Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Quem sou Eu ? #2


“Se conselho fosse bom, se vendia, não se dava!”, mas calma, essa história sempre foi real. No entanto, “se conselho fosse bom, a gente não dava, nem escutava, e sim comia!”.
Disse, no passado, que mudei minhas classes: de amores e flores para mágoas e sentimentos de dores. Mas, para que contar isso, se, no quarto, a parede mais escura está na minha frente, me dizendo o quão fraco sou [...]
Mas, afinal, quem sou eu?
Sorrisos falsos, abraços sem sentimentos, apertos de mão sem reverência. Mas, afinal, o que acontece depois do culto? Não sei, tenho essa dúvida também. Meu quarto está organizado, mas a vida, bagunçada.
Eu até lembro quando te aceitei, Jesus. Chorei muito, perdi “amigos” — e, sim, entre aspas. Parecia que tudo novo foi feito; a casa realmente era do zero.
E, hoje em dia, ela não está pronta nem para reforma.
No final da crônica, a morte sempre esteve aqui. A morte sempre persegue aquilo que amo; a morte sempre persegue meus amigos; a morte sempre persegue aquilo que construo. E, no final verdadeiro da crônica, esse é o motivo pelo qual faço tudo com vida.
No oculto das paredes mais escuras do meu quarto, os sentimentos de dor eram tão reais, porém ninguém viu. Mas, afinal, quem sou eu?
Talvez eu não seja o mesmo Renan.
Jesus, Tu me sondas e, quando me achares, por favor, remove as ilusões que eu criei...
Que eu criei.

Uhtred de Bebbanburg diz que “o destino é tudo”. Eu diria que tudo é para o destino.

Eu sou efêmero. Escutei essa frase, ela é muito forte. Efêmero significa: tramsitório, temporário, passageiro - Mas geralmente usamos no sentido de pouca duração. O que escutei dizia em um contexto do ser humano ter uma duração, sua finitude. Pensei bem a respeito, a frase pode fazer sentido em relação à nossa existência; contudo, depende da referência do que seria essa "pequena durabilidade". De qualquer forma, pode ser importante nos lembrar disso, para ressignificar nossos horizontes, mas só de vez em quando para não nos afetarmos dolorosamente.

Eu sou o milagre que precisa ser salvo! Se eu não consigo salvar a mim mesmo, que instrumento de ajuda eu serei para alguém?!

Eu não espero reciprocidade. Uma mente madura consegue compreender que cada pessoa tem sua própria maneira de pensar, agir e demonstrar o que carrega dentro de si. Mas também entende que existe uma diferença entre não esperar nada em troca e aceitar relações, ambientes ou situações em que apenas um lado se dedica.

Existe uma reflexão que diz que não são as cercas que mantêm as ovelhas no aprisco, mas a qualidade do pasto. E essa ideia vai muito além das relações afetivas. Ela se aplica às amizades, à família, ao trabalho, às relações profissionais e a todos os espaços dos quais fazemos parte.

As pessoas não permanecem verdadeiramente porque são obrigadas, porque têm medo de partir ou porque alguém exige sua presença. Elas encontram motivos para permanecer quando existe respeito, reconhecimento, confiança, cuidado e valor naquilo que compartilham.

Isso não significa fazer o bem esperando uma recompensa, tratar alguém bem esperando vantagens ou oferecer algo apenas para receber o mesmo de volta. Significa compreender que toda relação saudável precisa de condições para existir, crescer e fazer sentido para quem dela participa.

Não podemos exigir que todos tenham os mesmos valores, a mesma disposição ou a mesma forma de demonstrar consideração. Cada pessoa oferece o que pode e o que escolhe oferecer. Entretanto, também temos o direito de avaliar onde estamos investindo nosso tempo, nossa energia, nosso conhecimento e nossa dedicação.

A maturidade está em não precisar cobrar constantemente aquilo que deveria fazer parte de uma relação saudável, mas também em não confundir generosidade com obrigação de aceitar qualquer coisa.

