Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Para poder entender Belchior

A distância que me massacra
Talvez prenuncie algo melhor
Eu anseio por um só encontro
Para poder entender Belchior

Se for errado, me condenem
Se for certo, que seja bonito
Parar não é mais uma opção
Ela percebeu que não minto

Um comentário foi suficiente
Para a conexão ser iniciada
Desconheço se existe limite
Pensando na causa amada

Sou evidentemente sofredor
Encarcerado, não quero sair
Deve ter quem compreenda
E consiga apostar no porvir

Foi culpa de tanta formosura
Maldita seja toda a erudição
Inebriado, desisti de evitá-la
Quando ouço nossa canção

Educado a reprimir o desejo
Arremessei tudo para o alto
Bom se fosse apenas lance
Mas nós sentimos, é de fato.

Capricho


Talvez eu não passe de um capricho seu
Que você lembra só de vez em quando
Quando os compromissos ficam de lado
E não tem ninguém para você obedecer


Talvez você nunca tenha sonhado comigo
Da mesma forma que eu sonho contigo
Como dois estranhos que vivem juntos
Como colegas de uma empresa caótica


Ou talvez você pense mais do que deveria
Imagine uma história que não é realidade
Deixando de lado o que poderíamos ser
Evitando conversas que poderíamos ter


Eu sei que deveria gostar de outra guria
Já tentei, mas não consigo virar a página
Eu sei que poderia me declarar de uma vez
Só que seria como me lançar em um abismo


Pode ser que esse capricho não passe disso
Pode ser que esse capricho me deixe louco
Apesar de tudo, agradeço por te conhecer
E enxergar fantasia em meio a uma ruína.

Mesmo você não se encaixando em mim,
eu costurei nós dois.
Como quem junta metade de laranja a um limão,
e insiste que vai dar certo.

De tanto tentar,
hoje estou fraca demais
pra desatar um simples laço.

*Texto de Mikaele | Lapidado com Luna*
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Muitas vezes eu me perdi ,muitas vezes eu me encontrei ,muitas vezes eu sofri muitas vezes eu amei mas de tudo que eu aprendi aprendi que nada sei.
Adriana Maluf

Sem padrinhos.
Sem investidores.
Sem herança pronta.


Só eu… e a responsabilidade de acreditar.


É difícil caminhar sozinho quando até ideias concretas são ignoradas.
Quando números não impressionam sem um sobrenome forte por trás.
Quando portas só se abrem para quem já está dentro.


Mas o que eu carrego não é só um produto.
É um propósito.


Eu não penso em enriquecer rápido.
Penso em deixar um legado.
Não para mim mas para elas.
Para a próxima geração.
Para que um dia olhem para trás e entendam que alguém decidiu começar do zero.


Uma ideia, quando nasce com verdade, pode atravessar escassez.
Pode atravessar rejeição.
Pode atravessar silêncio.


Uma ideia pode mudar uma geração.


Eu acredito nisso.
Mesmo quando a conta tem algumas frações mínima de dinheiro
Mesmo quando ninguém vê.
Mesmo quando tudo parece improvável.


Porque legado não começa com dinheiro.
Começa com decisão.


E a minha já foi tomada.

Se eu não existisse, que falta te faria? e se eu morresse agora certamente ninguém notaria.

“Ainda Existe um Filho Aqui”

Ele disse que mudou…
E eu quis acreditar.


Disse que agora era diferente,
que o tempo o ensinou,
que a vida o moldou,
que hoje se orgulhava
do homem que eu me tornei.


E por um momento…
meu coração descansou.


Mas então,
como um eco antigo voltando pelas paredes da memória,
vieram os mesmos gestos,
as mesmas palavras,
os mesmos erros
que um dia me quebraram por dentro.


E eu fiquei me perguntando…
Foi ele que mudou?
Ou fui eu?


Talvez ele ainda seja
o mesmo homem de antes,
com as mesmas falhas,
as mesmas feridas,
os mesmos monstros silenciosos
que ele nunca conseguiu vencer.


Mas eu…
eu não sou mais o mesmo.


O que antes me destruía,
agora apenas me fere.
O que antes me derrubava,
agora só me balança.


E então percebi…
Talvez eu não tenha visto
um monstro virar anjo.


Talvez eu só tenha aprendido
a não ter mais tanto medo.


Talvez eu tenha crescido
o suficiente
para enxergar que até os monstros
às vezes só são homens
que nunca aprenderam
a amar direito.


E mesmo assim…
ainda dói.


Porque não importa
o quão forte eu me tornei,
existe uma parte de mim
que ainda é filho…


Esperando,
em silêncio,
que um dia
ele realmente mude.

