Eu Vou mais eu Volto meu Amor
A Borboleta Azul
Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.
Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.
O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.
E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.
E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…
E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.
Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.
Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.
Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.
Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.
Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.
Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.
Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Em Seus Braços
Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.
Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.
Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.
Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.
Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.
Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.
Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.
Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.
Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.
Entre dois mundos
Não sou do tipo “normal”.
Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.
Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.
Acordei…
ou achei que acordei.
Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.
Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…
Nada.
Foi então que, sem entender,
olhei para trás —
e me vi.
Deitada.
Dormindo.
Havia duas de mim no mesmo espaço:
uma presa no corpo,
outra presa no quarto.
Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.
Tentei me acordar —
toquei, chamei…
mas era como tentar alcançar o vento.
Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.
Nada.
Então desisti.
Voltei para a cama.
Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:
— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.
E esperei.
Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.
Depois…
acordei.
Como se nada tivesse acontecido.
Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.
Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.
Mas entendi outra coisa:
eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…
E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.
Sempre vivi
entre dois mundos.
E, por muito tempo,
tentei negar isso.
Fingir.
Me encaixar.
Ser outra.
Hoje, não.
Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:
— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.
Ela ficou.
E, desde então,
não questiona mais —
admira.
Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.
E eu aprendi:
não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙
Luz que não se apaga
Lana e Ian,
um dia eu me escondi
para caber no mundo…
diminui quem eu era
para não incomodar.
Mas vocês foram criados diferentes.
Eu fiz o possível para que fossem pessoas radiantes,
confiantes e com personalidade...
A vida, às vezes, ensina pela dor —
mas eu peço a Deus
que vocês aprendam pelo amor.
Que a fé de vocês nunca se apague,
que a bondade não endureça
e que os seus corações
sempre reconheçam o que é verdadeiro.
Que rezem e agradeçam sempre.
Que orem pelas pessoas
e por todos os seres vivos,
para que fiquem sempre bem
e protegidos de todo o mal...
Nunca deixem de acreditar nas pessoas,
nunca guardem rancor
e ouçam os seus corações.
Que, com o tempo, aprendam
que as coisas ruins existem
para algo ainda maior...
Enfim, eu criei vocês para brilhar.
Que sejam sempre luz na vida de alguém.
Então, levantem sempre a cabeça,
estufem o peito
e andem como donos do mundo.
Não se diminuam.
Nunca.
Quem ama vocês de verdade
não caminha ao lado limitando —
corre para acompanhar.
E, se algum dia tudo parecer incerto,
olhem para dentro…
é lá que Deus sussurra.
No Reino de Deus,
nada se abaixa para caber —
só entra quem vibra na verdade.
Só quem for realmente capacitado fará parte.
Então, meus filhos, não se apaguem.
Brilhem e, simplesmente, sejam felizes...
Sabendo que sempre fizeram o melhor que puderam.
Eu amo vocês!
Edineurai SaMarSi
O Sol, a Lua e Eu ☀️🌜
Já era adolescente.
Sabia exatamente o que desejava, embora talvez não soubesse o motivo...
Meu pai me perguntou o que eu queria e disse que me daria qualquer coisa.
Duvidei, é claro...
E, talvez por já carregar dentro de mim um certo fascínio pelo impossível, respondi sem pensar muito:
— Eu quero a Lua. 🌜
Como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo, respondeu:
— Tá bom. De hoje em diante, a Lua é sua.
Sorri.
Agradeci.
E, nesse momento, ele tentou me testar. Talvez a minha sanidade ou a dele, não sei, e completou:
— Vai lá pegar a sua Lua.🌜
Olhei para o céu e respondi:
— Não precisa. Gosto dela assim, exatamente como e onde está.
E, sabendo que ela é minha agora, ela se tornou ainda mais bonita.
Talvez porque as coisas não precisem nos pertencer para serem nossas.
Talvez porque o amor nunca tenha sido posse.
Talvez porque a beleza exista justamente na distância que nos permite admirá-la.
Sempre achei que tudo possui um lugar, um tempo e uma lógica.
Não preciso mexer nas obras de Deus. Elas são perfeitas. Até uma flor que se arranca precisa de um motivo, uma razão, uma circunstância; caso contrário, é matar em vão.
Desde então, sempre disse que a Lua era minha.
A minha Lua.🌜
Livre.
Inteira.
Brilhando para todos.
O que eu não sabia era que sempre fui a própria Lua.
Nasci Lua.
Cresci Lua.
Era a Lua da família...
Admirava-a através das grades da janela, como um segredo absoluto...
E, enquanto outras pessoas corriam em direção ao Sol, eu me recolhia.
O Sol queimava minha pele.☀️
Fazia meus olhos arderem.
Seu brilho intenso me incomodava.
E, sem perceber, passei boa parte da vida tentando me esconder.
O que não entendia era que precisava dele para viver.
Afinal, a Lua não existe sem o Sol.
Seu brilho não nasce dela.
É reflexo.
É encontro.
É dança silenciosa entre opostos que parecem distantes, mas que dependem um do outro.