Isso vale para quem permanece em uma amizade, para quem se dedica a uma família, para quem veste a camisa de uma empresa, para quem acredita em um projeto e para quem escolhe caminhar ao nosso lado. Lealdade não se sustenta apenas por compromissos assumidos, assim como dedicação não se mantém indefinidamente em ambientes que não reconhecem seu valor.

No fim, talvez a grande questão não seja como convencer alguém a ficar, como fazer alguém retribuir ou como exigir mais comprometimento. Talvez seja compreender o que estamos construindo, que tipo de ambiente estamos oferecendo e se aquilo que pedimos aos outros também existe naquilo que entregamos.

Porque cercas podem manter alguém dentro de um espaço, mas é a qualidade daquilo que se encontra nele que dá sentido à permanência. E isso não se aplica apenas às pessoas que passam pela nossa vida, mas também aos lugares que ocupamos, aos projetos que abraçamos e aos valores que escolhemos sustentar.

EU NÃO PRECISO PARECER. EU SEI QUEM SOU.


Não me acho melhor do que ninguém. Gosto da simplicidade, da verdade e da paz de não precisar provar nada a ninguém.


Não sou amigo de todos, porque não confundo educação com intimidade, nem distribuo sentimentos por conveniência. Quando digo que gosto de alguém, é porque sinto de verdade.


Não uso pessoas para alcançar objetivos, nem aceito ser usado para satisfazer interesses. Para mim, relações sem sinceridade são apenas aproximações disfarçadas de afeto.


Aprendi que palavras podem convencer, sorrisos podem esconder e promessas podem iludir. Por isso, hoje, presto menos atenção ao que as pessoas dizem e muito mais ao que suas atitudes revelam.


Não preciso de muitos ao meu lado. Prefiro poucos, mas verdadeiros. Não exijo perfeição, apenas caráter, lealdade e reciprocidade.


O tempo me ensinou que nem todo mundo que se aproxima gosta de você, nem todo mundo que elogia deseja o seu bem e nem todo mundo que permanece é leal.


Não faço questão de agradar a todos, conquistar aplausos ou caber onde não pertenço. Minha maior riqueza é poder olhar para mim mesmo e saber que não precisei fingir, usar ninguém ou trair meus princípios para ser aceito.


Prefiro perder pessoas por ser verdadeiro a perder a mim mesmo para mantê-las por perto. Porque, no fim, de nada vale ter o mundo ao seu lado se, para isso, você precisar abandonar a própria essência.

EU NÃO PRECISO PARECER, PRECISO SER.

Não sou uma pessoa que se acha melhor do que ninguém. Gosto da simplicidade, da sinceridade e das relações verdadeiras.

Não sou amigo de todos, porque não confundo educação com intimidade, nem digo que gosto de alguém quando não é de verdade.

Não gosto de usar as pessoas e valorizo profundamente quem também não me usa. Acredito que as relações devem ser construídas com respeito, reciprocidade e verdade, nunca por interesse ou conveniência.

Com o tempo, aprendi a olhar além das palavras. Afinal, falar bonito é fácil; difícil é demonstrar caráter nas atitudes, lealdade nas ausências e sinceridade quando não há nada a ganhar.

Não espero perfeição de ninguém, apenas verdade. Não preciso de muitos ao meu lado, mas faço questão de que os que estejam sejam de verdade.

Porque, no fim, não é a quantidade de pessoas que passa pela nossa vida que importa, mas a sinceridade de quem escolhe permanecer nela.

Eu não faço música: componho trilhas que viram parte da sua história.

O que eu quero fazer
Quase nunca consigo
Queria Ter o poder
Para fazer o que é preciso

É preciso fazer você sorrir
Mesmo que esteja sorrindo
Fazer nossa amizade sempre existir
Mesmo no momento mais lindo

Mesmo que você veja
É preciso guiar-te
Em qualquer lugar que esteja
É preciso vigiar-te

É preciso te ajudar
Mesmo se não quiseres
É preciso te amar
Mesmo se não me amares

É preciso fazer você feliz
Mesmo que esteja na felicidade
É preciso fazer o que fiz
Para mim é uma necessidade

Eu só vivo em paz
Porque consigo te agradar
É necessidade da minha alma
Fazer você brilhar

