá
Por essas terras andei,
fiz do jardins meu pomar.
Nas laranjeiras encontrei,
O canto do sabiá.
A vida passou; , e o pomar já não se via.
Os muros que as casas erguiam,
escondendo seus jardins.
Mas de vez em quando se ouvia.
O canto do sabiá.
Passaram-se muitos anos,
E de olhar; emudecia.
Fitava as laranjeiras no pomar;
E nada acontecia.
Mas qual , a surpresa viria,
Ao nascer do um novo dia;
Em cima de um fio, a fitar,
o canto de um sabiá.
Marcos fereS
Na iluminação do meu ser
Autor:LCF
1
O meu ser é iluminado pela sensatez de utilizar a minha escrita para um fim positivo.
Eu não acabo com vidas utilizando a força das palavras!
“Meu maior medo é de amar novamente, querer extremamente, demonstrar que tenho sentimentos verdadeiros, e depois ser trocado, ser abandonado como antigamente.”
Foi só o sentimento que vazou
Desculpe-me...
Por este meu suspiro forte...
Por minha voz embargar...
Por meu corpo tremer...
Minha mão transpirar.
Perdoe esta minha saudade,
Que tanta força faz pra te chamar.
Banha-me de silêncio
Para apenas o pensamento exaltar.
Absolva este meu desejo veemente
Que por vezes, é vil e imprudente.
Que rasga as paredes de o meu ser
E o teu corpo, o tempo todo quer ter.
Atenue, alivie, amenize
Não foi por querer
Foi o sentimento que vazou
Procurando por você.
Enide Santos 2712/14
Você está em cada poesia, sonho e canto meu.
Se atravessar a rua da felicidade, passa no meu apê também.
simples sim
simples
conceito
do meu jeito
que dedico
a ti
e anseio
um momento
desejado
não imposto
a realizar
simples
três
apenas
três
letras
de grandioso
valor
que fará
acreditar
no que é
possível
simples
e complexo
não cobro
tua decisão
só mostro
uma opção
de felicidade
que terás
e farás
com apenas
justamente
simplesmente
legalmente
almejado
SIM
Meu mundo é vazio quando escolho meus vazios. Meu mundo é maravilhoso quando escolho minhas maravilhas.
Meu corpo reage estranho queima feito um braseiro
Se falo com você me dá uma suadeira
Se penso, logo me arrepio por inteiro
E se topo frente a frente, paraliso, fico mudo, parece brincadeira
Você me bagunçou, barulhou a minha vida
Afeta o meu corpo, é minha única tentação
Se isso me faz mal, nem procuro mais saída
Na insanidade de te ver pra saciar essa paixão
E o desejo toma conta, numa vontade louca de despir você
Passar a noite em claros beijando sua boca e te dá prazer
Faz de conta que já somos namorados
E hoje é dia de ceder as nossas emoções
Meu corpo tá pedindo você aqui do lado
Sussurrando em meu ouvido suas reações
Então agora o que devo fazer? Estou tão viciada em você
Meu corpo dói, agora que você se foi....
Quando você me beijou e me fez feliz, isso te fez sorrir
Mas agora eu sinto seu stress
O amor não foi feito para ser uma coisa tão louca
Mas quem tem tempo para lágrimas?
Eu nunca pensei que eu ia sentar e chorar por seu amor,
até agora
Clemência
Meus olhos te buscam na multidão
Ficam vidrados em sua beleza
Meu ser fica fascinado
Com tanta luz que saem de você
Um ser divino, sublime
Uma rainha da beleza negra
A mais bela das rainhas
Como um súdito te peço, imploro
Tenha clemência do meu coração
Ele não tem culpa de bater
Tão forte quando te vejo
Nem meu corpo de desejar o seu
Só um pedido a mais minha rainha
Clemência para esse ser que te adora
E que agora se curva aos seus pés.
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira) ( 14/03/2011)
