Eu Vou mais eu Volto meu Amor

Cerca de 665692 frases e pensamentos: Eu Vou mais eu Volto meu Amor

Sesta no jardim:
a borboleta me acorda.
Coça o meu nariz.

À sombra, num banco,
folha cai suave
sobre meu cabelo branco

a lua se foi
meu rouxinol se calou
acabou-se a noi-

Não pude imaginar
Esse tigre invisível
Que vês em meu nariz

Quero ouvir na noite
os sapos que embalarão,
eternos, meu túmulo.

Venha colibri:
dentro do meu coração
já é primavera.

Move-te ó tumba!
Meu pranto
é o vento do outono.

O meu pai dizia das mulheres: "quem conhece uma, conhece-as a todas".
(Do filme Atirem no Pianista)

Eu sempre gostei das coisas que li. Claro, que elas são sobre mim. mas elas era muito concentradas no meu orgão progenitor, e não prestavam atenção para o fato de que eu era um jovem razoalmente saudável, alguém que tinha algo mais do que braços, pernas e olhos tinha um cérebro, o equipamento completo. A imprensa sempre faz isto.

Jim Morrison

Nota: Jim Morrison, 1970

E ela abria-me os braços. E eu ficava.

Amigos eu tenho muitos. Você eu quero em minha cama.

Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido. Que desejes uns sonhos descabidos e que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração,os mantenha acesos, livres de frustração. Desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos. Mas desejo também que desejes uma alegria incontida. Que desejes mais amigos, e nem precisam ser melhores amigos, basta que sejam bons parceiros de esporte. Desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, mais dinheiro e sentimentos vários, mas desejo, antes de tudo, que desejes.

Eu me cobrava tanto ser feliz que às vezes perdia a noção de que já era.

"Mas se eu parar de te procurar, aí é a sua vez de me entender."

Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o Bob Marley, com o Bob Dylan e até com o ovomaltine do Bob’s. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo.

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre? (…)E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão. Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.

"Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias."

Eu nasci amalgamada com a solidão deste exato instante e que se prolonga tanto, e tão funda é, que já não é minha solidão mas a Solidão de Deus. Alcancei afinal o momento em que nada existe. Nem um carinho de mim para mim: a solidão é esta a do deserto. O vento como companhia. Ah mas que frio escuro está fazendo. Cubro-me com a melancolia suave, e balanço-me daqui para lá, daqui para lá, daqui para lá. Assim. É! É assim mesmo.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Amanhã é um novo dia. Um novo outro qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha, Zé.

Ela é discreta e cultua bons livros. E ama os animais, está ligado eu sou o bicho...