Quando estou em tristeza
O seu sorriso me é essencial
Ele é a essência da beleza
O qual te torna especial

quando eu estiver preso, com as mãos amarradas, camisol de força lona grossa
o eco do silêncio batendo nas paredes internas
do que a gente chama de consciência, localizado em alguma parte do funcionamento esquisito o cérebro
quando não restar mais nada, somente eu
e a minha vontade excomungada nada reprimida de continuar existindo em algum plano, dimensão essa que interpretamos como quiser nada disso importa.
quando tudo for branco, em cima baixo lado outro, quando o despertar não vier, a expectativa morta, esperança é só uma palavra a mais no dicionário, quando isso acontecer
estarei tocando guitarra imaginária, sem os movimentos é lógico, aquela música vou estar cantando em looping até minhas cordas vocais alternarem entre acertar e errar o tom, o olhar fixo pra baixo, nada enxergo no meu quadrado, apenas escuto a melodia enquanto minha caixa vazia aumenta o volume, bebé. bebé. não estarei em tormento, pelo contrário, encontrei a liberdade em lar próprio
onde tudo e nada acontece ao mesmo tempo. onde nada poderá machucar como o dano que a projeção feita nas pessoas me marcou um dia. só eu e os backing vocals de fundo, livre de qualquer propósito criado pelo status quo. agradeceria antes do delírio pela forma que decidiram me proteger
de mim, do mundo
das razões pela qual me levam a questionar o sentido de tudo
bebé. bebé. D maior compasso a 76bpm
C - Am - G - F
- o que te fez pensar que eu me importava de verdade?
como posso me sentir tão errado levando o caminho certo. o que me custa acreditar em sonhos não vividos¿ bebé.
como faz tanto sentido reverberar e colocar em câmera lenta tudo isso, eu ainda estou com os braços amarrados, babando enquanto tento acertar as notas no meu eterno descanso mental. bebé.

Te amar dói


Eu te amo de um jeito que não sei explicar, como o mar ama a lua, sem poder tocar, como a noite abraça a luz do luar, como quem nasceu para ficar, mas precisa se afastar.


O meu coração te procura em silêncio, mesmo quando estar contigo me causa tormento. É que teu abraço é meu lugar preferido, mas é nele que sinto o amor mais doído.


Porque te amar é a parte mais bonita, mas estar perto de ti é uma dor infinita. É sorrir com os olhos, enquanto a alma chora, é querer que o tempo pare e desejar ir embora.


É ter você tão perto, podendo te sentir, e, ainda assim, sentir que estou prestes a te perder. É querer morar nos teus braços para sempre, mas saber que esse amor pode me destruir lentamente.


E eu não sei como se esquece alguém que o coração escolheu amar tão bem. Não sei como fugir de quem me faz querer ficar, nem como ficar perto sem, aos poucos, me quebrar.


Eu te amo. E talvez esse seja o meu castigo: querer você perto, mesmo sofrendo contigo. Porque a distância me mata, mas a proximidade também… E, no fim, dói te amar tanto sem saber se esse amor me faz bem.

O que as pessoas chamam de sucesso, fama e grana, eu chamo de força de vontade para sair da cama.

“Eu sempre sugiro que você se pergunte: Onde estou? O que estou fazendo? Quem habita esse corpo? Assim, pouco a pouco, você vai se lembrando de si mesmo. Durante o seu dia, permita-se fazer essas perguntas. Vá imprimindo essas questões na sua mente até que possa lembrar-se de fazê-las. A mentira e a verdade caminham juntas. Você está dormindo e acordado ao mesmo tempo. Mas, procure fazer uso da consciência objetiva que já está disponível. Permita que a parte que está desperta em você realize esse exercício. Ao fazer essas perguntas, você amplia a consciência, e essa parte desperta cresce. Então, pouco a pouco, você se percebe ocupando todo o seu corpo. Aos poucos, você se sente completamente presente, aqui e agora - você, a consciência cósmica, a consciência divina, o eterno Um que age através de todos.”