Porque talvez, só talvez, sem a presença da Lua, o Sol também não tivesse motivo para existir.
Porque há luzes que brilham sozinhas.
E há luzes que só descobrem a própria grandeza quando encontram algo digno de iluminar.☀️🌜
Telepatia: entre o real e o imaginário
— Eu amo você todinho...
Não, não é aquela música.
— Amo a sua orelha...
— A orelha?
— Aham...
Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos...
Amo a sua testa.
— A testa?
— Sim. É meio grande, mas eu gosto...
Amo os seus lábios.
Não só porque são lindos...
Mas porque queria que se encontrassem com os meus.
Amo as suas sobrancelhas, as duas...
E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo.
Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes.
Mas não sei... algo estranho acontece.
Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus.
Em algum lugar, eu entro.
Vou muito fundo, seja em você ou em mim.
É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho.
Mas não desisto.
Vou além, até na contramão.
Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto:
— É o meu ou o seu?
Onde estou, afinal?
Estou dentro de você ou dentro de mim?
Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem.
E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair.
Mas alguma coisa me tira de lá.
E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade.
Confusa, sinto saudades.
Da minha casa ou da sua?
Seja onde for, é lá que eu queria morar.
As Quatro Sou Eu
A minha jornada,
a minha série...
a minha alma!
Durante muito tempo,
talvez eu tenha olhado
para essas histórias como
quem observa outras pessoas.
Eu, de um lado.
Elas, do outro.
Quatro histórias.
Quatro tempos.
Quatro mulheres.
Mas talvez eu tenha me enganado.
Talvez não sejamos quatro.
Talvez sejam apenas quatro
capítulos de uma mesma história.
Não sou uma espectadora
olhando para vidas que ficaram para trás.
Sou aquela que, de alguma maneira,
continua atravessando cada uma delas.
As dores, os sonhos, os amores, os medos, as escolhas...
Tudo parece carregar alguma coisa que ainda reconheço.
É como abrir um caderno antigo e
encontrar uma letra que,
embora pertença a outro tempo,
ainda parece minha.
Talvez porque seja.
Não preciso separar quem fui de quem sou.
Não preciso escolher qual delas sou eu.
As quatro sou eu.
Eu sou a menina que sonhou.
A mulher que amou.
Aquela que esperou.
E aquela que hoje olha para tudo isso
tentando compreender.
Talvez o tempo tenha mudado os cenários,
os nomes e as circunstâncias.
Mas existe algo que permaneceu.
Uma essência.
Um fio invisível costurando uma história à outra,
como se cada vida não terminasse exatamente
onde a seguinte começava.
E talvez seja por isso que algumas
lembranças não parecem lembranças.
Alguns sonhos não parecem apenas sonhos.
E alguns sentimentos chegam sem pedir licença,
como se já soubessem o caminho.
Hoje, quando escrevo, tento não me perder entre elas.
Não quero ser espectadora da minha própria história.
Quero apenas escutar.
Porque talvez não sejam quatro vozes falando comigo.
Talvez seja apenas uma.
A minha.
Em diferentes tempos.
Em diferentes formas.
Mas ainda eu.
Protesto por acaso
Outro dia quase pedi licença também, mas acabei passando direto!
Eu estava caminhando e, bem na frente da Prainha, havia um carro de polícia parado no meio da ciclovia, com todo mundo dentro. Não mudei de direção e continuei andando até chegar quase em cima do carro. Só então desviei e voltei para a pista.
Foi aí que percebi o que tinha feito e, principalmente, a música que estava ouvindo... Como o Bluetooth do meu celular dá uns perdidos e eu queria postar uma foto, estava ouvindo "O amor venceu a guerra", do GOG, bem na parte:
"Veja só o que eu consegui com meu trabalho / Casa, joias, conta corrente, carros / Nacionais, importados, todos caros / Altos sapatos, casacos raros / O que cansa é o entra e sai constante / Cliente que conversa, estressa bastante..."
Quando olhei para trás, estavam todos me encarando! 😂👮♂️
Mas, depois disso, arrumaram o lugar certo para estacionar e não ficaram mais no meio da ciclovia. Fiz tudo sem querer, mas talvez tenha sido um protesto inconsciente. A gente cansa de ver essa situação de viatura parando em qualquer lugar e atrapalhando o pedestre, só pelo poder que exercem. 🤔
#GOG #RapNacional #Caminhada #Cidadania #Prainha
Os meus tesouros
Um dia, voltando de uma viagem internacional, eu estava tomando todo cuidado com as minhas coisas especiais.
Enquanto organizava a mala, falei:
— Estou cuidando dos meus tesouros!
Ian me olhou e, com aquela sinceridade que só os filhos conseguem ter, respondeu:
— Nossa, mãe... se alguém ouvir isso e roubar sua mala, vai morrer de decepção quando abrir e descobrir que seus tesouros são balas, chocolates, brinquedinhos e bichinhos de pelúcia!
Eu ri.
