Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"Eu não 'to a venda, eu não valho
Nada é páreo para um preto revoltado com o sistema segregado
E que rouba a cena pique revolucionário
A pé ou de Palio"
"Isento de qualquer derrota eu to longe de estar
Muita lutas, poucas glórias, mas um dia eu chego lá"
"Somente na escrita me sinto liberto
A poesia é o mundo que eu quero habitar
Pois lá tudo posso, pois lá tudo tenho
Converso com o Tempo e até posso voar"
"Se quer ser salvo, não me ouça
Que eu sou amigo da onça
Sou amigo da fauna e a flora
Que esses vagabundo explora"
Eu escrevo histórias humanas. Escrevo sobre pessoas. Não como um produto de seu meio, mas a partir do ponto de vista de que todo mundo é feito da mesma coisa.
"Eu não tive vocação pra ser presidiário
O sistema me ensinou a ser na marra mesmo
Por que quando falta leite e comida no prato
Nenhum lobo passa fome olhando pros patos"
Eu corro contra a parede da magoa. Bato e caio e corro novamente, até que um dia eu consiga derrubala.
O PARADIGMA DA FÉ:
O fácil nem cogitei... O difícil eu fiz na hora... O impossível eu fiz ontem... O milagre DEUS faz agora...
Me perdoa, mesmo se eu não me arrepender
Me perdoa, se eu não souber o que fazer
Me acolha, se a vida é mais do que viver de escolhas...
Virar a página ou rasgar a folha?
Esperando a Primavera
Se flor eu fosse
acordaria sempre num jardim
Exalaria a todos
o perfume que há em mim
Se primavera eu fosse
seria mais abrangente
Propagaria perfume à cores
por todo o continente
melanialudwig
Eu tenho a impressão
Eu tive a impressão
Sempre tenho quando olho alguém
Vem sempre antes da opinião
Não importa quando, onde e quem.
E o resultado que logo aparece
Depende da porosidade da razão
E do contato da tinta minuciosa
Conhecida na cor e no tom, como sensação
Tentei ser preciso nas palavras
Na compressão estava o ato de abstrair
Para o leitor deixo este poema como um papel
Pois a mente é a única impressora
Em que não há limites para imprimir.
“Eu sei que muitas vezes precisamos navegar em alto mar pra mudar a própria sorte.”
Giovane Silva Santos
Por que eu não falei das flores?
Por que eu não falei das flores?
Que na primavera desabrocharam
Com cores incríveis, e aroma doce
E muitas abelhas aproveitaram.
Por que eu não falei das flores?
Azul, lilás, amarela ...
Multicores que logo seduz
Aos olhos, um arsenal de aquarela.
Por que eu não falei das flores?
Verdadeira companhia da alma,
Que resgata a infância, numa nostalgia
Embalando a consciência, já calma.
Por que eu não falei das flores?
Já é findada a estação,
Primavera! O seu retorno aguardo
Fazendo do pesar, a minha canção!
O menino que sonhava acordado
Eu conheci um menino,
Alegre e de bom coração
Que gostava de viver em um mundo,
Fruto da sua imaginação.
No seu mundo, ele moldava
Usando a sua percepção,
Fragmentos da realidade
Segundo a sua própria interpretação.
Poderia ficar dias,
Neste universo a admirar
Só bastava imergir,
E nas águas dos sonhos mergulhar.
Isto não lhe custava nada
Dinheiro não era o investimento,
O valor mesmo imposto
Era apenas o momento.
O momento que apesar de regido
E pelo tempo controlado,
Era para este menino
Como se tudo tivesse parado.
Tudo menos a sua mente,
Que trabalhava a todo o instante
Tingindo de infinitas dimensões,
A ilusão desta viagem alucinante!
Todavia, ele sabia
Sabiamente separar,
O seu mundo imaginário
Da sua vida que estava a trilhar.
E mesmo assim não se importava,
Que o que construiu não existia
Afinal era este detalhe,
Que tanto o alegrava e o envolvia.
Ah como era bom a liberdade
Com que o seu mundo criava,
Era como um talentoso pintor
Que sobre uma tela, a tinta deslizava.
E depois de pronto a pintura
Vale a pena olhar,
As minúcias desta tela
Que tantos detalhes tem, para contemplar.
Mas se tem um defeito,
Nesta tela pintada
O que poderá ser feito,
Para arrumar esta empreitada?
É daí que vem a magia
Deste menino a imaginar,
No mundo da imaginação
Tudo pode se alterar.
Não há limite, e nem obstáculos
Nos sonhos construídos,
Pois tudo que o compõe
Foi por ele definido.
E assim se passou muitos anos,
Com este tesouro escondido
Vivo na mente e no coração,
Deste garoto querido.
Mas com o avançar do tempo,
Chegou a maturidade,
Que descobriu o tesouro
E entendeu a sua finalidade.
E depois disso tratou
De acabar com a tal riqueza,
Escondendo o, em um vazio
Trazendo ao menino, a tristeza.
Desde então este pequeno,
Passou a se acostumar
Ser pobre de fantasia,
E não conseguir mais sonhar.
Porém, certo dia
Já estando adulto então,
Sentiu na alma algo diferente
Uma espécie de emoção.
Pois esteve a lembrar,
Dos bons tempos que passou
Ao lado do seu tesouro,
O mundo que quando criança sonhou.
Ele não tem um mapa,
Para esta riqueza reencontrar
Apenas guardou as recordações,
Dos momentos que esteve a viajar.
Assim conseguiu entender,
Que não importa o tempo que passar
O que é bom permanece guardado,
E em nós sempre vai estar.
E para que nunca se perca
Esta lembrança a embalar,
O menino teceu nestas entrelinhas
Esta essência a se eternizar.