Experimente este exercício para ajudá-la a se conectar com seu eu superior, recuperando, assim, seu equilíbrio e paz, o que consequentemente implicará no seu progresso. Procure um lugar sossegado, feche os olhos e respire fundo. Segure um pouco o ar e solte-o lentamente. Respire de novo e solte o ar por inteiro, largando seu corpo. Observe seus pensamentos.

Se estão agitados, vá repetindo a palavra “calma”. Respire fundo e solte o ar, largando de novo seu corpo. Massageie os músculos da nuca. Sinta essa parte tensa e vá relaxando, captando a sensação de desprendimento.

Se você observar o seu corpo, ele estará cheio de sensações. Pense nos pés. Mexa-os um pouco para senti-los. Agora sinta um sol suave e caloroso derretê-los como se fossem feitos de gelo. Os músculos se soltam, junto com os nervos, os ossos, o tornozelo, as pernas, os joelhos. Enfim, todas as partes do seu corpo derretem suavidade.

Retome a respiração. Encha o pulmão de ar e solte… Calma! Você está consciente e em paz. Seus olhos, seu couro cabeludo se desprendem levemente. Em seu coração, suas emoções se tranquilizam. Repita: “dentro de mim não há perigo. Eu me solto em paz. Eu mereço um minuto de paz.”

Imagine agora que suas lembranças, inclusive raivas e mágoas, são como bolas negras que se dissolvem, evaporando-se no ar. Você está só, sem passado e sem futuro. Só existe o agora. Diga: “eu existo.” Nesse instante, escute o silêncio. Mergulhe nesse universo e sinta o calor que toma conta do seu corpo. Um calor abrasador. Ele começa a criar em seus ossos, nervos, músculos, veias, sangue, vísceras, pele, um novo desejo, um novo amor à vida.

Não há nada maior ou menor que você. Todas as coisas são iguais e pertencem ao mesmo universo. Não há bem e mal. Tudo é perfeição. Esse calor penetra em você agora e é tão forte que seus sentidos acordam para a lucidez e você começa a crescer, se expandir… se tornando do tamanho do universo.

A voz da vida é você. Diga: “Eu sou Deus. Eu sou paz. Eu sou a vida. Eu sou eu e tudo o que existe. Eu sou as pequeninas folhas de uma planta e sou as galáxias que há no espaço. Sou definitivamente a consciência viva, eterna e livre”.

Luiz Gasparetto

Sob a orientação de nosso Eu Espiritual, nossa Vida Imortal, o Homem veio ao mundo para adquirir conhecimento e experiência e para se aperfeiçoar como ser físico.

O corpo sozinho, sem comunhão com o Espiritual, é uma concha vazia, uma rolha sobre as ondas, mas, quando há união, a vida é uma alegria, uma aventura de interesse absorvente, uma jornada cheia de felicidade, saúde e conhecimento.

Há um método bastante seguro para o alívio de todo sofrimento – a transformação do egoísmo em altruísmo. Se desenvolvermos suficientemente a qualidade de nos fundirmos no amor e no cuidado para com aqueles que estão ao nosso redor, alegrando-nos com a gloriosa aventura de alcançar o conhecimento e ajudar os outros, nossas tristezas e sofrimentos rapidamente chegarão ao fim. Este é o grande objetivo final: a perda de nossos próprios interesses no serviço da humanidade.

Cada um de nós tem uma missão divina neste mundo e nossas almas usam nossas mentes e corpos como instrumentos para a realização dessa missão, de modo que, quando os três, alma, mente e corpo, trabalham em uníssono, o resultado é a perfeita saúde e a perfeita felicidade.

Como Filhos do Criador, temos dentro de nós toda a perfeição e viemos a este mundo simplesmente para podermos perceber nossa Divindade. Deste modo, todas as provas e experiências porque passamos não nos derrubam, pois, através desse Poder Divino, tudo nos é possível.

O objetivo supremo de toda a humanidade é a perfeição.

Pai
Abençoa-me para que eu possa
Te encontrar no templo de cada pensamento e de cada atividade.
Encontrando-Te dentro de mim, eu Te encontrarei fora,
em todas as pessoas e em todas as condições.