Porque ele tinha razão.
Talvez um ladrão realmente esperasse encontrar ouro, joias ou dinheiro.
Mas encontraria os meus tesouros.
E talvez fosse justamente aí que estivesse a diferença.
Para ele, eram apenas balas, chocolates e brinquedos.
Para mim, eram lembranças.
E, afinal, não é isso que faz alguma coisa ser um tesouro?
O valor que ela tem para quem a guarda. 🥰🧸🍫🍬
Comendo Caranguejo
Eu já tinha comido caranguejo em restaurante. Então, um dia, a família resolveu fazer em casa. Estavam todos comendo, e eu ali, apenas olhando.
Até que perguntaram:
— Você não gosta de caranguejo?
Eu: — Adoro!
Eles: — E por que não come?
Eu: — Estou esperando chegar na parte do peito.
(Cabeça = peito de frango, na minha lógica. 😂)
Todos começaram a rir muito e me explicaram que essa parte não se come.
Eu: — O quê??? Só se come isso?
A pessoa que inventou de comer caranguejo deveria estar com muita fome ou ser completamente maluca! Se eu encontrasse essa criatura, daria uma voadora nela! 😂
Agora estou morrendo de vontade de comer carne. Vou ali ver se acho uma vaca. 🐄😂
Não imaginam o quanto eu lamento a extinção dos dinossauros... 🦖
Nos anos que vivi à sua sombra
Eu me apaixonei, viajei, explorei e amei
Também em mágoas me afoguei, chorei, e muitos dias da cama nem levantei
Por um tempo mantive a calma
Em outros arranquei os cabelos
Houveram momentos em que gritei
Mas a todo tempo, com lágrimas ou sem, eu chorei
Vi minha tristeza no fundo de uma garrafa
E a vi na beirada de camas estranhas
Meu desespero andava pelas esquinas
Enquanto todos os dias meu coração chorava
O que fiz para merecer tal sina
Diariamente eu me perguntava
Quando tudo isso vai passar?
Sempre na esperança de que tudo passa
De repente o bêbado da esquina fez sentido
E o que saltou da janela um louvor à sua coragem
E por muito tempo me mantive na bela miragem
Ter sentido seu cheiro e tua voz ouvido
Amor, eu voltei. E para ficar.
Quando um ateu quer provar que Deus não existe ele não é ateu, eu não acredito em extraterrestres como falam os filmes portanto não falo deles, não leio sobre eles, não vejo nada sobre eles, se existirem ou não eu nunca me incomodei com isso, agora ateus que querem provar a inexistência de Deus parecem estar querendo expulsá-lo de dentro de suas consciências, no fim de tudo eles têm mais problemas com fé do que com dúvidas.
Eu não seguro a mão de mulher que busca oprimir outras mulheres, não é feminismo seletivo, é sobrevivência!
Cota De Malha Pertinácia
Equipei-me e saí pelo mundo sombrio.
Todos os dias eram sombras; eu esfaqueava os demônios.
Era como uma guerreira solitária, lutava pelos justos.
Ansiava por justiça diariamente.
Sentia muita dor, e a maior delas habitava em minha alma.
Mas ainda não tínhamos morrido, não é?
"Siga em frente, esperançosa guerreira!", dizia ela para si mesma, mesmo já sem esperança.
Estilhaços do Espírito
Eu tenho que esconder,
Esconder o que eu sinto
Por não conseguir
Contar todas, completamente,
Contar todas as feridas.
Todos os cortes e machucados,
As lesões que eles me deram,
Todos os algozes,
Todos os que prometeram me proteger.
Pois estou com minha própria sombra,
Com minha própria espada,
Com minha própria mente,
Como sempre estive.
Até quando pensei que não.
Mas, agora, está pesado demais.
Não há quem salve,
Não há quem permaneça.
Os assassinos foram embora,
Os traidores riram.
Deixaram as consequências,
E a culpa foi transferida para os inocentes.
Vou nadar de volta até a superfície novamente.
Vou puxar os passos
Mesmo com o peso dos ferros nos meus tornozelos,
Vou forçar a mente
Mesmo com as feridas de chumbo.
Mesmo com lágrimas de sangue,
Seguirei lutando.
Pois ainda há fôlego de espírito,
Até o meu descanso chegar.
Minha alma ainda está aqui.
- Ramile Godon
Labirinto de Sombras
Eu simplesmente deveria,
Mas não consigo abandonar tudo.
Se eu simplismente não me importasse,
De qualquer forma,
Eles me pertubam.
Preciso me distanciar.
O inferno é aqui.
Não vale a pena.
A vida se consome,
O espirito se perturba.
Não vale a pena.
Alma em turbulência.
Em minha direção,
Vejo a luz se apagando,
Abandonada para a morte.
Por quê?
Estou tentando me salvar,
Estou fazendo isso sozinha.
O divino não estende a mão
E o mortal não ama.
Corro nesse labirinto
Para alcançar a luz.
- Ramie Godon
