As Quatro Sou Eu A minha jornada, a... Edineurai SaMarSi
As Quatro Sou Eu
A minha jornada,
a minha série...
a minha alma!
Durante muito tempo,
talvez eu tenha olhado
para essas histórias como
quem observa outras pessoas.
Eu, de um lado.
Elas, do outro.
Quatro histórias.
Quatro tempos.
Quatro mulheres.
Mas talvez eu tenha me enganado.
Talvez não sejamos quatro.
Talvez sejam apenas quatro
capítulos de uma mesma história.
Não sou uma espectadora
olhando para vidas que ficaram para trás.
Sou aquela que, de alguma maneira,
continua atravessando cada uma delas.
As dores, os sonhos, os amores, os medos, as escolhas...
Tudo parece carregar alguma coisa que ainda reconheço.
É como abrir um caderno antigo e
encontrar uma letra que,
embora pertença a outro tempo,
ainda parece minha.
Talvez porque seja.
Não preciso separar quem fui de quem sou.
Não preciso escolher qual delas sou eu.
As quatro sou eu.
Eu sou a menina que sonhou.
A mulher que amou.
Aquela que esperou.
E aquela que hoje olha para tudo isso
tentando compreender.
Talvez o tempo tenha mudado os cenários,
os nomes e as circunstâncias.
Mas existe algo que permaneceu.
Uma essência.
Um fio invisível costurando uma história à outra,
como se cada vida não terminasse exatamente
onde a seguinte começava.
E talvez seja por isso que algumas
lembranças não parecem lembranças.
Alguns sonhos não parecem apenas sonhos.
E alguns sentimentos chegam sem pedir licença,
como se já soubessem o caminho.
Hoje, quando escrevo, tento não me perder entre elas.
Não quero ser espectadora da minha própria história.
Quero apenas escutar.
Porque talvez não sejam quatro vozes falando comigo.
Talvez seja apenas uma.
A minha.
Em diferentes tempos.
Em diferentes formas.
Mas ainda eu.
