Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Na profundeza obscura do meu ser
Habitam angústias e desejos sem fim
Em busca de algo que eu possa conter
E dar um sentido ao que sou e ao que vim
Eu estava fraco demais para ceder
Forte demais para perder
O meu coração está preso de novo
Mas me libertarei
Minha mente me oferece vida ou morte
Mas eu não consigo escolher
Juro que nunca vou desistir
Eu me recuso de viver sem ter medo ou algo a perder
Sou prática, gentil, leal e generosa. Gosto de ajudar os outros e fazer o que estiver ao meu alcance para tornar o mundo um lugar melhor. Sou capaz de ver o valor em cada pessoa. Tenho senso de humor, adoro rir e passar tempo fazendo coisas que amo. Tenho paixão pela vida, sou enérgica, a simplicidade me encanta, acredito em Deus e sei que tudo tem seu propósito. Minha jornada vem sendo repleta de desafios, mas também de grandes recompensas. Estou sempre procurando…algo novo, que prenda minha atenção, que me inspire e ensine coisas que nunca imaginei existir. Abraço novas experiências como se fosse uma criança. Sou transparente demais, assim seria impossível engana-lo, além de suas próprias ilusões. Se você não souber lidar com minha essência, me perdoe, ela brilha aos cegos de coração.
Ao olhar no espelho vi meu eu escondido entre cores e formas para aceitação de si porém, com imensa vontade de se tornar da cor do coração, pois ele domina todo o resto.
Sendo eu, me capturei!
Certo dia, naturalmente reivindiquei o meu Ser. Porém, notei que era tarefa difícil. O Ser já tinha sido! Tentei correr atrás dele impedindo-o de escapar, muito tarde! Havia se transposto na lembrança.
Pensei então:
- Fácil! Sondo-me as lembranças e recupero o que a pouco fugira!
Localizei o fio do momento em minha mente, isolei a essência e finalmente senti o que era aquele Ser. Instantes mágicos de uma misteriosa incorporação dos sentidos, até que:
-Cadê!
Sumira em mim o fragmento daquela identidade existencial. Concentrei novamente:
-Preciso lembrar do eu ter sido naquele instante...
Silêncio, profunda frustração, perdi este
momento do Ser, mas:
-Ser não é ser? Sendo assim, não há como ter sido!
Afirmei em tamanha perplexidade ao perceber a absurda simplicidade do paradoxo da existência.
Ora, estou Sendo a todo instante, ininterruptamente. É a misteriosa continuidade da vida. Por isso, estranho tamanha normalidade desta finita, mas também eterna, vibração. Paro! Me observo, e tento me prender na tábua do tempo. Talvez faço isso, para compreender a totalidade de mim:
-Funciona! Sou assim! Eu me lembro!
Disse pra mim rindo, como quem desvendou o mistério, sim, tudo explicado ... me lembro do passado:
-Espera! Ser só pode ter sido porque o capturei dentro de mim.
Ilusão! Não há como prender a essência em
uma lembrança, nesta só há um limitado rascunho da instância do tempo. Enquanto estou resgatando o que aconteceu, continuo a Ser simultaneamente, assim, de espontâneo!
Posso tentar, estando eu Sendo, me copiar como um pintor que registra na tela um momento contemplado pelos seus olhos. Mas durante isso, estou perdendo a vista de mim no que estou a Ser.
Ao que me parece, o passado é uma fantasiosa prisão criada para elucidar um esboço do que Fomos. E muitas das vezes este último se materializa como o que Somos!
Penso que existir é como as águas dos rios, correm sem cessar e de forma única, não refazem o trajeto já feito... não! Não essas águas que foram.
Sinto que precisamos de um certo controle sobre o Ser, por isso criamos o Sido. Curiosamente, desta maneira, trabalhamos
com a morte, ao invés da continuidade. Porque o ter Sido soa como póstumo, ao invés da vivacidade do Ser.
Podemos até pensar que fomos inteligentes ao criar engenhosa estrutura de retenção.
E tudo bem se isso for verdade.
Porém, Ser ao comparar-se com Sido, pode resultar em um sintoma, que talvez explique ao humano a sua crônica crise de identidade.
Eu sou o meu próprio autor:
Nos momentos certos
e incertos
Eu terei a certeza de mim mesma.
Até porque se Eu não existi-se
não existia o autor no meu Eu próprio.
QUEM EU SOU?
Sou fruto da natureza
e estando nela, transformo-a
para satisfazer meu bem estar.
Ao transformá-la, transformo-me,
mas a minha racionalidade
não é suficientemente consciente,
para fazer-me enxergar
que esse meu bem estar, é mal estar para ela,
que não se cansa de reclamar.
ANSEIOS DO MEU MUNDO
Às vezes acordo com aquela vontade de abrir mão da pressão que o mundo e a sociedade nos impõe diariamente para viver somente com aquilo que me faz bem. Lidar com coisas simples que podem ir desde o canto de um pássaro até o silêncio do vento em um campo aberto onde só existisse eu e o mundo, lugar esse onde minha única preocupação giraria em torno apenas da possibilidade de o dia ser de tempestades. Um lugar onde eu não precisasse fazer algo que não goste com o objetivo de agradar ou impressionar pessoas que sequer eu conheço ou buscando ser um alguém que realmente eu não queira ser.
