Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"E eu já sei seus gostos, manias, desgostos, e essa não é a primeira vez que eu novamente me apaixonarei por ela..."
Se eu desaparecesse desse mundo?
O mundo sentiria minha falta, se abalaria por falta de uma única pessoa?
A resposta e não.
Agora se eu desaparecesse do seu mundo do mundo das pessoas que convivem comigo sentiriam ou vc sentiria minha falta?
A resposta e sim , porque pode não percebe mais minha função na vida de cada um que me conhece ficará a minha espera, meu espaço estará lá vazio e vc não entendera o porquê daquele vazio no peito.
Faço falta a muitos e poucos dão valor.
Mais um dia eu morrerei ou irei embora da vida de que por tanto Faço e não me da valor ou se desfaz de mim da minha presença.
A maioria explica, eu confundo. Prefiro as dúvidas instigantes do que as certezas vazias. Não quero que aceitem o que digo, quero que questionem. Gosto de ir a fundo nas questões, nada raso me interessa. Quero ir o mais longe possível , quero me surpreender com minha capacidade de resistir e aceitar a verdade imposta, o julgamento alheio, o pensamento pronto. Quero descobrir a minha verdade, dominar a força que vem do externo, captar a mim mesma. Não aceito nada que não me motive a ir além , adiante do que eu possa imaginar, que me direcione ao meu melhor, ao que ainda não sei, que me transfome, me modifique. Quero que a dor e a alegria da dúvida me ensinem, me ponho a disposição para ser uma semente, e florescer lentamente, sem nada para me prender, a não ser a divina vontade de me superar.
DECIDIDAMENTE
Hoje, eu decidi ser eu, sem receios,
Sem medo do julgamento de terceiros,
Decidi ser gente antes do que profissional,
Ser mais leal e legal comigo, amigos e até
Com o inimigo que a vida me deu de castigo,
Total, como todo sujeito quero rever defeitos,
Então espero e quero, mesmo que sem jeito,
Escancarar o peito, rasgar a alma com calma
Pra inocentar as minhas culpas e quem sabe
Assim, enfim, minimizar as minhas desculpas.
Quero confessar medos, sem segredos de
Meio termos, de pudores e falsos valores.
Ah! Hoje decidi também que vou chorar,
Dar um basta às lágrimas trancadas e até
Ousar ao gritar a palavra travada pela mágoa.
Quero dar um basta às fofocas que ouvi, e
Só pra te avisar, guri, hoje inclusive decidi
Que quero te amar, que vou pular o muro da
Vergonha, ultrapassar a ponte do preconceito e
Te descobrir inteiro, sem todos aqueles rodeios,
Despido mesmo de tudo que é ruim neste mundo,
Porque decididamente, finalmente, literalmente
Hoje decidi que a hora é agora, que vou acabar
Com o ensaio e estrear como mulher, mulher
Que se sabe, se assume como é, te ama e quer!
Guria da Gaúcha Poesia
Lavando a Alma,
Página 29
1989
Mentiras para crianças
Quando eu era criança
Me contavam estórias sobre um homem do saco
Que me levaria caso desobedecesse meus pais
Mas cresci tanto no corpo quanto na alma
E percebi que nada disso era real
Assim como os muitos deuses e demônios temidos pelas pessoas.
Beijo-a no sono — beijo-a
mentalmente não vá eu acordar
a luz dos meus dias.
Eu esperei rosas, flores, eu esperei todas as horas do dia e os minutos também.Sei que elas iriam secar , mas também sei que elas me fariam lembrar.Você
Não é que eu queira me achar tremendamente linda, gostosa ou todos esse adjetivos que as mulheres querem ser chamadas. Mas confio em mim, e sei que se quiser pelo menos tenho meia dúzia de marmanjos que beijariam o chão por mim , e ó não faz a mínima diferença, não faz mesmo , por que quando você encontra alguém que ama de verdade, todas as outras opções são excluídas, e ele , ah ele é a minha única escolha
Finjo que não me importo , e quando você diz o porque não nos conhecemos antes, e eu sempre digo que era por que foi aprendizado e que foi bom. Mentira, eu queria ser sua primeira, a única que você amou, a única que fez você mudar de vida, a única pela qual você sonhou, a que fez você sentir o que nunca sentiu antes, queria ser aquela com quem você se casaria de olhos fechados e fugiria até pra Marte. Mas eu também queria que você fosse o único da minha vida, e pra mim é .
Hoje eu queria escrever sobre saudade.
Mas não tem como escrever sobre isso
sem lembrar de você.
A minha saudade mais bonita,mais sincera,
mais intensa.
A ausência mais perturbadora, mais sofrida,
mais doída.
Você sempre vai ser o dono das minha melhores lembranças,das minhas maiores saudades,
do meu amor mais sincero.Que durou pouco,mas foi eterno.
Sinceramente Nhorkin –
”Eu sempre as avisei, desde o inicio. Eu sempre deixei a entender, nas entrelinhas. ”Devo advertir você eu sou carimbado com um aviso invisível. Eu nunca vou me comprometer eu nunca casarei.” Apesar dos meus esforços, estou começando a sentir certas falhas… Nesse meu ”estilo de vida”. Sabe, quando eu olho para trás, na minha pequena vida, e todas as mulheres que eu conheci… Não posso deixar de pensar… em tudo que elas fizeram por mim… e o pouco que eu fiz por elas. Como elas cuidaram e se importaram comigo e eu nunca retribuí o favor. Sim. Sempre pensei que tinha o acordo perfeito. O que eu tive? De verdade? Algum dinheiro no bolso. Algumas roupas boas, um carro legal á minha disposição. E sou solteiro. Descompromissado. Livre como um pássaro. Não dependo de ninguém. Ninguém depende de mim. Minha vida é minha. Mas não tenho paz de espírito. E se você não tem isso, você não tem nada! Então… Então, qual a resposta? É o que eu fico me perguntando. O que tudo quer dizer? Sabe o que quero dizer?”
Se tivesse assistido invés de ter lido, eu não teria declamado.
Se tivesse ficado invés de ter ido, eu não teria chegado.
Se tivesse duvidado invés de ter acreditado, eu não teria comoçado.
Se tivesse descido invés de ter subido, eu não teria caído.
Se tivesse gritado invés de ter relaxado, eu não teria me acalmado.
Se tivesse deitado invés de ter levantado, eu não teria continuado.
Se tivesse parado invés de ter trabalhado, eu não teria terminado.
Ocorre que eu declamei, cheguei, comecei, caí, me acalmei, continuei, e terminei o meu trabalho.
Você sempre teve nome, e eu não sei se é ventania ou brisa, fúria ou calmaria...
Nos meus versos te chamo Amor.