Uma Palavra Basta

Antes de tocar os meus lábios,
eu já te percebo no perfume.
Desperta desejos,
afasta as pedras do caminho,
adoça o meu humor
e, sem pedir licença, se impõe.
Desliza quente, intenso,
como um riacho borbulhante, marcante.
Pode vir puro ou acompanhado,
mas sempre chega inteiro.
E, no cochichar da xícara,
aquece a alma
e acende o dia.
Então, entre as mãos
e o primeiro gole,
cabe inteiro em uma palavra:
café.

Minha solidão dilata dentro de mim que transborda
Eu, não vejo nada além do preto do breu
Eu não sinto nada além do frio que dá medo
Eu não desejo nada além de uma companhia que nunca vá embora
E mesmo sendo impossível, minha falsa esperança me faz continuar
Até que eu ache outra coisa pela qual lutar

Eu não gosto de me sentir sozinho
Se sentir sozinho é devastador
É como um mar de lágrimas
É como se a solidão tivesse feito pacto com a dor

Quem me vê sorrindo não imagina quantas lágrimas eu já derramei, quantas vezes tive que juntar cada parte de mim, seguir em frente e recomeçar novamente..."

Não espere eu partir, para perceber que sou importante para você.
Não espere o silêncio se tornar um abismo entre nós, para sentir a minha falta.
Não espere eu te esquecer, para perceber que você também me amava.
Não espere tanto tempo para entender todas essas coisas. Amanhã pode ser tarde demais!!"

As pessoas não são perfeitas — e eu também não sou.
No mundo, sempre existirão vozes prontas para caluniar, difamar, denegrir e julgar.
Mas, entre tudo isso, eu fiz a minha escolha:
retribuir com gentileza.


Martha.Sil

Eu achei que ainda não estava pronta…
mas talvez eu só não tivesse vivido algo leve o suficiente.
Ontem não teve jogo.
Não teve estratégia.
Não teve medo me guiando.
Teve presença.
Teve troca.
Teve verdade.
E pela primeira vez em muito tempo…
eu não quis acelerar, nem fugir.
Só ficar.

Às vezes penso se eu estou realmente escrevendo certo ou me expressando certo, mas aí me vem a duvida, isso realmente importa?

Não é se importar no sentido de escrita, isso todo mundo tem! (inclusive, fico feliz que as pessoas tenham isso) mas, e se eu começar a me importar de como eu me expresso?

Realmente vale a pena duvidar de si mesmo por conta de uma letra? Ou vale a pena tentar esconder?

Aí vai um questionamento.

Há dias minha mente estava em silêncio... na verdade eu que me ensurdeci pra ela, agora ela grita e está impossível de ignorar seus devaneios...

Eu escolho o que me expande. O que me limita, eu agradeço, e deixo ir!

GUILHERME DE ALMEIDA


Indiferença


Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto. E assim fazemos, como se com isto, pudéssemos varrer nosso passado.


Passo esquecido de te olhar, coitado! Vais, coitada, esquecida de que existo. Como se nunca me tivesses visto, como se eu sempre não te houvesse amado


Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos, se quando passo, teu olhar me alcança se meus olhos te alcançam quando vais.


Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos. Volta-nos sempre a pálida lembrança. Daqueles tempos que não voltam mais! Guilherme de Almeida


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Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce


e se desdobra e estala num segundo.

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*Sem máscara*

Eu nasci sem o dom da atuação.

Queria mentir bonito, performar indiferença, vestir um rosto neutro pra sair na rua. Mas meu corpo me trai. Se a boca cala, os olhos gritam. Se os olhos baixam, as mãos tremem. Se tudo em mim congela, o silêncio vira outdoor anunciando o que sinto.

O problema é que nem todo mundo sabe ler.

Não são fluentes na língua que meu corpo fala. Não entendem o dialeto da minha inquietação, o idioma do meu peito apertado. E aí me chamam de exagerada, de intensa, de difícil.

Eu só sinto. Tudo. Muito.

E o que não tem permissão pra sair pela voz, vaza por dentro. Vira ácido. Vira ansiedade que rói a madrugada. Vira depressão que senta na beira da cama. Vira pânico que fecha a garganta no meio da sala cheia.

Aí vem o mundo, com seus dedos apontados, suas palavras descuidadas, e me racha.

E quando eu quebro, eu não quebro pra dentro.

Meus cacos voam.
E atingem, sem mira e sem culpa, justamente quem ficou pra juntar.

*Texto de Mikaele | Lapidado com Luna*

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Para mim você é bela ave -livre e fulgás- cantando e encantando em verdes campos, e eu.... Ahhhhh...eu(suspiro)
... eu
Sou como um passarinheiro Cortez, que aguarda ansiosamente que você pouse no mesmo galho