Gostaria de viver em um mundo onde eu fosse valorizado por aquilo que sou e não por aquilo que tenho. Que as pessoas me reconhecessem não pelas minhas origens, mas pelos meus valores pessoais fazendo com que as boas oportunidades que viessem a me surgir fossem consequência da minha luta e esforço e não pelo fato de conhecer alguém importante que me arrumou meios de chegar até elas.
Às vezes acordo com aquela vontade de ter um alguém do meu lado para partilhar comigo as coisas simples que a vida nos dá como a alegria de um sorriso ou até mesmo a tristeza de um choro.
Gostaria que o único medo que as pessoas sentissem fossem do escuro, de fantasmas e de outras coisas fictícias que de fato jamais lhe oferecessem riscos reais como mágoas, desilusões e outros
Queria que a única forma que as pessoas tivessem para buscar segurança fosse em lugares quentes no inverno, bem cobertos na chuva e em uma boa sombra no calor ao invés do silêncio profundo individual que as levam a se afastar daqueles que nada mais querem a não ser o seu bem.
Às vezes eu queria que os nossos erros fossem de fato algo que nos servissem unicamente para aprimorar nossos métodos pessoais para sermos cada dias melhor ao invés de nos encher de remorsos e tristezas que por vezes podem se perpetuar pelo resto de nossas vidas gerando aquele sentimento de culpa irreparável.
Gostaria de um mundo onde não existisse verdades, mas apenas o bem comum, onde as pessoas não evitasse umas as outras, mas convivessem na mais pura harmonia sem discórdias, preconceitos ou desavenças.
Às vezes queria viver em um mundo onde não houvesse tanta hipocrisia, frieza e egoísmo, onde as pessoas que vivem pregando o respeito de fato soubessem o que isso realmente significa ao invés de ficarem nos julgando com o famoso "viu, eu não te avisei!?" nos momentos que tomando decisões erradas. Mal sabem elas que essas palavras são capazes de ferir muito mais do que a própria consequência não esperada da decisão mal tomada.
Gostaria de acordar diariamente não com a preocupação de evitar chegar atrasado no serviço, mas sim a tempo de poder ir no mais alto de uma colina para poder ver o nascer do sol na linha do horizonte lentamente subindo no céu onde os únicos obstáculos à vista fossem os das aves que cruzando os céus em busca da sua liberdade.
Queria viver em um mundo onde o único poder que as pessoas tivessem fosse o de fazer o seu semelhante ser e se sentir muito melhor do que esteja, ao invés de julgá-los. Onde não houvesse tanta inveja e pessoas querendo ser umas melhores que as outras dispostas a tudo para se sair melhor do que seu próximo.
Na verdade o que eu mais gostaria de verdade é que não houvesse o passado para recordar de modo que a intensidade do presente unida com a expectativa do futuro não nos desse tempo de nos preocupar com algo que jamais poderá ser mudado pelo fato de já ter acontecido..
Eu tive um espanto em uma tarde de sábado que fiquei desesperado,meu amigo e o homem que dediquei um afeto que eu passei a chamar de amor estava com outras pessoas e divertindo, e eu só, com o entalo na garganta querendo abrir o jogo do que eu sentia e do que poderíamos viver a dois, eu estava ouvindo EU PRECISO DIZER QUE TE AMO de cazuza.
Eu
Eu sou o meu erro, também sou o meu acerto
Eu sou a minha raiva, também sou a minha paz
Eu sou o meu deus, também sou o meu diabo
Eu sou o meu amor, também sou a minha antipatia.
Eu era eu, eu sou eu, e sempre será eu
Eu sou a minha luz, também sou a minha escuridão
Eu sou a minha esperança, também sou a minha desesperança
Eu sou a minha vida, também sou a minha morte.
Eu sou a minha culpa, também sou a minha desculpa
Eu sou o meu ânimo, também sou o meu desânimo
É eu contra eu, e eu por mim
Sempre será eu por eu, e eu contra eu
Eu sou o meu melhor amigo, e também sou o meu pior inimigo.
Eu sou meu herói e também sou meu vilão
Eu sou o meu céu e também sou o meu inferno.
Já me disseram que eu estivestes presa em um mundo só meu. Que eu deverias acordar e enxergar as coisas de outra maneira. Que talvez não agora, mas um dia, me afundaria no poço da solidão. Mas não, eu não pretendo rastejar aos pés de ninguém, não pretendo ser do jeito que os outros esperam.
Qual é o nome do meu ser?
Quantos nomes posso ter?
Um nome que alguém me deu
Um nome que eu quero ter
Meu nome quem é você?
Meu ser quero conhecer
Mesmo sem nome
Eu e você vamos ser Um
Se o meu Eu se reflete em tudo que vejo
como pode ser tão difícil olhar para mim mesmo?!
Mas que paradoxo!!
Percepção que oxida quando não se cuida
e mesmo sabendo não é conclusa.
A forma como você trata os outros é a forma como você trata Deus.
Se existe um Deus ele é o Outro.
Aquele que por ora parece ser o Demônio,
por fora parece infortúnio e muitas vezes te decepciona.
Eu, tu e eles.
Nós somos Ele.
Sobre mim? Bom, vamos lá: para mim, ‘quem se define, se limita’! O meu único limite é a minha consciência. Sei quem sou, mas prefiro não ter uma opinião formada sobre mim. O fato é que o universo está em constante transformação e, nesse sentido, vou seguindo o fluxo.
Aqui de longe ,
Eu te quero bem,
meu bem ...
Eu te sinto...eu sinto...
Mas de perto,
é aversão e frustração.