O dia está só começando e eu já estou aqui para te dizer que boas notícias estão chegando.
A vida sempre no oferece uma oportunidade. Ela se chama hoje!

Rafael, se eu pudesse te ensinar apenas uma coisa nesta vida, eu te ensinaria a não ter medo de errar.


Errar é bonito. Errar não diminui ninguém, não é motivo para vergonha e muito menos para se humilhar ou sofrer. Quando você errar, não abaixe a cabeça. Olhe para o erro, reconheça, aprenda e siga em frente.


E se algum dia alguém apontar para você e disser: “Você errou”, tenha coragem de responder: "Sim, eu errei.” Porque reconhecer um erro não é sinal de fraqueza; é sinal de coragem, humildade e maturidade.


Lembre-se: é errando que a gente cresce. É nos erros que adquirimos experiências, aprendemos coisas que nenhum livro consegue ensinar e nos tornamos pessoas melhores.


E quando eu digo que você ficará mais rico com seus erros, não estou falando de dinheiro. Estou falando de uma riqueza muito maior: a riqueza do conhecimento, das experiências, da sabedoria e da capacidade de aprender com a vida.


Por isso, meu filho, nunca tenha medo de tentar por medo de errar. Tenha medo, sim, de deixar de viver, de tentar, de aprender e de descobrir até onde você pode chegar.


Você não precisa ser perfeito. Precisa apenas ter coragem de aprender, sempre que a vida lhe mostrar que existe algo novo para aprender.


E nunca se esqueça: um erro não define quem você é. O que define você é a maneira como escolhe aprender, crescer e seguir em frente.

E se um dia me perguntarem o que é a vida...


Eu responderei que a vida é linda.
Linda não porque seja perfeita, mas porque, mesmo depois das lágrimas, dos dias difíceis, das dores e das decepções, ela sempre nos presenteia com uma nova oportunidade.


A oportunidade de levantar depois da queda,
de limpar as lágrimas, respirar fundo e tentar novamente.
De deixar para trás aquilo que machucou, aprender com o que passou
e seguir em frente com o coração cheio de esperança.


A vida nos ensina que nenhum momento difícil é eterno.
Depois da tempestade, o céu volta a clarear.
Depois da noite, o sol sempre nasce.
E, quando tudo parece perdido, a vida nos sussurra: “Comece de novo.”


Por isso, eu escolho acreditar na vida.
Acreditar nos recomeços, nos sonhos e nos dias que ainda estão por vir.
Porque viver é isso: cair, levantar, aprender, amar e continuar...
E enquanto houver um novo amanhecer, sempre haverá uma nova chance de ser feliz.

Eu perdi o medo de perder pessoas quando aprendi que aquilo que é verdadeiro não precisa ser segurado.

Quem realmente gosta, permanece.
Mesmo quando a distância se alonga,
mesmo quando o tempo passa,
mesmo quando a vida coloca obstáculos no caminho.

Porque quem carrega afeto de verdade
sempre encontra uma fresta por onde a presença possa entrar.

Aprendi que amor não se sustenta em cobranças,
amizade não sobrevive de insistência,
e reciprocidade não precisa ser implorada.

O que é verdadeiro flui.
Não exige esforço de um só lado,
não transforma presença em obrigação,
não faz você se sentir sozinho enquanto tenta manter alguém por perto.

Quem quer estar, encontra um jeito.
Quem se importa, demonstra.
Quem valoriza, cuida.
Quem ama, permanece — ainda que precise atravessar quilômetros, silêncios e tempestades.

Por isso, já não tenho medo das partidas.

Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras chegam para ensinar.
E algumas simplesmente seguem outro caminho.

E tudo bem.

Porque aprendi a abrir as mãos sem amargura
e deixar partir aquilo que já não escolhe permanecer.

No fim, descobri que não precisamos correr atrás de ninguém.

O que pertence ao coração não precisa ser perseguido.
O que é verdadeiro encontra o caminho de volta.
E quem realmente deseja permanecer
não precisa de motivos para ficar —
transforma o próprio desejo em presença.